terça-feira, 3 de junho de 2008

CARMINHA MACEDO APRESENTA COLETIVA

Nomes entre os mais celebrados da arte contemporânea brasileira como Marilá Dardot (MG), Fábio Tremonte (SP), Nina Moraes (SP) e Rosângela Rennó (MG) apresentam trabalhos que partem de uma proposta comum e podem resultar em vertentes distintas

A curadora Luisa Duarte reúne, na Galeria Carminha Macedo, 13 artistas em torno da experiência do tempo na contemporaneidade. São trabalhos que modificam tal experiência, solicitando outras relações tanto por parte do público ao se relacionar com a obra, como por parte do próprio artista ao realizá-la. Turistas, Volver propõe uma pausa no ritmo acelerado, de consumo excessivo e disperso, traduzindo momentos de interrupção, mesmo que provisória, no modo turista de estar no mundo, abrindo caminho para uma outra experiência do tempo.


A coletiva será aberta no dia 31 de maio, sábado, das 11h às 15h, com obras de Cinthia Marcelle (foto), Fábio Morais (colagens), Fábio Tremonte (vídeo), Lia Chaia (fotos), Sylvia Amélia (mapas em acrílico), Márcia Xavier (escultura com foto), Nina Moraes (colagens), Marilá Dardot (objeto), Matheus Rocha Pitta (foto e vídeo), Patrícia Leite (pinturas), Raquel Garbelotti (foto e vídeo), Rosângela Rennó (vídeo) e Pedro Motta (foto). Turistas, Volver poderá ser visitada até o dia 28 de junho.

Turistas, Volver

A seguir, apontamentos de Luisa Duarte que indicam a coerência entre a obra do artista e o tema proposto para a exposição em cartaz na Galeria Carminha Macedo.

Cinthia Marcelle – Minas Gerais
Muitas das performances da artista lidam com a questão da simultaneidade. Propondo a existência de um tempo paralelo ou ainda aquele da repetição, que não necessariamente caminha sempre para frente.

Fabio Morais – São Paulo
Há uma forte presença da escrita em sua obra. Os trabalhos da série “Diário Íntimo” são um exemplo de uma preocupação com o tempo de ordem inversa ao que vemos atualmente. O artista realiza um diário que começa antes do seu nascimento, caminhando dia a dia, até a data em que ele começa, de fato, a viver. Uma volta para o passado; o tempo – lento - da escrita. Trabalho de visualidade intimista, que pede do espectador um tempo mais demorado de apreensão.

Fabio Tremonte – São Paulo
Diversos dos seus trabalhos lidam com questões do tempo, da cidade, propondo uma outra experiência em meio a aceleração urbana.

Lia Chaia- São Paulo
A artista possui inúmeros trabalhos em foto que lidam com a passagem do tempo. Contrapondo um tempo da natureza e um tempo urbano, da cidade. Há ainda trabalhos em vídeo que lidam com a questão da duração, exigindo um prolongamento da atenção do espectador.

Márcia Xavier- mineira radicada em São Paulo
Suas intervenções mais recentes, em que a água produz uma mudança na percepção, exigem do espectador um outro tempo: as coisas passam a não se dar mais tão facilmente ao olhar. As distorções provocadas pela artista promovem uma visibilidade menos explícita e mais velada do mundo.

Marilá Dardot – mineira radicada em São Paulo
A desaceleração do tempo é uma questão crucial na obra da artista, manifestando-se em inúmeros trabalhos.

Matheus Rocha Pitta – mineiro radicado no Rio de Janeiro
Suas fotografias e instalações lidam com a estranheza de um tempo imóvel. Entre a falta e o excesso, olhando para aquilo que já não possui funcionalidade, Matheus reflete sobre tempos sem direção, como o nosso.

Nina Moraes – São Paulo
Seus trabalhos derivam de um longo processo de acúmulo de materiais prosaicos do cotidiano, principalmente recortes de papel. Suas obras são reflexos de uma angústia diante de um mundo onde se tem acesso a tanto e se aproveita tão pouco.

Patrícia Leite – Minas Gerais
O tempo da pintura, linguagem a qual a artista se dedica, já é, por si só, um tempo desacelerado. Tanto para quem faz, quanto para quem apreende. Mas existem pinturas que se valem da velocidade do mundo externo, que traduzem excesso e rapidez. A ambigüidade entre figurativo e abstrato demanda mais uma camada de atenção de quem contempla.

