quarta-feira, 27 de maio de 2009

COMIDA DI BUTECO ANUNCIA SEUS VENCEDORES

Completado 1 mês de votação e passada a expectativa do público e dos donos dos bares, é chegado o momento de anunciar os vencedores da histórica décima edição do Comida di Buteco, cuja votação atingiu a surpreendente marca de mais de 160 mil votos. Abaixo a relação dos contemplados.

1º Lugar: Café Palhares
Tira-gosto: KARACOL DE PERNIL (tradicional pernil do Palhares servido em forma de caracol, regado com molho picante de abacaxi, acompanhado de hortaliças, fios de couve e pão árabe)


2º Lugar: Bar do Ferreira
Tira-gosto: PECADO CAPITAL (taioba, mandioca, carne bovina, costelinha e tomate recheado)


3º Lugar: Bar do Véio
Tira-gosto: CADA UM NO SEU QUADRADO (bolo de carne recheado e bolinho de mandioca com parmezão acompanhados de molho ao sugo)


4º Lugar: Bar do Zezé
Tira-gosto: SPC (suan, polenta e couve)


5º Lugar: Bar da Lora
Tira-gosto: MERCADÃO DA LORA AO MOLHO DOS BOHEMIOS (fígado com jiló, linguiça com couve e pernil com conservas acompanhados de molho de cerveja Bohemia)


A novidade dessa edição do Comida di Buteco foi a premiação do melhor petisco que tenha Doritos em sua receita. Quem levou o prêmio Doritos foi:

Ali-Ba-Bar

Crédito das fotos: Fred D’alcântara.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Dia das Mães na Elvira Matilde


CLÁSSICOS NO PARQUE FAZ HOMENAGEM ÀS MÃES

Concerto é parte das comemorações dos 27 anos do Parque das Mangabeiras

Data das mais comemoradas, motivo de congraçamento familiar: a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais não poderia deixar passar o Dia das Mães sem nenhuma comemoração. Por isso, realiza o primeiro concerto da série Clássicos no Parque da temporada atual em homenagem às mães, exatamente no dia delas [próximo domingo, dia 10 de maio]. Tendo como regente o maestro Fabio Costa, a Filarmônica irá executar peças de seis importantes compositores [repertório abaixo], possibilitando que mães e filhos comemorem a data usufruindo da música sinfônica. Como palco, as belas paisagens e instalações do Parque das Mangabeiras, que compõe um dos principais espaços de lazer e cultura de Belo Horizonte e completa 27 anos. Por tudo isso, foi o local escolhido para a realização do concerto especial, que tem início às 11h, com entrada franca.

O REPERTÓRIO

O concerto especial do Dias das Mães começa com obra do compositor tcheco Bedrich Smetana [1824-1884]. Na ocasião, os músicos irão executar a Dança nº 3 da peça A Noiva Vendida. Escrita em 1866, trata-se de uma ópera cômica cuja estreia aconteceu na cidade de Praga. Após poucos anos, tornou-se a principal ópera tcheca. Quando criança, Smetana começa seus estudos em piano e violino. Mais tarde, após a morte prematura de dois filhos, entra em depressão e dedica-se mais intensamente à composição. Com o decorrer dos anos, realiza vários concertos e recitais. Por agravamento de uma sífilis, acaba perdendo a audição. Smetana é considerado o pai musical da escola tcheca.

A segunda obra do programa é a abertura da ópera Maria Tudor, do compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes [1836-1896]. Executada pela primeira vez em 1879, no Teatro Alla Scala de Milão, a peça descreve a vida de Maria I, filha de Henrique VIII. Sexto trabalho operístico do compositor, é considerada uma de suas mais perfeitas criações. Em paralelo, é também uma obra injustiçada e incompreendida pela crítica da época, que a recebeu de forma fria. Incrivelmente, sua execução inaugural foi um fracasso. Anos depois, chegou-se à conclusão de que se tratava de uma obra de grande sensibilidade artística. Carlos Gomes é considerado o mais importante operista brasileiro do estilo romântico. Sua obra foi marcada pelo intenso espírito de brasilidade e ganhou grande destaque na Europa. Nascido em família humilde, dividia seu tempo entre a música e a alfaiataria. Aos quinze anos já compunha valsas, quadrilhas e polcas; ainda moço, lecionava canto e piano. Foi grande estudioso de ópera e tornou-se amigo próximo de Pedro II. Após um período de várias desilusões e desgostos – além de doente -, morreu num contexto de grande comoção nacional.

