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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

FRONTEIRA, DE RAFAEL CONDE, ENTRA EM CARTAZ EM BH E BRASÍLIA


“Fronteira”, segundo longa-metragem do diretor Rafael Conde, baseado em obra homônima do escritor Cornélio Penna, terá estréia em Belo Horizonte e Brasília na próxima sexta-feira, dia 05 de dezembro.

O filme narra uma história de amor e mistério em um velho sobrado onde vive a jovem Maria, cuja fama de santidade ultrapassa as montanhas do interior de Minas Gerais. A chegada de dois novos personagens terá efeitos perturbadores sobre Maria Santa: um viajante, com quem viverá uma intensa paixão, e Tia Emiliana, velha senhora empenhada em preparar o grande milagre.

Adaptação do primeiro romance de Cornélio Penna - o cultuado autor de “A Menina Morta”, cuja morte completou 50 anos em 2008 -, “Fronteira” se passa por volta de 1900. Sua trama em tom introspectivo trafega na tênue linha que separa normalidade e loucura, imaginação e realidade, paixão e fé. Como pano de fundo de uma paixão interditada, narrada com a lógica descontínua dos sonhos, surge a paisagem moral da província marcada pelo fim de um ciclo de prosperidade e a transição para o século XX.

Com direção de Rafael Conde, FRONTEIRA apresenta dois jovens atores – Débora Goméz e Alexandre Cioletti, ao lado da veterana atriz Berta Zemel, como Tia Emiliana. Filmado em Conselheiro Lafaiete, Catas Altas, Ouro Preto e Ouro Branco, FRONTEIRA é produzido pela Filmegraph, com co-produção da produtora Camisa Listrada, e conta com recursos do Prêmio Filme em Minas - promovido pela Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais em parceria com a empresa Cemig - e com o Prêmio de Produção de Filmes de Baixo Orçamento, do Ministério da Cultura. A distribuição e comercialização é da Usina Digital.

"Fronteira" foi exibido na Competitiva da 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e também foi premiado na 3ª edição do Festival do Paraná de Cinema de Brasileiro Latino, nas categorias Melhor Fotografia [Luís Abramo] e Melhor Atriz [Débora Gomez]. Também encontra-se em cartaz em São Paulo e Salvador.

FICHA TÉCNICA
“FRONTEIRA”
BRASIL, 85 MINUTOS, 2008
DIREÇÃO: RAFAEL CONDE
PRODUÇÃO EXECUTIVA: ANDRÉ CARRERA
COM: ALEXANDRE CIOLETTI, BERTA ZEMEL, DÉBORA GOMEZ E GRANDE ELENCO
DISTRIBUIÇÃO: USINA DIGITAL
28 DE NOVEMBRO NOS CINEMAS DE SÃO PAULO E SALVADOR.
DIA 05 DE DEZEMBRO NOS CINEMAS DE BELO HORIZONTE E BRASÍLIA

EM BH, NO USIMINAS BELAS ARTES
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

FRONTEIRA, DE RAFAEL CONDE, GANHA PRÊMIOS EM CURITIBA

Segundo longa do diretor mineiro vence duas categorias no 3ª edição do Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino


No domingo último, 12 de Outubro, o longa-metragem “Fronteira”, de Rafael Conde, recebeu prêmio de melhor fotografia (Luís Abramo) e melhor atriz (Débora Gomez), disputando com fortes concorrentes, como Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, e Feliz Natal, de Selton Mello. A premiação faz parte da 3ª edição do Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino.

Com produção da Filmegraph e Camisa Listrada, o filme é uma adaptação do romance homônimo de Cornélio Penna, autor carioca cujo falecimento está completando 50 anos. “Fronteira” narra uma história de amor e mistério em um velho sobrado onde vive a jovem Maria (Débora Gomez), cuja fama de santidade ultrapassa as montanhas do interior de Minas Gerais. A chegada de dois novos personagens terá efeitos perturbadores sobre Maria Santa: um viajante (Alexandre Cioletti), com quem viverá uma intensa paixão, e Tia Emiliana (Berta Zemel), velha senhora empenhada em preparar o grande milagre. “Fronteira” tem estréia prevista para 14 de Novembro.

