segunda-feira, 29 de setembro de 2008

COMIDA DI BUTECO COMEMORA 10 ANOS COM NOVOS PROJETOS

Evento gastronômico mais importante de Minas Gerais
expande sua atuação para outras quatro capitais



“Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão e vamos botar água no feijão”. Esse sentimento, digno de citação a Chico Buarque, que é despertado nas pessoas quando são informadas que o Comida di Buteco inicia suas comemorações de 10 anos, que estarão completos em 2009. E com o ritmo de quem não deixa o tira-gosto esfriar, os coordenadores do evento anunciaram, em coquetel realizado para convidados na última quarta-feira, no salão de festas do Brasil Palace Hotel, no centro de Belo Horizonte, um planejamento de expansão do Comida di Buteco para outras quatro capitais.

Duas dessas novas cidades já receberam a primeira edição do festival este ano. O Rio de Janeiro, durante o mês de agosto, e Salvador, de 5 de setembro a 5 de outubro. A próxima cidade a entrar na onda do tira-gosto é Goiânia, entre 31 de outubro e 31 de novembro. A quarta capital a receber o evento será definida até dezembro. Maria Eulália Araújo, fundadora do Comida di Buteco ao lado de Eduardo Maya, conta que a adesão das outras cidades tem superado as expectativas. “No Rio tivemos 20 mil votos válidos, quatro vezes mais do que a primeira edição de Belo Horizonte”, conta.

A movimentação nos negócios também é muito positiva nas outras praças onde o evento acontece pela primeira vez. Já foi possível identificar um crescimento entre 30 e 50% do faturamento dos botecos participantes.

Esse resultado comprova a vocação de “toque de Midas” do Comida di Buteco, que proporciona sucesso para os empreendimentos que levam a sua marca. “Tornar o Comida di Buteco um projeto nacional é uma experiência ousada e entusiasmadora. Me emocionei em Salvador quando entrei em um boteco de subúrbio, me deparando com o material de divulgação do evento e a alegria da proprietária em participar do projeto. É o tipo de estabelecimento que será impactado positivamente”, destaca Eulália. Além disso, a presença em cinco praças proporciona visibilidade nacional para as empresas patrocinadoras que, por meio de um projeto que oferece ações e resultados customizados, têm suas marcas reforçadas nessas regiões.

O desenvolvimento socioeconômico que as outras cidades começam a sentir com o Comida di Buteco já é uma realidade bem sólida em Belo Horizonte. O evento atingiu uma magnitude tamanha que influencia no turismo – estimula visitas a regiões diferentes da cidade, o que na edição de 2008 totalizou 500 mil pessoas freqüentando os bares e 40 mil participando da festa Saideira -, na gastronomia – mais de 400 receitas já foram criadas especialmente para o concurso em BH e interior – e na economia – no mês do festival, os estabelecimentos faturam entre 25% e 30% do total estimado para o ano, além do impacto na cadeia produtiva com o aumento na venda de alimentos. Vale salientar que os bares participantes não pagam nenhuma taxa à Comida di Buteco Produções.

Novos sócios

O crescimento de uma empresa precisa ser muito bem planejado, mesmo quando se trata de empreendimentos de sucessos como o Comida di Buteco Produções. Por isso, para contribuir com esse novo desafio, dois novos sócios se juntaram ao projeto: Ronaldo Perri e Flávia Rocha. Eles trazem consigo uma importante bagagem como executivos de empresas de produtos de consumo de massa. Flávia trabalhou 15 anos na AMBEV, enquanto Ronaldo foi diretor da Lucky, empresa do grupo Pepsico no qual trabalhou 16 anos.

Flávia Rocha conta que eles entraram para o Comida de Buteco Produções atraídos por uma ótima expectativa em relação ao projeto. “Eu vi nele um conceito fortíssimo, uma marca bem resolvida, um potencial de desdobramento incrível e, sobretudo, uma verdadeira máquina de transformação social para os botecos envolvidos”, explica Flávia.

Ronaldo conta que todo o plano estratégico da empresa para os próximos cinco anos já foi preparado. As expectativas são as mais positivas, principalmente em relação à ampliação do evento para outras capitais, multiplicando em cinco o tamanho do Comida di Buteco em 2009. “Esse será nosso grande desafio, mas acreditamos que vamos conseguir, pois o resultado tem sido fantástico nas edições dos novos mercados. Queremos ser o maior evento de gastronomia de boteco do país e transformar a vida de muitas pessoas. Tem sonho melhor do que esse?”, solta feliz a pergunta, como quem pede mais uma ao garçom.