Em seguida, a Filarmônica traz a peça Danças Polovtsianas, parte da ópera Príncipe Igor, obra mais importante de todo repertório do compositor russo Aleksandr Borodin [1833-1887]. A obra ficou dezoito anos em trabalho de composição - ficou inconclusa devido ao falecimento do autor – e foi concluída em 1890 por Nikolai Rimsky-Korsakov e Aleksandr Glazunov. Graduado em Medicina, Borodin tinha especial apreço pela Química. Estudava música nas horas vagas e começou suas lições de piano ainda quando criança – é de sua autoria um dueto para piano, composto aos nove anos de idade. Poliglota desde pequeno, foi um precoce autoditada. Escreveu vários tratados científicos e participou de grandes descobertas no mundo da ciência. Aos vinte e nove anos passa a se dedicar com mais frequência à música clássica. Morreu em decorrência do agravamento de uma cólera em 1887. Compôs inúmeras peças para piano, melodias, música de câmara, entre outros.

O Guaratuja, do brasileiro Alberto Nepomuceno [1864-1920], será a quarta peça do concerto do Dia das Mães. Considerada a primeira ópera verdadeiramente brasileira no que tange à música, ambientação e utilização da língua portuguesa, O Garatuja é uma comédia lírica dividida em três atos e baseada em obra homônima do escritor José de Alencar. A peça tem ritmos populares como inspiração de sua composição. Sua primeira execução data de 26 de outubro de 1904. Nascido em Fortaleza, Nepomuceno é considerado o pai do nacionalismo na música erudita brasileira. Seu pai – violinista, professor, organista – foi quem o influenciou ao estudo da música. Começa, então, a dedicar-se ao piano e violino, com apenas oito anos de idade. Na fase adulta, participou do movimento abolicionista e colaborou com jornais da época. Em 1885, muda-se para o Rio de Janeiro e é nomeado professor de piano do Beethoven Club. Três anos mais tarde, viaja à Europa no intuito de ampliar seus conhecimentos musicais. Passou por Roma, Paris e Berlim, estudando harmonia, piano, composição e órgão. Foi grande divulgador da cultura brasileira mundo afora. Como diretor do Instituto Nacional de Música, participou do início da reforma do Hino Nacional Brasileiro, em 1907. Nepomuceno faleceu aos 56 anos de idade.

O compositor tcheco Antonín Dvorak [1841-1904] estará representado no concerto com sua peça Danças Eslavas. O mais conhecido compositor tcheco começou a compor essa obra em 1878, inspirado por certa proximidade com o folclore morávio. Amigo pessoal de Brahms, Dvorak usava a cultura local como fonte de inspiração para suas composições. Dvorak foi diretor do Conservatório de Música de Nova York de 1892 a 1895. Morreu aos 63 anos, em Praga.

Finalizando o concerto, a Filarmônica executa a obra Capricho Espanhol, do russo Nikolay Andreievich Rimsky-Korsakov [1844-1908]. Composta em 1887, tendo as melodias espanholas como ponto de partida, a peça foi pensada originalmente para violino, posteriormente adaptada para execução orquestral com o objetivo de avivá-la melodicamente. Destaque para as técnicas apuradas e articuladas de percussão, mudanças de timbres e desenho melódico. É conhecida pelo brilhantismo quando executada por uma orquestra. De repertório extenso, Rimsky-Korsakov usava fábulas e contos infantis como mote de inspiração em suas composições. Foi responsável por recuperar, de maneira inovadora, a cultura tradicional russa e revolucionar a orquestração musical. Exímio compositor, foi também militar e professor. De família aristocrática, teve sua iniciação musical aos seis anos de idade. Morreu em 1908, em Lyubensk, aos 64 anos, devido a problemas no coração.

FABIO COSTA

Um dos mais destacados e experientes maestros brasileiros de sua geração, Fabio Costa é maestro assistente da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Também pianista e compositor premiado, com uma experiência de mais de 160 concertos sinfônicos e de ópera em uma carreira internacional, Costa já esteve à frente de várias das melhores orquestras brasileiras, tais como a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Petrobrás Sinfônica, Orquestra Experimental de Repertório, Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo, Orquestra Sinfônica do Paraná, Orquestra Amazonas Filarmônica, entre outras. Nos EUA, em 2000 e 2003, foi Maestro Associado da Sinfônica de Spokane e Diretor de Orquestras da Eastern Washington University, quando regeu mais de 80 concertos para um público de mais de 70 mil pessoas.

Fabio Costa recebeu seu treinamento em regência orquestral e correpetição pela prestigiosa Academia de Música de Viena. Entre produções de ópera dirigidas, destaca-se no Brasil uma elogiada produção de Fosca em 2006, no Teatro Amazonas de Manaus. Como compositor, Fabio Costa possui uma extensa obra e recentemente venceu o II Concurso Cláudio Santoro de Composição Musical, da Academia Brasileira de Música, com a obra Salmo da Terra.