A terceira edição do Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino foi realizada entre os dias 6 e 12 de outubro, no Museu Oscar Niemeyer – MON, em Curitiba. Foram exibidos 11 longas-metragens (oito brasileiros, três argentinos) e 22 curtas-metragens, em competição. O Festival teve 242 filmes inscritos: 69 longas-metragens brasileiros (sendo 15 inéditos) e 173 curtas-metragens, além de 16 filmes latinos, entre curtas e longas.

Na cerimônia de encerramento realizada no Domingo, 12 de Outubro, “Fronteira” recebeu dois prêmios: Melhor Fotografia para Luís Abramo e Melhor Atriz para Débora Gomez. Além do Prêmio Araucária de Ouro, ambos receberão o valor de R$ 8.000,00 (Oito mil reais). O júri da competição de longa-metragem foi composto por Orlando Senna (presidente do júri), Alejandro Saderman, Antonio Pitanga, Maria do Rosário Caetano e Solange Stecz.

Confira abaixo os filmes de longa-metragem que estavam na competição do Festival:

Alucinados – Roberto Santucci - RJ
Encarnação do Demônio - José Mojica Marins - SP
Esse Homem Vai Morrer - Um Faroeste Caboclo - Emilio Gallo – DOC - RJ
Feliz Natal - Selton Mello - RJ
Mistéryos - Beto Carminatti e Pedro Merege - PR
O Aborto dos Outros - Carla Gallo – DOC - SP
O Grão - Petrus Cariry - CE
Fronteira – Rafael Conde – MG

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

OS 50 ANOS DA MORTE DO AUTOR DE "FRONTEIRA" SERÃO LEMBRADOS COM FILME HOMÔNIMO

“Fronteira”, filme inédito do diretor mineiro Rafael Conde narra uma história de amor e mistério em um velho sobrado onde vive
a jovem Maria, cuja fama de santidade ultrapassa as montanhas do interior de Minas Gerais. A chegada de dois novos personagens terá efeitos perturbadores sobre Maria Santa: um viajante, com quem viverá uma intensa paixão, e Tia Emiliana, velha senhora empenhada em preparar o grande milagre.

Adaptação do primeiro romance de Cornélio Penna, o cultuado autor de “A Menina Morta”, “Fronteira” se passa por volta de 1900. Sua trama em tom introspectivo trafega na tênue linha que separa normalidade e loucura, imaginação e realidade, paixão e fé. Como pano de fundo de uma paixão interditada, narrada com a lógica descontínua dos sonhos, surge a paisagem moral da província marcada pelo fim de um ciclo de prosperidade e a transição para o século XX.

Cornélio Penna: Entre a Linguagem e o Silêncio
Por Wander Melo Miranda*

Cornélio Penna nasceu em Petrópolis em 1896 e morreu no Rio de Janeiro em 1958. Um dos mais importantes romancistas brasileiros, publicou Fronteira (1935), Dois romances de Nico Horta (1939), Repouso (1949) e A menina morta (1954), sua obra prima. Por meio de uma dicção muito especial, raras vezes alcançada entre nós, em seus livros a sondagem intimista das personagens une-se ao desvelamento das estruturas de dominação que, desde o período escravocrata, vêm traçando os caminhos tortuosos da nossa formação nacional. Como salientou um de seus críticos, a imagem do círculo talvez seja a melhor forma de sintetizar a obra do ficcionista excepcional: amor e morte, erotismo recalcado, religiosidade perversa, mundo em ruínas, impossibilidade de comunicação e interação social e intersubjetiva. Tudo isso como um fantasma que não cessa de nos assombrar e diz muito — na fronteira entre a linguagem e o silêncio — da nossa situação aqui e agora.

*É professor de teoria da literatura na Universidade Federal de Minas Gerais


Mais dados sobre Cornélio Penna, ensaios e suas ilustrações podem ser acessados no site:
www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/especiais/corneliopenna/0014a.html

O blog de realização e material de pesquisa do filme:
http://www.fronteiraofilme.blogspot.com/