Números e fatos marcantes
Eventos dos mais tradicionais de Belo Horizonte, o Comida di Buteco reúne uma série de histórias interessantes e números impressionantes. Veja alguns, dignos de um bom papo em mesa de bar.

- Mesmo sem convite ou divulgação na mídia, a festa de premiação em 2001, no Antôniu’s Bar, levou mil pessoas para a rua do boteco, que teve que ser fechada pela BHTrans.
- A festa de premiação em 2002, programada para duas mil participante, levou mais de 9 mil pessoas para a rua Aymorés.
- Em 2004, Eulália e Eduardo tiveram o carro - todo envelopado com a marca do evento - rebocado. As pessoas que passavam na rua começaram a discutir com o fiscal da BHTrans para não deixar levar o “carro do Comida di Buteco”. Esse fato deu origem à campanha de 2004: Comida di Buteco – Um caso de amor com BH.
- A edição belo-horizontina do Comida di Buteco 2008 movimentou R$20 milhões.
- A primeira edição carioca movimentou, em 2008, R$5 milhões.
- Na edição de 2008, mais de 500 mil pessoas freqüentaram os bares e 40 mil participaram da festa Saideira.

INFORMAÇÕES: WWW.COMIDADIBUTECO.COM.BR

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

VITRINE DA PENDURICALHO E AS CORES DE FRIDA KAHLO

Em 1933, Frida Kahlo pintou “Meu Vestido Pendurado ou Nova York”. A obra trazia consigo o reflexo do sucesso da artista mexicana no Estados Unidos e ressaltava seu inconfundível estilo.

Como se a idéia saísse da tela, os designers da Penduricalho fizeram uma espécie de “meus brincos, colares e broches expostos”. Emoldurada por cactus artificiais (desenvolvidos pela dupla João Augusto e João Agripino, sócios da marca), cujos vasinhos transformam-se em porta bijoux ou caixinhas de costura, a vitrine traz a arte feita à mão e peças únicas.

Para combinar com os dias de calor que vem chegando, vale a pena visitar a vitrine da Penduricalho, em constante transformação. Brincos, anéis, colares, broches, tiaras, pulseiras, echarpes multicoloridos mais do que dar o tom da estação, são atemporais como a pintura de Frida.

Crédito da foto: Fabiano Aguiar

PENDURICALHO
RUA SERGIPE, 1389, SAVASSI,
BELO HORIZONTE
TELEFONE: (31) 3282-4206

terça-feira, 23 de setembro de 2008

MINEIRA RESIDENTE EM SÃO PAULO, MÁRCIA XAVIER TRAZ A BH SUA MAIS RECENTE EXPOSIÇÃO

Galeria Carminha Macedo recebe “Transborda”, série de trabalhos da artista que se debruçam sobre os limites da imagem, da luz e do tempo

Vídeos, fotografias, objetos e instalação. A inquietude da artista plástica Marcia Xavier é traduzida na exposição que chega em Belo Horizonte. Seu trabalho, conhecido pela abordagem sobre imagem e fotografia, poderá ser conferido na Galeria Carminha Macedo, entre os dia 27 de Setembro e 28 de Outubro.

Se antes Márcia Xavier já havia trabalhado a fotografia utilizando-se de espelhos, binóculos e lunetas, dessa vez a artista usa água, vidro e plástico para ampliar as possibilidades do casamento entre imagem e luz. Outra característica dessa série de Márcia Xavier é a reflexão sobre a passagem do tempo.

TRANSBORDA, por Marcia Xavier

Venho trabalhando ao longo dos últimos sete anos com espelhos, construindo aparelhos ópticos como binóculos, lunetas, telescópios e monóculos, híbridos de escultura e cinema. O mundo distorcido, como em um caleidoscópio, onde a imagem refletida no espelho se move, dissolve e se multiplica enquanto andamos, produzindo uma sensação de vertigem. Há um ano, experimentei usar água no lugar do espelho. Construí uma escultura, OLHO D ‘ÁGUA, uma lente gigante suspensa. A água fica acumulada em uma lona de plástico cristal, presa em um anel, formando uma bolha-lente, sustentados por três pés. O céu, as nuvens, os prédios, árvores, aviões e fios de eletricidade...se deformam como numa visão de olhos cheios de lágrima.

Distorcendo a realidade com a água, a escultura foi montada em praças públicas de duas cidades, Curitiba e Foz do Iguaçu. Para minha individual do ano passado, na Casa Triângulo, instalei, na fachada interna da galeria, 600 garrafas pet de dois litros cheias de água, empilhadas em prateleiras de vidro, formando uma grande conjunto de lentes. Diferente da água acumulada na horizontal do OLHO D’ÁGUA, essa instalação acumulava a água na vertical. Foram duas toneladas de água.