A ORQUESTRA


Desde a sua criação, em fevereiro de 2008, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais apresenta excelência artística e vigorosa programação. Sob regência do maestro Fabio Mechetti – reconhecido pelo trabalho à frente de grandes orquestras dos EUA, Europa e Ásia – instrumentistas mineiros se juntaram a músicos de diversas partes do Brasil e do mundo para construir, em Minas, uma Orquestra que se pauta pelo rigor e excelência artísticos e por apresentar ao público as obras essenciais do repertório sinfônico, além de produções contemporâneas, com solistas de destaque no Brasil e no mundo.
Durante a Temporada 2009 serão realizados 53 concertos, divididos entre as séries Allegro e Vivace, Concertos Didáticos, Concertos para a Juventude, Clássicos no Parque, turnês no interior e fora do Estado. Neste ano, a Filarmônica já recebeu convidados de extremo gabarito no mundo musical, tais como o pianista norte-americano Terrence Wilson – que se apresentou pela primeira no Brasil –, o violoncelista Márcio Carneiro ao lado do regente convidado Ira Levin, a soprano Eliane Coelho, cantora lírica de reconhecimento mundial, o pianista Ricardo Castro e o maestro Carlos Moreno.

terça-feira, 5 de maio de 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

GRUPO DE BRASÓPOLIS RESGATA PRÁTICA DO TEATRO DE BONECOS NO INTERIOR


Grupo mineiro de elaboração e manipulação de bonecos gigantes percorre cidades do sudeste brasileiro com apresentando desfiles e ministrando oficinas

Da cidade de Brasópolis – a 453 km de BH – surge um grupo de bonequeiros, liderado por Gustavo Noronha, entusiastas da arte de manipulação de bonecos. A vontade de usar seus conhecimentos adquiridos na época em que fazia parte do Giramundo e repassá-los aos jovens e crianças interessados nesta atividade foi fundamental para que Noronha desse o pontapé inicial para a criação do grupo Bonecos Gigantes de Brasópolis. Assim, desde 2001 a trupe se apresenta em diversas cidades do interior do sudeste brasileiro, levando seu desfile de bonecos recheado de marchinhas antigas e ministrando oficinas de elaboração e manipulação dos bonecos gigantes. Ainda, promove divulgação e resgate do teatro de bonecos e revive a figura do folião – aquele que se fantasia para pular o carnaval. Por fim, é grande a contribuição na inovação das manifestações populares por meio de uma linguagem cênica dinâmica e criativa.

São Gonçalo do Sapucaí é a próxima cidade a receber a apresentação dos Bonecos Gigantes de Brasópolis. No feriado do dia 1º de maio, próxima sexta-feira, a cidade será palco para o desfile dos bonecos, que começa às 15h, saindo da Praça Largo do Rosário. A oficina de bonecos acontece no mesmo local e horário. Ambos com entrada franca.

As próximas apresentações do grupo acontecem em Bom Sucesso [03/maio] e Poços de Caldas [06/maio].

BONEQUEIROS PELO INTERIOR

Toda cidade de pequeno e médio porte tem sua praça principal, geralmente situada no centro. É ali que acontecem os maiores eventos, local de encontro da turma, ponto de congraçamento. É também nessas praças que os Bonecos Gigantes de Brasópolis têm dado largada ao animado desfile. Assim que os bonecos enfileiram-se e começam a andar pelas ruas da cidade, a alegria contamina os presentes, geralmente uma mescla de avós, pais e filhos. Trata-se de proveitosa oportunidade de diversão e aprendizado, já que também existe a possibilidade de participação em oficina pedagógica ministrada por integrantes do grupo.

A movimentação que o grupo causa por onde passa faz notar que a manipulação de bonecos promove certa magia no imaginário das pessoas, independente da idade, gênero ou classe social. Além disso, como a oferta de eventos culturais nessas cidades de pequeno e médio porte nem sempre é satisfatória, a existência dos Bonecos Gigantes de Brasópolis vem sanar tal carência. Os enormes bonecos ganham as ruas das cidades e desfilam diante da população que ocupam sacadas, janelas e varandas. Ao fundo, a folia se completa com o som das marchinhas que marcam o compasso de quem acompanha o cortejo. Mas a festa não termina no desfile. O grupo também comanda, nas cidades por onde passa, uma oficina de arte-educação. Um pedagogo ensina a crianças e educadores como reutilizar materiais recicláveis e como confeccionar os bonecos de sucata, chamados de “sucanecos”.

Materiais inanimados ganham vida nas mãos do grupo Bonecos Gigantes de Brasópolis [BGB]. Ao todo são 25 bonecos, com até 3,5 metros de altura, divididos entre figuras que representam homens, mulheres, anônimos e até personalidades, como o jogador Ronaldinho Gaúcho e a modelo Gisele Bündchen.

A oficina de construção dos bonecos é composta por 25 adolescentes da comunidade de Brasópolis. A participação desses jovens é essencial para o Bonecos Gigantes, pois além de confeccioná-los, são eles quem os manipulam e divulgam o grupo nos municípios próximos da região. A vontade de fazer parte do grupo é tão grande que o grupo recebe a ajuda de vários voluntários. Em 2004 ficou decidido que a cada ano os bonecos receberiam dois novos companheiros. Assim, meses antes do carnaval, a equipe se prepara para confeccionar os novos “integrantes” que se juntam à folia.