Pedro Motta – Minas Gerais
Apresenta uma obra de 2007. A imagem selecionada traz a vista do mar para Ilha Grande, no Rio de Janeiro, onde existiu uma base militar, hoje desativada. O artista revela a mira dessa base como algo que desperta simplesmente um interesse visual, como se fosse um simples objeto.

Raquel Garbelotti – São Paulo
Pensa-se aqui no trabalho “Boa Vista”, no qual a artista recupera em fotografias e vídeo imagens de estações de trem abandonadas. Estes marcavam o percurso que ligava as cidades do Rio e de São Paulo. Hoje essas estações são símbolos de um outro tempo, que ficou para trás, em favor de um tempo rápido, descartável, impessoal, dos ônibus e dos aviões.

Sylvia Amélia – Minas Gerais
Irá trabalhar dentro e fora da galeria. Utilizará o vidro da fachada como suporte, aproveitando seu caráter de espaço público. Para esta obra intitulada “Lembrete”, partiu de listas de organizações que fazemos todos os dias. No interior, a artista apresentará colagens sob cortiça.

Rosângela Rennó – mineira radicada no Rio de Janeiro
A artista lida todo tempo com a fotografia, mas não fotografa. Há neste gesto inicial uma atitude que caminha na contramão de um mundo marcado pelo excesso de imagens.

Sobre a curadora Luisa Duarte
Nasceu no Rio de Janeiro em 1979. Crítica de arte e curadora independente. Vive e trabalha em São Paulo. É mestranda em filosofia pela PUC-SP. Membro do grupo de críticos do Centro Cultural São Paulo. Fez parte da comissão curatorial do Programa Rumos Artes Visuais, Instituto Itaú Cultural, edição 2005/2006. Professora da graduação em artes plásticas da Faculdade Santa Marcelina. Curadora da plataforma "A Bienal de São Paulo e o Meio Artístico Brasileiro – Memória e Projeção", da 28° Bienal de São Paulo, "Em Vivo Contato", 2008.


EXPOSIÇÃO TURISTAS, VOLVER. ABERTURA SÁBADO, DIA 31 DE MAIO, DAS 11H ÀS 15H
GALERIA CARMINHA MACEDO
RUA BERNARDO GUIMARÃES, 1.200 – FUNCIONÁRIOS – BELO HORIZONTE
TELEFONE: (31)3226.3712. DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA: DAS 10H ÀS 19H E AOS SÁBADOS: DAS 10H ÀS 14H
ATÉ 28 DE JUNHO

FAVELA É ISSO AÍ DIVULGA PRODUÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA EM BELO HORIZONTE

A Associação Favela É Isso Aí é uma organização não-governamental que tem como principal objetivo a divulgação da produção cultural e artística dos moradores de vilas e favelas de Belo Horizonte, contribuindo para a inserção social, a construção da cidadania e a melhoria da qualidade de vida dessas populações.

Fundada em 2004 pela antropóloga Clarice Libânio a partir dos resultados do Guia Cultural de Vilas e Favelas de Belo Horizonte – projeto de sua autoria que identificou e cadastrou 740 grupos culturais e 7.000 artistas nas 226 vilas, favelas e conjuntos habitacionais da cidade e que hoje é o instrumento de pesquisa nessa área mais utilizado em escolas e universidades de todo o país - a ONG Favela É Isso Aí tem como objetivos principais contribuir para a redução da discriminação em relação aos moradores de favelas, promover o acesso ao mercado cultural e a geração de renda para os artistas, melhorar as condições do fazer artístico e propiciar os meios de produção cultural a eles.
Clarice Libânio fundou a ONG Favela é Isso Aí para buscar uma maior visibilidade para a produção cultural da periferia e agir como empreendedora na inserção social dessas comunidades. Ela explica que, na época em que a pesquisa estava sendo feita, praticamente não havia programas culturais direcionados aos moradores da periferia. “Eu trabalho com favelas desde 1987, quando era funcionária da Urbel. Quando descobri que havia uma lacuna em relação à preocupação do poder público com o que é produzido culturalmente dentro das favelas - na época o único programa que existia direcionado a essas populações em BH era o Arena da Cultura - comecei a desenvolver a pesquisa que resultou no Guia. Com ele percebi o quanto a demanda era grande, e foi então que decidi montar a associação Favela É Isso Aí”, completa a antropóloga.