O registro dessa instalação, virou uma série de quatro fotos, com momentos de luz diferentes, que chamei de 4OLHOS. Este trabalho faz parte do grupo de fotografias que vou mostrar na exposição de Belo Horizonte. 4OLHOS e OLHOOLHO são ampliações em metacrilato. O registro destas imagens foi feito pelo fotógrafo Fernando Lazlo. A outra fotografia é um registro, feito por mim, do OLHO D’ÁGUA em Foz do Iguaçu. OLHOFOZ tem o mesmo tamanho da escultura, três metro de altura.

Foram feitos dois vídeos para a exposição. O primeiro em parceria com a artista Letícia Ramos, filmando durante 24 horas, time lapse, a instalação de garrafas pet na Casa Triângulo. VAGALUME, feito em parceria com a artista plástica Letíca Ramos, mostra a mudança de luz com o passar do dia para noite. Contrariando a escala do ambiente filmado (6 metros de pé direito) o vídeo é mostrado em um DVD player pequeno.

ÁGUA VIVA mostra várias águas vivas se movimentando em tempo real, projetadas na parede da Galeria. A imagem nos dá uma sensação tridimensional do espaço. Construí também três caixas de vidro, com tamanhos e imagens diferentes para serem vistas através da água, armazenada em garrafas e tubos de ensaio. Um sanduíche de água, imagem e luz. As fotos mostram o mar, um detalhe do edifício do Niemeyer que fica na praça da Liberdade e uma imagem aérea da cidade de Belo Horizonte. Mostrarei também uma instalação com água, feita especialmente para o espaço da Galeria Carminha Macedo. 30 globos de vidro cortados em alturas diferentes e cheios de água até o limite de suas bordas, vão ser colocados na altura dos olhos, entre os outros trabalhos da exposição. A instabilidade do chão vai produzir pequenas ondas na água que podem fazê-la transbordar ou não. A idéia é testar este limite e produzir uma visão particular da exposição.


EXPOSIÇÃO TRANSBORDA, DE MARCIA XAVIER
ABERTURA SÁBADO, DIA 27 DE SETEMBRO, DAS 11H ÀS 15H
GALERIA CARMINHA MACEDO
RUA BERNARDO GUIMARÃES, 1.200 – FUNCIONÁRIOS –
BELO HORIZONTE
TELEFONE: (31)3226.3712. DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA: DAS 10H ÀS 19H E AOS SÁBADOS: DAS 10H ÀS 14H
ATÉ 28 DE OUTUBRO
CONTATO@CARMINHAMACEDO.COM.BR

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ESTILO HARMONIZA MADEIRA DE LEI E PEDRAS BRUTAS NOS ANÉIS E PINGENTES RUDÁ


Na mitologia tupi, Rudá é o deus do amor. Representa a busca pela completude e recebe os pedidos de conquista e fidelidade amorosa. Dessa simbologia surgem as formas dos anéis e pingentes Rudá, cuidadosamente criados pela designer Janice Perez.
Formada em Comunicação Visual pela UEMG, Janice trabalhou por mais de vinte anos como desenhista de calçados, desenvolveu projetos para marcas famosas e realizou desfiles e exposições.
A partir de pesquisas sobre a utilização de materiais ecologicamente corretos, a designer chegou às formas orgânicas de madeira e pedra das peças Rudá. “Minha maior preocupação é compensar o peso da madeira pela forma leve e anatômica dos anéis e pingentes e, assim, obter uma peça única que una conceito e conforto, em um equilíbrio de cores e curvas”, explica Janice.
Os anéis Rudá são esculpidos a partir de um bloco único de madeira, tendo como ponto de partida o desenho da pedra em estado bruto e o formato dos dedos femininos. A delicadeza do trabalho consiste em fazer com que o anel envolva os dedos, de maneira orgânica e confortável. Partindo do mesmo ponto, os pingentes buscam uma concepção entre o lírico e o exótico.
As peças Rudá são obras de arte esculpidas para que o estilo de quem as use fique evidente já no primeiro olhar. Atitude, respeito ao meio ambiente e aos caprichos do tempo são alguns dos conceitos que elas carregam.