O que começou como uma farra, hoje virou profissão. Os jovens que no início do grupo queriam apenas se divertir no carnaval, viram no Bonecos Gigantes uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho. “Depois da participação dos BGB no Festival Internacional de Teatro de Bonecos de BH, eles entenderam a dimensão do universo do teatro de animação”, conta Gustavo Noronha, fundador do grupo. Foi assim que surgiu a Associação Oficina Roda Terra, que gere projetos e o Programa de Capacitação em Teatro de Animação para formar manipuladores e conscientizar o público. “Os desfiles estão mais teatrais hoje. Existe uma coreografia e cada manipulador se esforça para representar seu personagem”, completa Gustavo.

Entre setembro de 2008 e agosto de 2009, o Bonecos Gigantes de Brasópolis irá percorrer cerca de cinquenta cidades do sudeste brasileiro, contando com o patrocínio da Petrobrás Cultural e do Ministério da Cultura.

ASSOCIAÇÃO OFICINA RODA TERRA

Surge em 2004 com os integrantes dos Bonecos Gigantes de Brasópolis com finalidade de gerir projetos e atividades culturais que buscassem o desenvolvimento humano e artístico do indivíduo e da comunidade, bem como atender as faixas mais carentes. Hoje conta com um projeto em plena atividade, os Bonecos Gigantes de Brasópolis, que participa de eventos beneficentes e populares da região, busca a profissionalização de seus integrantes e auto-suficiência financeira com parcerias com todos os setores da esfera social. Com recente sede alugada, os BGB ganharam casa e a cidade um futuro espaço cultural, o ECORT, Espaço Cultural da Oficina Roda Terra, gerido pela “Associação Oficina Roda Terra”, que após reforma e contratação dos profissionais abrigará exposições, espetáculos, eventos sociais e atividades de arte e educação para os diversos setores e a preços compatíveis com a realidade da população, capacitando pessoas da região, permitindo o intercâmbio de profissionais e gerando renda. Tem como futuros projetos o “Na Linha do trem”, caminhada para localizar, registrar, catalogar, avaliar e propor soluções por meio de exposições de fotos, textos e projetos das potencialidades culturais, ambientais e artísticas do antigo trajeto da linha de trem; a formação de bateria dos BGB através de aquisição de instrumentos novos e reciclados (latas, latões e panelas) e composição de novas músicas tendo cada boneco como tema, culminando na gravação de CD e DVD; filmagem e fotos do curta “Onde está o Rei”, filme digital e livro infantil, cujos personagens são interpretados pelos bonecos gigantes, tendo diversas localidades do município como set de filmagem; projeto Memória, com gravações de diversos “anciões” da cidade e região e exposição de fotos comparativas “Do antes ao Depois”. Todos os futuros projetos já estão sendo analisados pela diretoria da “Associação Oficina Roda Terra” e estão em fase de elaboração e captação.

Conheça mais sobre o grupo em http://www.oficinarodaterra.blogspot.com/.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

CONCERTO ALLEGRO IV CELEBRA MENDELSSOHN E CHOPIN

Bicentenário de Mendelssohn e homenagem a Chopin são temas da próxima apresentação da Filarmônica

No quarto concerto da série Allegro, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais celebra os 200 anos de nascimento de Felix Mendelssohn e faz uma homenagem a Fredéric Chopin, tocando o primeiro dos seus dois concertos para piano. Camargo Guarnieri, nome dos mais representativos da música sinfônica brasileira mundo afora, abre o programa. O convidado da noite é o pianista Ricardo Castro, que voltará aos palcos do Palácio das Artes em maio, executando o segundo concerto para piano de Chopin. O concerto Allegro IV acontece no dia 30 de abril, às 20h30, no Grande Teatro do Palácio das Artes, sob a regência do maestro Fabio Mechetti.

Trata-se do primeiro concerto da série de dois que a Filarmônica promove em homenagem a Chopin. O pianista Ricardo Castro participa de ambos – um em abril, outro em maio –, nos quais irá executar os dois concertos de piano de autoria do músico polaco.