Um dos principais projetos desenvolvidos atualmente pela ONG - que já recebeu o título de Utilidade Pública Municipal e a Medalha Santos Dumont - é o Banco da Memória, que tem como objetivo propiciar a articulação e dar visibilidade para os artistas das vilas, favelas e conjuntos habitacionais de Belo Horizonte. O projeto permitiu a reformulação do site da entidade, com a construção de 24 hot-sites prontos e mais 8 em fase final de construção, cada um dedicado a uma favela da cidade, com textos que contam a história de cada uma delas e contatos dos artistas cadastrados, contendo também fotos, vídeos, depoimentos e reportagens. O Banco da Memória propõe a participação dos moradores da favela como agentes culturais, responsáveis por aliar a parte técnica de responsabilidade da equipe do projeto, seu olhar e conhecimento específico sobre sua comunidade, sua visão e sua história, ao mesmo tempo particular e exemplar do universo da arte da periferia. A proposta é que, aos poucos, todas as comunidades de vilas e favelas da cidade sejam incluídas no projeto, com sua página própria na internet. Pretende-se também, a partir do próximo ano, incorporar a ele comunidades das cidades vizinhas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outra ação desenvolvida pela ONG é o Agência de Notícias, que envia para a imprensa, através de jornal, site, newsletter e programas de rádio, as pautas culturais das vilas e favelas, permitindo ampliar o espaço na mídia para os artistas da periferia. Em versão impressa, a equipe da ONG produz um jornal de oito páginas, bimestral. Através dessas ações, a ONG Favela É Isso Aí vem se tornando cada vez mais referência de fontes para cobertura cultural de artistas de baixa renda.

A Favela É Isso Aí também produz videodocumentarios sobre os artistas da periferia, com o objetivo de divulgar e disponibilizar sua obra junto ao público em geral. Até o momento, já foram produzidos 23 documentários pela equipe da entidade. Na área de capacitação, a ONG já realizou várias oficinas de videodocumentario e desenho animado para jovens, com vagas abertas para duas novas turmas nesse mês de maio.

Outro projeto em fase final de desenvolvimento é a publicação de uma coleção de livros com a produção dos artistas das favelas de Belo Horizonte. Ao todo serão lançados cinco volumes: Banco da Memória; Receitas da Comunidade; Produção Literária; Ensaios; Mostra de Artesanato. O lançamento da coleção, que conta com parceria do SERASA, do Banco do Nordeste, da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, da Lei Rouanet, do Banco Bonsucesso, da ThyssenKrupp Automotive e do Senac Minas, acontecerá em junho deste ano no Museu Abílio Barreto.
Para o futuro, entre os projetos já aprovados a serem executados pela associação estão a gravação de um CD coletânea com os artistas da terceira idade, a realização de programas para rádios comunitárias, a oferta de oficinas de capacitação em novas tecnologias e implantação de um estúdio comunitário para os artistas da periferia.

Um projeto de abrangência nacional, que acontecerá em setembro desse ano, é o Festival audiovisual Imagens da Cultura Popular, que trará vídeos produzidos em todo o país sobre as comunidades periféricas e suas manifestações culturais. A mostra, competitiva, integra, junto com o Observatório de Favelas, do Rio de Janeiro, e outras quase 20 organizações, o FEPA – Fórum de Experiências Populares em Audiovisual.

Atualmente, a Favela É Isso Aí conta com parceiros do Poder Público, através da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte/Fundação Municipal de Cultura, das Leis Municipal, de Incentivo à Cultura, e de parceiros institucionais como Banco Nordeste, Banco Bonsucesso, Thyssenkrupp Automative, SERASA, CEMIG, VIVO, Banco BMG e SENAC.