Ecologicamente correto
Os anéis e pingentes Rudá são esculpidos a partir de madeiras nobres, como jacarandá, pau-brasil, pau-ferro e jatobá. O material utilizado é uma preocupação constante. “Buscamos fornecedores que se preocupam com a sustentabilidade. “As madeiras vêm de imóveis demolidos”, explica Janice Perez.
O cuidado com os detalhes permeia todo o processo. “A madeira é esculpida a partir do formato da pedra: é como se a pedra bruta conduzisse a uma determinada forma. A partir daí, começo a criar o anel, que precisa ser milimetricamente calculado para que vista bem e mantenha a harmonia”, declara a designer.
Moldadas e coloridas pela natureza, as pedras utilizadas vêm de vários países, como Índia, México, EUA, Cazaquistão, Rússia, Espanha, China, França e, claro, do Brasil. Ao todo, são mais de 45 tipos de pedra.
Cada anel é acompanhado por um tag que explica o que é a mitologia de Rudá e como os anéis e pingentes foram criados a partir dessa simbologia. Nele consta também o nome da madeira e da pedra utilizada, sua origem e os cuidados que se deve ter com as peças.
Os anéis e pingentes Rudá estão à venda na loja do estilista Ronaldo Fraga e no Sagrado Maison, em Belo Horizonte.

ANÉIS E PINGENTES RUDÁ DA DESIGNER JANICE PEREZ DIAS
SAGRADO MAISON
RUA SANTA CATARINA, 1481, LOURDES, BH
TELEFONE: (31) 3291-0082 / (31) 3291-8561
EMAIL: RUDA@ANEISRUDA.COM.BR
WWW.ANEISRUDA.COM.BR

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

FOTOS SHOW MILTON NASCIMENTO - FESTIVAL TUDO É JAZZ






Crédito das fotos: Foto: Piero D'ávila.

NOTA DE AGRADECIMENTO – TUDO É JAZZ

A MultCult Produções e Eventos Culturais e a Noir Comunicação Total agradecem a presença e apoio dos jornalistas que puderam acompanhar esta sétima edição do Tudo é Jazz, seja presencialmente ou em sentimento. Graças às parceiras construídas a cada edição que passa, o evento vem conquistando o espaço, visibilidade e prestígio, tanto nacional quanto internacional.

Tivemos muito prazer em trabalhar com vocês e poder presenciar shows memoráveis, além do encontro histórico entre Milton Nascimento, Ron Carter e Wayne Shorter. São cenas como essa que dão combustível à nossa locomotiva profissional, além da alegria e prazer que temos em trabalhar com eventos tão bem conceituados como o Tudo é Jazz.

Esperamos ter atendido às expectativas da imprensa no que tange ao atendimento cabível à assessoria de imprensa. Já estamos ansiosos para a próxima edição do Tudo é Jazz, que certamente será tão histórica e inesquecível quanto a deste ano.

Nossos sinceros agradecimentos.

MultCult Produções e Eventos Culturais e Noir Comunicação Total.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

ENCONTRO HISTÓRICO ENCERRA PROGRAMAÇÃO DO TUDO É JAZZ

Nem mesmo a chuva que ameaçava cair somada ao constante calor que assolou Ouro Preto durante os dias do Tudo é Jazz conseguiu afastar o público, que lotou a Praça Tiradentes no domingo. Privilegiado foi quem pode estar presente no show que Milton Nascimento fez no fim da tarde de ontem, já que o encontro entre Bituca, Wayner Shorter e Ron Carter foi histórico. O trio estava à vontade e mesmo sem ensaio antes do show, a apresentação foi apoteótica, deixando as cerca de dez mil pessoas fascinadas. Isso porque Ron Carter é considerado um dos maiores contrabaixistas da atualidade, verdadeira lenda viva do jazz. Wayner Shorter é compositor e saxofonista celebrado em todo o mundo jazzístico. Juntos, fizeram parte da formação do quinteto que tocava com Miles Davis.Mais cedo, as ruas de Ouro Preto foram palco para o Cortejo da Raça, reunião de grupos étnicos do Brasil e de New Orleans, que acabou atraindo centenas de pessoas que caminhavam pelas ladeiras da cidade na manhã de domingo. No início da tarde, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais fez concerto no imponente palco montado na Praça Tiradentes. A apresentação fez parte da homenagem a Milton Nascimento, e contou com participações especiais dos cantores Kadu Vianna, Pedro Morais, Marina Machado, Anthonio, Julia Ribas e Grupo Amaranto.A programação de sábado também empolgou o público do Tudo é Jazz. Destaque para as apresentações dos grupos de New Orleans no Largo do Cinema, que cativaram o público pelo som envolvente e dançante. Outro grande momento do dia foi a virtuose no contrabaixo que atende pelo nome de Christian McBride. O baixista americano encerrou a programação do Parque Metalúrgico, deixando o Salão Diamantina lotado de espectadores embasbacados pelo exímio domínio que o músico tem do instrumento.O alto nível das apresentações do Tudo é Jazz 2008 já torna presente a ansiedade em conferir a programação da próxima edição deste evento que é, sem dúvida, um dos maiores eventos do gênero no país.


Foto: Piero D'ávila.