O SOLISTA RICARDO CASTRO

O piano entra na vida do baiano Ricardo Castro já aos três anos de idade; aos cinco passa a ter aulas regulares. Seu primeiro recital acontece aos 8 anos de idade, Muda-se para a Europa e estuda no Conservatório Superior de Música de Genebra, tendo aulas com Maria Tipo em Genebra e Dominique Merlet em Paris. Foi o primeiro latino-americano a vencer o Concurso Internacional de Piano de Leeds. Radicado na Suíça, atuou como solista da BBC Philharmonic de Londres, Orquestra da Suisse Romande, English Chamber Orchestra, Academy of St. Martin-in-the-Fields, Sinfônica de Birmingham, Filarmônica de Tóquio e Mozarteum de Salzburg. Tocou sob regência de Sir Simon Rattle, Yakov Kreizberg, Alexander Lazarev, John Neschling, Kazimierz Kord e Michioshi Inoue. Atualmente leciona na Haute École de Musique (Suíça) e é Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica da Bahia. Gravou pela BMG cinco CDs com obras de Chopin e outros dedicados a Mozart, De Falla e Liszt. Já se apresentou nas principais salas de concerto da Europa. Um lado de sua carreira aponta para o lado social: é professor de um exclusivo grupo de jovens pianistas profissionais na “Haute École de Musique” de Friburgo, Suíça e apoia o Projeto Axé em Salvador e o programa Conquista Criança em Vitória da Conquista, sua cidade natal. É considerado um dos maiores pianistas sul-americanos da nova geração e especialista na obra de Chopin.

MOZART CAMARGO GUARNIERI [1907-1993]

O pai italiano era barbeiro e tocava flauta; a mãe brasileira tocava piano: foi nesse contexto familiar que o pequeno Guarnieri começa a aprender a música. Começa a ter aulas de piano aos dez anos. Como sua família não tinha muitos recursos financeiros, teve que trabalhar em vários empregos, nunca perdendo a música de vista. Seu pai melhora um pouco de condição, o que dá ao músico possibilidade de reduzir sua jornada de trabalho: consegue, então, dedicar-se mais aos estudos musicistas e começa a estudar harmonia, contraponto, orquestração e composição com um maestro italiano. Em 1928 é apresentado a Mário de Andrade, seu futuro mestre intelectual; mais tarde acabam tornando-se amigos. O escritor modernista é um dos grandes responsáveis pela divulgação da obra de Camargo Guarnieri. Dez anos mais tarde, recebe bolsa de estudos do governo de São Paulo e vai estudar em Paris. Toda sua obra teve grande influência nacionalista vinda de Villa-Lobos, algo sempre defendido por ele: “Sou e quero ser um compositor nacional do meu país. Se cada ser humano tem uma responsabilidade sobre a terra, certamente a do músico será contribuir, na medida de sua capacidade, para o enriquecimento da música universal”.

Foi criador e diretor do Coral Paulistano, regente oficial da Orquestra Sinfônica Municipal; foi membro fundador da Academia Brasileira de Música, que presidiu, e ganhou numerosos e importantes prêmios: sete internacionais e três nacionais. Ao lado de Villa-Lobos, Guarnieri é o músico brasileiro mais interpretado no exterior. O prolífico músico compôs cerca de 700 obras, entre sinfonias, concertos para piano, sonatas, música de câmara e outras peças. Faleceu em 1993, logo após ganhar o prêmio Gabriela Mistral, o qual o condecorou com o título de maior compositor das Américas. A peça Prólogo e Fuga possui inesperadas mudanças cromáticas e ritmo sincopado.

FRÉDERIC CHOPIN [1810-1849]

Sem a figura tímida de Chopin, a história da música para piano certamente seria outra. O pianista e compositor polaco da era romântica é considerado um dos maiores pianistas de todos os tempos. Atuando na composição, seu trabalho é conhecido pelo refinamento na elaboração harmônica. Suas primeiras aulas de piano foram ministradas por sua irmã mais velha e por sua mãe. Conta-se que, antes mesmo de saber escrever, o pequeno garoto já tentara compor melodias. Aos oito anos, o pequeno Chopin aparece pela primeira vez em público como pianista. Começa a ter aulas profissionais com um professor do Conservatório de Varsóvia e dedica-se então ao estudo de teoria e composição musical. Com quinze anos já é considerado o maior pianista de Varsóvia. Aos 20 anos deixa a Polônia para sempre e faz carreira em Paris como intérprete, professor e compositor, o que lhe rendeu fama e dinheiro. Morre em Paris aos 39 anos, em estado de profunda melancolia e vítima de tuberculose. Sua música tem um caráter nacionalista: há forte presença de elementos do folclore polonês. O brilho de belas melodias e harmonias inovadoras também são traços marcantes da obra de Chopin.

De técnica refinada e elaboração harmônica invejável, Chopin compôs a peça Concerto para piano Nº 1 em mi menor em 1830. A obra dá ao piano posição suntuosa diante da orquestra. Foi apresentada pela primeira vez no mesmo ano em que foi elaborada, na cidade de Varsóvia, última apresentação do músico na cidade à qual nunca mais voltaria.

Chopin compôs também o Concerto Nº 2 para Piano em Fá menor, op. 21, que será executado pela Orquestra Filarmônica no dia 7 de maio, com solo de Ricardo Castro e sob regência do maestro Carlos Moreno.