Equipe da ONG Favela É Isso Aí:

Coordenadora-executiva: Clarice de Assis Libânio
Projetos em áudio e vídeo: César Maurício Alberto e Fernando Libânio
Coordenação do estúdio: César Maurício Alberto
Jornalista responsável: Edilene Lopes
Estagiária: Flávia Silvestre
Supervisor de pesquisa: Edmar Pereira da Cruz
Pesquisador: Juliano César Pereira Jardim
Apoio Técnico: Neide Alberto
ONG FAVELA É ISSO AÍ
ENDEREÇO: RUA NÍQUEL, 11 – SERRA
CONTATO: CLARICE LIBÂNIO
TELEFONE: (31) 3282-3816 / (31) 9779-7237
WWW.FAVELAEISSOAI.COM.BR

AMIE AMIE USA CRIATIVIDADE PARA ATRAIR O PÚBLICO MASCULINO

Inaugurada em Lourdes, há pouco mais de dois meses, a Amie Amie vem conquistando as meninas pela seleção de bom gosto das proprietárias Marcela Pinheiro e Teresa Luciano. Na vitrine e nas araras, marcas como Cesca, Dona Pink, Emannuelle Junqueira e Luiza Barcelos. Para que os rapazes, em plena temporada de escolha de presente do Dia dos Namorados, não resistam ao charme da loja e acertem na compra, a dupla criou bolachas de chope - estrategicamente distribuídas em bares e restaurantes bacanas de Belo Horizonte -, que possuem grande apelo junto ao universo masculino e ainda dão a dica certa para tornar a data especial. No próximo sábado, dia 07 de junho, a Amie Amie vira provisoriamente um “clube do Bolinha” e vai oferecer os serviços de uma personal stylist para os meninos. Como a bolacha de chope sugere, haverá manobrista e Playstation no local.

AMIE AMIE
RUA ALVARENGA PEIXOTO 720, LOURDES
TELEFONE: (31) 2535-0853
FUNCIONAMENTO: DE SEGUNDA A SEXTA, DAS 9H ÀS 19H E SÁBADO, DAS 10H ÀS 14H
ESTACIONAMENTO COM MANOBRISTA
www.amieamie.com.br

DIA DOS NAMORADOS NO AURORA TEM INSPIRAÇÃO GREGA

“O restaurante AURORA promove uma verdadeira ode aos apaixonados no dia dos namorados com inspiração dionisíaca”

Época em que os amantes e amados comemoram seus relacionamentos, o dia dos namorados é um data especial e desta vez o restaurante Aurora promove um jantar com inspiração grega. O chef Mauro Bernardes usou da mitologia grega para elaborar ricos e criativos pratos que vão deixar qualquer casal salivando.


Tanto no passado quanto atualmente, a culinária mediterrânea tem uma riqueza e diversidade peculiar. Por isso, excelente oportunidade de dar às papilas o gosto afrodisíaco da gastronomia daquela região.

As dependências do restaurante Aurora estarão preenchidas por uma atmosfera carregada de efluvios afrodisíacos, que aliados a uma carta especial de vinhos libaneses, turcos e gregos, irão compor uma harmonização favorável ao exercício e manutenção das paixões.

“Uma composição de uvas gregas nos moldes das cerimônias dionisíacas será preparada em honra a Afrodite”, promete o chef Mauro Bernardes. Gostos e aromas que irão dar um quê voluptuoso ao ritual gastronômico.

Os comensais serão privilegiados com um jantar em elogio ao amor, remetendo ao “Banquete” de Platão. Seguindo os conceitos epicuristas, o menu do Aurora para o dia dos namorados vai propiciar prazer contínuo aos casais que forem saborear as proezas culinárias preparadas para a ocasião.

O chef Mauro Bernardes ficou tão envolvido em sua pesquisa que se diz uma espécie de general Alcebíades dos novos tempos. Oportuna metáfora, já que, assim como o bravo general ateniense famoso por suas batalhas, a equipe do Aurora preparou um verdadeiro exército em prol da boa mesa. Além disso, a variedade de ingredientes, sabores e temperos mesclada aos pratos gregos resulta em menu para espartano nenhum botar defeito.

O banquete grego do Aurora promete agradar a gregos e troianos. Aos apetecidos de plantão, drinks afrodisíacos vão deliciar ainda mais o ritual, tudo para ser apreciado em coro.