JAKOB LUDWIG FELIX MENDELSSOHN-BARTHOLDY [1809-1847]

Compositor, músico, pintor, escritor, esportista: Felix Mendelssohn era um homem refinado e versátil. Filho de um banqueiro com grande riqueza, falava vários idiomas e passou sua infância num entorno de grande efervescência cultural. Seus pais influentes tinham em casa com frequência as principais mentes pensantes da Alemanha da época. Tinha expressivo talento musical e era considerado uma criança com capacidades muito acima da média. Mendelssohn começou a compor aos nove anos; aos treze já havia publicado sua primeira peça. Além de compositor, era também pianista e maestro, cuja atuação deu-se no início do período romântico. A peça Sinfonia nº 3 foi composta em 1842, tendo como inspiração uma viagem que o compositor fez à Escócia. Trata-se de uma obra notável pelo sombrio colorido nórdico; o músico dedicou-a à rainha Vitória.

Costumeiramente chamado de “segundo Mozart” por alguns iniciados da época, Mendelssohn foi responsável pela descoberta de partituras de Bach. Era entusiasta da obra do músico barroco e acabou organizando uma récita no ano de 1829 com tal objetivo. Em 2009 é lembrado o bicentenário de Mendelssohn, cuja morte deu-se em decorrência do agravamento de uma trombose cerebral, após a morte de sua irmã, fato que o deixou muito abatido, com apenas 38 anos de idade.

FABIO MECHETTI: O MAESTRO

Diretor musical e regente titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, o maestro Fabio Mechetti é nome aclamado e de prestígio internacional. Foi também regente titular da Orquestra Sinfônica de Syracuse e da Orquestra Sinfônica de Spokane, da qual é, agora, Regente Emérito, e regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, EUA. Constantemente convidado dos festivais de verão dos Estados Unidos, Fabio Mechetti já dirigiu concertos em diversos países, como México, Espanha, Venezuela, Japão, Escócia, Canadá, Nova Zelândia e outros. Natural de São Paulo, Mechetti também é regente titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Jacksonville desde 1999. Sua estreia em regência aconteceu no prestigiado Carnegie Hall, conduzindo a Orquestra Sinfônica de New Jersey. Igualmente aclamado como regente de ópera, fez sua estreia nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. Fabio Mechetti recebeu títulos de Mestrado em Regência e em Composição pela admirada Juilliard School de Nova York.

Como regente assistente, Fabio Mechetti tem ao seu lado o maestro Fabio Costa, regente consagrado de sua geração.

A ORQUESTRA

Desde a sua criação, em fevereiro de 2008, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais apresenta excelência artística e vigorosa programação. Sob regência do maestro Fabio Mechetti – reconhecido pelo trabalho à frente de grandes orquestras dos EUA, Europa e Ásia – instrumentistas mineiros se juntaram a músicos de diversas partes do Brasil e do mundo para construir, em Minas, uma Orquestra que se pauta pelo rigor e excelência artísticos e por apresentar ao público as obras essenciais do repertório sinfônico, além de produções contemporâneas, com solistas de destaque no Brasil e no mundo.
Durante a Temporada 2009 serão realizados 53 concertos, divididos entre as séries Allegro e Vivace, Concertos Didáticos, Concertos para a Juventude, Clássicos no Parque, turnês no interior e fora do Estado. Neste ano, a Filarmônica já recebeu convidados de extremo gabarito no mundo musical, tais como o pianista norte-americano Terrence Wilson – que se apresentou pela primeira no Brasil –, o violoncelista Márcio Carneiro ao lado do regente convidado Ira Levin e a soprano Eliane Coelho, cantora lírica de reconhecimento mundial. O próximo concerto acontece no dia 30 de abril, às 20h30, no Grande Teatro do Palácio das Artes, com presença do pianista Ricardo Castro e regência do maestro Fabio Mechetti.

SERVIÇO:
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Série Allegro IV
Regente: Fabio Mechetti
Data: 30 de abril, às 20h30
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes
Ingressos:
Plateia I – R$40,00Plateia II – R$25,00Platéia superior – R$12,00Meia entrada para estudantes e maiores de 60 anos
Ingressos à venda na bilheteria do Palácio das Artes. Funcionamento de 2ª a sábado de 10 a 21 horas, domingo de 14 a 21 horas. Informações Palácio das Artes: (31) 3236-7400

Mais informações sobre a Orquestra Filarmônica: filarmonica.art.br

quinta-feira, 16 de abril de 2009

SÍNDICO REMODELADO


Terceiro álbum da banda Falcatrua - com direção artística de Nelson Motta e produção de John Ulhoa – traz versões improváveis e abusadas do repertório consagrado de Tim Maia

Quando da publicação da biografia de Tim Maia, Nelson Motta esteve em BH para lançamento do livro. Gostaria que alguma banda se apresentasse tocando músicas que ficaram conhecidas na voz de Tim: chamou a banda Falcatrua para a ocasião. Tanto Nelson quanto quem ali estava foram conquistados pela sonoridade apresentada, ainda não explorada naquelas canções. Eram as versões que a banda criou para músicas já tão estouradas no passado do soul brasileiro. Nelson Motta gostou tanto que não viu outra saída senão entrar no projeto e aceitar o convite para fazer a direção artística de um álbum que contasse somente com músicas que fizeram sucesso na voz de Tim Maia, modeladas com aquele clima criado pelo conjunto, usando sua própria textura como tempero. John Ulhoa, do Pato Fu, já conhecia a banda e acabou sendo convidado para fazer a produção do disco. Dessa árdua e ousada tarefa, nascia ali o escopo do cd “Vou Com Gás”, que chega às lojas no mês de abril.

O álbum é composto por dez músicas da carreira estelar de Tim Maia. A maioria das músicas faz parte da fase soul music clássica do compositor: a grande maioria virou hit. Durante quase todo o disco o clima de festa é constante, algo já esperado diante da mistura entre o soul incontrolável de Tim Maia e o rock pujante do Falcatrua. Acabou dando ao repertório uma empolgante liga disco-rock, trilha certeira para aqueles momentos de pista. Foi a sonoridade buscada pelos arranjos propostos por John Ulhoa. “Eu tinha pra essas músicas [a idéia de] um som na praia de bandas [...] que martelam guitarras e moogs furiosos em cima de bases dançantes”, entrega o produtor, que diz ter aceito o convite logo de cara: “vi que ia dar caldo”.

A ousadia do grupo reside em estudar em profundidade a história musical de Tim, nome polêmico e de qualidade inquestionável da música brasileira. O risco de cair no óbvio era grande, já que a maioria das músicas é conhecida do grande público na vida e voz de um titã brasileiro. Porém, tendo a inventividade como norte, aliados ao auxílio luxuoso de Nelson e John, os músicos do Falcatrua ligaram as máquinas, engataram a primeira e o trabalho foi tomando corpo. As músicas ficaram ainda mais abusadas e calorosas na voz e performance de Miglio com a banda executando aqueles novos arranjos. As músicas ganharam cara nova: a baladíssima ficou com ritmo mais empolgante; o soul agora vibra com a proposta mais rock. O grupo só não podia perder o impulso do rock. “Acho que eles são, basicamente, uma banda de rock, no sentido até clássico da palavra”, pondera John.

Cada qual em sua época, cada um na sua intensidade e sintonia, o Falcatrua tem muita proximidade com a verve de Tim. Seja pelo groove de suas músicas, pelas letras que sempre mandam recado, pela postura performática nos shows - que ao contrário do rei do soul, o Falcatrua garante pontualidade -, o grupo traz pro rock a malemolência do funk/soul, resultando numa proveitosa mistura musical.

Além de produzir o disco, John Ulhoa acabou participando também das gravações. “É natural pra mim, gravo quando há uma lacuna ali, que acho que posso contribuir”, esclarece o produtor e guitarrista. “Toquei pouquíssima guitarra, queria que a impressão guitarrística da banda tivesse sua própria cara”, continua. “O que mais toquei foram teclados”, finaliza John.

Conhecido também pela irreverência, Tim era um artista inominável. Compunha com invejável facilidade e leveza, características que o Falcatrua pretende transpor ao palco, que certamente vai ficar aquecido e com ares de festa: de sonoridade empolgante, o Falcatrua conclama a todos às a curtir as letras criativas do síndico Tim Maia nesta união que promete conquistar os entusiastas da música boa e divertida, descompromissada e despretensiosa – assim como Tim Maia fazia questão de ser.
John Ulhoa resume bem o conceito do álbum: “Eu queria um disco cheio de guitarras, que tocasse todo numa festa e o pessoal iria se chacoalhar até cansar, com aquela pausa pra namorar em uma única canção lenta. Acho que era meio a fórmula do Tim”. É isso.

A BANDA

Uma das bandas de rock mais atuantes de Minas Gerais, o Falcatrua já participou de vários festivais de música tanto em seu estado quanto em outros, como o MADA [Natal-RN], Conexão Telemig Celular [atual Conexão Vivo], Festival Internacional de Teatro [FIT], Projeto Stereoteca [BH], Jambolada [Uberlândia], Feira da Música [CE], dentre outros.

Vale o lembrete: Falcatrua é a essência corrompendo o rótulo.

O show inaugural do cd “Vou Com Gás” acontece no dia 21 de abril, às 21h30, dentro do Conexão Vivo, no Parque Municipal de Belo Horizonte.

Vou Com Gás, por Terence Machado:

Além de cantor sublime e excelente compositor, dá pra dizer que Tim Maia foi também uma espécie de rei da “falcatrua” na MPB. São histórias e mais histórias, envolvendo o artista e seu jeito peculiar de embaraçar e desembaraçar situações a fim de conseguir exatamente aquilo que desejava. Nem todas estavam relacionadas à música, é bem verdade. Várias delas ganharam as páginas de Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia, escrito pelo jornalista e produtor Nelson Motta.