O cardápio começa leve, com a apreciação dos aperitivos de entrada. São iguarias gregas que vão dar a largada inicial para a batalha encampada na mesa do Aurora. Pequenas delícias como a massa grega fina e crocante com recheio de espinafre ou mesmo uma sopa fria de iogurte com trufa defumada e pertences áticos. Torradas de pão camponês com legumes grelhados, azeitona, humes é outra opção de entrada.

O chef Mauro Bernardes pesquisou sobre os segredos da culinária grega e elaborou pratos surpreendentes, como a moussaka estilizada acompanhada de mignon de cordeiro grelhado em forma de torta servido ao suco de cordeiro com alho doce [alho assado], ou ainda um pernil de cordeiro ao mosto de uvas frescas com torta grega de vegetais [funcho, espinafre, tomate, berinjela, abobrinha]. Para quem prefere um prato mais leve, a opção é o camarão com 7 ervas gregas preparado na panela de barro com cubos de batata douradas ou também uma salada de lula ao molho de zimbro servida com vinagrete de groselha fresca e passas de corinto sob rúculas.
Os doces foram pensados com o objetivo de fechar de forma apoteótica o menu, e para isso o Aurora vai servir de sobremesa uma portentosa copa de frutas mediterrâneas com sorvete de limão e um sorbet com água e pétalas de rosas glaçadas servido com espuma de champagne. Ainda como opção de sobremesas, uma deliciosa sinfonia de chocolate ou o creme Aurora feito de gemada com sorvete de amêndoa e conhaque.

A intenção do Aurora é reunir ingredientes que permitam aos presentes comemorar a beleza do amor usando da holística da sensualidade. Um ritual de intensa fruição gastronômica que visa ressoar até meandros do mar Egeu.

Para que ninguém perca a oportunidade de se deliciar com as riquezas do mediterrâneo, o Aurora disponibiliza os pratos em opção à la carte ou menu completo. Desfrutar todas as opções do menu vai custar R$120,00 (cento e vinte reais) por pessoa, com entrada, prato e sobremesa. Este valor só será válido para quinta-feira, 12 de Maio de 2008 e nele não está incluso valor de bebidas.

RESTAURANTE AURORA
RUA EXPEDICIONÁRIO MÁRIO ALVES DE OLIVEIRA, 421 –
ESQUINA DE AVENIDA DOM ORIONE – PAMPULHA
TELEFONE PARA RESERVAS: (31) 3498 7567
WWW.RESTAURANTEAURORA.COM.BR

VILLE DU CHEF PROMOVE EM BELO HORIZONTE O PRIMEIRO FESTIVAL DE GASTRONOMIA MOLECULAR DO BRASIL

“Coordenado pelo chef Wladmir Dias, o Festival apresenta um novo conceito aplicado à alta gastronomia e demonstra ao público uma culinária inovadora que possibilita a ampliação de todos os sentidos”

Fórmulas, pipetas e tubos de ensaio. É assim que a cozinha pautada pela Gastronomia Molecular recria pratos já conhecidos por quem gosta de comer bem. Do simples feijão com arroz ao mais sofisticado dos pratos, a Gastronomia Molecular promove uma verdadeira subversão das convenções estipuladas na cozinha e tem como principal intuito aprimorar o sabor dos pratos, aguçar cada vez mais o paladar, potencializar e dinamizar a cozinha.

Esta técnica teve seu surgimento em 1988, quando um físico da Universidade de Oxford, Nicholas Kurt, e um químico francês, Hervé This, iniciaram uma colaboração com o objetivo de estudar os processos químicos e físicos que ocorrem durante o aparentemente banal ato de cozinhar. A Gastronomia Molecular trata a alimentação como um todo: dos crus, passando pela sua preparação e finalmente da forma como são apreciados pelo consumidor. É, portanto, um assunto fortemente interdisciplinar envolvendo a física, a química, a biologia e a bioquímica, além da fisiologia e a psicologia.

A partir desse novo conceito, outros grupos de investigação surgiram em outras partes do mundo e alguns dos grandes chefes da atualidade como Ferran Adriá na Espanha, Pierre Gagnaire na França e Heston Blumenthal, no Reino Unido, reconhecem a importância desta aproximação científica da cozinha e a necessidade de colaboração com cientistas de forma a otimizar resultados. Agora é a vez do Brasil experimentar essa nova experiência gastronômica. Aliando o inusitado ao ineditismo, o restaurante Ville Du Chef, coordenado por Wladimir Dias, promove o Primeiro Festival de Gastronomia Molecular, no período de 02 a 08 de Junho.