Recentemente, num caso de pura coincidência ou sabe-se lá dessas uniões espirituais que nem mesmo um Tim Maia prá lá de racional ousaria descrever; Nelson Motta acabou envolvendo “o artista” numa nova Falcatrua. Com “F” maiúsculo porque longe de qualquer conotação pejorativa Falcatrua, aqui, é a banda mineira que topou com Nelson, no lançamento de Vale Tudo, em Belo Horizonte, e aproveitou para tocar algumas das músicas do “síndico” com muita propriedade; sem ter que apelar para o manjado pout-pourri que bandas de baile sempre sacariam nesse tipo de ocasião, emendando somente meia dúzia de super sucessos do cantor.

Curiosamente o pessoal do Falcatrua nunca quis sossego, nem quando passou a detonar em seus shows uma versão poderosa feita justamente para a canção nada sossegada, ao contrário disto, cheia de inquietude, composta por Tim Maia. Muito menos agora, quando precisou partir com todo o gás rumo à produção de um projeto especial sob a direção artística de ninguém menos que o já citado Nelson Motta(um verdadeiro Midas da mpb), abarcando uma dezena de composições de um sujeito controverso como Sebastião Rodrigues Maia. Tão logo o músico Gleison Túlio chegou para tomar conta das guitarras, o também guitarrista (e produtor) John Ulhoa (Pato Fu), escalado para produzir o trabalho, pôde finalmente procurar as texturas sonoras perfeitas para essa trilha – a começar pela gravação de “Não Vou Ficar”. A canção que ajudou a dar novos contornos profissionais à carreira do rei Roberto, no fim da década de sessenta, ressurge agora com arranjo ‘disco rock’!

Pesado, sem sacrificar o balanço, dançante sem perder o vigor. Mais conceito do que rótulo, mais pegada que conceito, é exatamente a pulsação ‘disco rock’ que turbina a Tim(em)balada do Falcatrua. A faixa-título Vou Com Gás e outras mostram algumas mudanças de marcha, nunca de atitude, pois o destino do grupo, mais do que alcançar o sucesso, (ou, no caso do projeto em questão, fazer um tributo), é nunca perder a sintonia com a boa música e todos que buscam esta mesma freqüência.

Devidamente sintonizados, todos os nomes de peso envolvidos nessa missão nos convidam a brindar e celebrar tin tin por Tim Tim uma armação sonora, quer dizer, uma Falcatrua das melhores, proporcional ao apetite musical do saudoso homenageado.

FAIXA A FAIXA
1 – Vou com Gás: Ritmo, efeitos eletrônicos e leves batidas: Vamos pra Minas Gerais.
2 – Sossego: Uma pancada, casamento entre a força guitarra e presença do vocal. Verdadeiro puxão de orelha cuja versão cabe perfeitamente em qualquer show de rock.
3 – A Festa de Santo Reis: Ficou nervosa, ganhou até banjo. Não fique parado, guitarra sempre.
4 – Você e Eu, Eu e Você: Tim Maia está apaixonado, quer todo mundo juntinho. A letra é amorosa, romântica, mas a bateria impõe o ritmo e a banda segue na mesma medida e clima. Tema para dançar com seu par na pista. No final, o peso dos riffs da guitarra avisam: é uma banda de rock.
5 – Gostava Tanto de Você: A introdução é surreal, faz parecer um rock pesado e inevitável. Batida com compasso firme, marcando a tensão. O último nome ao qual você irá lembrar é Tim Maia. Guitarra e ritmo, nada mais. Declaração com letra melancólica, mas a tristeza aqui não tem vez.
6 – Não Vou Ficar: Aqui a guitarra pulsa e dá as caras, como sempre. O timbre empolga e a música vira um grito de revolta com um período de reflexão.
7 – Azul da Cor do Mar: A letra é linda, chorosa. Aproveite, é a única balada do álbum. A pausa pra namorar, segundo John Ulhoa. O mar em formato cd.
8 – Vale Tudo: Uma misteriosa introdução, uma sirene que dá o alarde: tudo é possível. O recado é curto, grosso e eficiente. Ritmos e efeitos que explodem nessa espécie de hino de uma geração libertária.
9 – Cristina: Quase mística, canto de despedida, ida alegre e apaixonada. Arranjo que prende e cola. Simbora dançar?
10 – Réu Confesso: Mea culpa musicado. Aqui a guitarra não pede, manda. Não parece, mas é Tim Maia. Solo potente e incrível.

SERVIÇO:
Banda Falcatrua
Lançamento do cd “Vou Com Gás”
Data: 21 de abril, às 21h30
Ingressos: R$10,00 inteira, R$5,00 meia-entrada
Local: Parque Municipal Américo Renê Giannetti
Av. Afonso Pena, 1377 - Centro.
Belo Horizonte – Minas Gerais
Mais informações sobre o Falcatrua em http://www.falcatrua.com.br/.