Durante os sete dias de festival, o restaurante vai contar com um menu de sete pratos, sendo três entradas, dois pratos principais e duas sobremesas. A base do cardápio será composta de duas carnes - Foie Gras e lagosta - e dois aromáticos - trufas negras e fava de baunilha. Outro grande atrativo do festival será o sorvete feito na hora pelo chef Wladimir Dias, que usa uma inventiva técnica para congelar o sorvete de forma instantânea usando o Azoto líquido como catalisador do processo. Segundo o chef Wladimir “os clientes terão a oportunidade de ver um sorvete sendo produzido quase que instantaneamente diante de seus olhos, coisa que só é possível por causa do Azoto líquido que usamos na ‘fórmula’ ou se preferir, na receita. Sem ele, um sorvete precisa em média de 35 a 40 minutos para ficar pronto e nesse preparo tradicional, é possível sentir os cristais de gelo. O sorvete que vou apresentar, além de ser preparado em apenas 35 segundos, tem uma textura mais homogênea, que derrete na boca e é muito, muito mais saboroso”, descreve.

Tudo nos alimentos pode ser mudado com a pesquisa que vem sendo feita com base nesse novo conceito. Desde cheiro, gosto, até a estética dos pratos. Aquele que tem o costume de primeiro comer com os olhos terá que rever seus conceitos, pois a Gastronomia Molecular amplia as possibilidades de combinações entre os alimentos e apresenta uma culinária mais lúdica, que brinca com os sentidos. “Para o Festival, o Ville du Chef será transformado num verdadeiro laboratório, desde o conceito trazido pela Gastronomia Molecular, passando por uma nova ambientação do espaço até a apresentação dos pratos, que terão louças desenvolvidas exclusivamente para o evento. Além disso conto com o suporte do químico Vinícius Catão na cozinha, que vai ajudar a despertar os sentidos e tornar a noite gastronômica mais divertida”, afirma o chef Wladimir.

Casamentos até então improváveis são selados pela técnica molecular. Algo simples como um ovo pode ter sua estrutura completamente questionada. Imagine a clara com gosto de coco e a gema com gosto de baunilha. Imagine o espaguete feito 100% de parmesão. Com a Gastronomia Molecular, tudo isso é possível.

As combinações propostas pela Gastronomia Molecular proporcionam uma brincadeira para os sentidos. Trata-se de um jeito lúdico de cozinhar, sem ser circense ou irresponsável. Os alimentos proporcionam estímulos gustativos maximizados devido às alterações em suas composições originais, sem modificar o gosto dos alimentos, tornando os sabores concentrados com o objetivo de aprimorar o paladar. Além disso, para os chefs que seguem essa linha, cozinhar é uma arte que envolve outros sentidos na apreciação dos pratos. “O paladar é apenas o último dos sentidos que é encantado pela arte de cozinhar”, como bem explica Wladimir Dias.

Wladimir Dias


O chef Wladimir Dias iniciou sua carreira aos 14 anos no Rio de Janeiro. Trabalhou na Europa com o chef Dieter Koschina no restaurante Vila Joya, dono de três estrelas Michelin, que fica situado em Faro, divisa entre Portugal com a Espanha. Wladimir trabalhou também no restaurante do Museu do Louvre, coordenado pelo respeitado chef Yves Pinard.
Há três anos decidiu voltar para o Brasil e escolheu Belo Horizonte como residência e lugar ideal para abrir seu próprio restaurante, o charmoso e aconchegante Ville Du Chef Cozinha Contemporânea.


PRIMEIRO FESTIVAL DE GASTRONOMIA MOLECULAR
DE 02 A 08 DE JUNHO
A PARTIR DAS 20Hs
NO RESTAURANTE VILLE DU CHEF
RUA ALVARENGA PEIXOTO, 900 – LOURDES
CONVITE: R$120,00 POR PESSOA
LOTAÇÃO MÁXIMA 40 LUGARES

TELEFONE PARA RESERVAS: 31 3337-2042
WWW.VILLEDUCHEF.COM.BR