terça-feira, 27 de outubro de 2009

El Minerão late con corazón Argentino

El brillante jugador Juan Pablo Sorin se despide del césped el 04 de noviembre. La celebración va a reunir fútbol, cultura y solidaridad

Ha llegado la hora de revivir el sueño. Tan increíble que no va a salir más de nuestros corazones y mentes. La hora está marcada. Pero cuando Sorin entra a la cancha, el hincha no puede esperar apenas un partido. Y va a ser así su despedida del césped: fútbol, arte, fiesta , generosidad. El 4 de noviembre a partir de las 18hs, los portones del Estadio de Mineirão, en Belo Horizonte, se van a abrir para un clásico que no se olvidará.

Será la primera vez en la historia que el Cruzeiro Esporte Clube organize un Partido Despedida a uno de sus ídolos más queridos.

Por eso, una selección de grandes jugadores y estrellas fue llamado: jugadores de renombre mundial, artistas y personalidades nacionales e internacionales estarán presentes. Si la pelota llevó al eterno ídolo del Cruzeiro a conocer el mundo, el va a retribuir – una vez más– todas las conquistas en una celebración para todos. La entrada corresponde a alimentos no perecederos, que serán donados a las instituiciones benéficas que serán elegidas por Sorin.

La programación del juego-fiesta va a tener una Preliminar entre artistas y celebridades, de dos tiempos de 20 minutos de duración cada. Además va a tener un Show de la Banda Skank y para cerrar como llave de oro, la partida entre Cruzeiro X Argentinos Juniors, dos de los grandes equipos de corazón de Juan Pablo Sorin. Este juego va a ser transmitido, en vivo, por la Rede Globo de TV, para Minas Gerais, Sportv todo Brasil y para otros países via PFC Internacional.

Juan Pablo Sorin nació el 05 de mayo de 1976, en Buenos Aires, y es conocido como Juampi en su país. Comenzó a jugar a la pelota con seis años de edad, cuando fue invitado a entrenar en el primer club de fútbol. Se lanzó profesionalmente en la carrera con Argentinos Juniors. Conquistó el Campeonato Mundial Sub-20 con la Seleción Argentina en Qatar. Siguió para la Juventus, de Itália, y volvió para la Argentina después de un semestre, para jugar en River Plate. En la secuencia fue para el Cruzeiro donde se transformó en ídolo. Después pasó 6 anos en equipos europeos de nombre como Barcelona, Paris Saint Germain, Villarreal, entre otros, hasta su vuelta al Cruzeiro donde se retiraría definitivamente del fútbol, en julio de 2009. Enamorado del rock and roll, Sorín trabajo en un programa sobre el género en la radio argentina FM La Tribu. Llegó a estudiar Periodismo un tiempo y hasta el día de hoy flirtea con las palabras. Junto con su mujer Sol Cáceres fue responsable por la organización de “Grandes Chicos”, un libro con textos de Eduardo Galeano, Abelardo Castillo, Fito Paez y del propio Juampi entre otros. Toda la recaudación de la publicación fue para la reconstrución de dos escuelas en Santiago del Estero. En España publicó cuentos en la revista Media Punta.

Clubes: Argentinos Juniors-ARG (1984-1995), Juventus-ITA (1995-1996), River Plate-ARG (1996-1999), Cruzeiro (2000-2002), Lazio-ITA (2002-2003), Barcelona-ESP (2003), Paris Saint-Germain-FRA (2003-2004), Cruzeiro (2004), Villarreal-ESP (2004-2006) e Hamburgo-ALE (2006-2008), Cruzeiro (2008-2009)

Títulos: Copa de los Campeones da Europa (1996), Copa Libertadores de la América (1996), Supercopa de los Campeones (1997), Campeonato Argentino (1996 - Apertura, 1997 - Clausura e Apertura, 1999 - Apertura), Copa do Brasil (2000), Copa Sul-Minas (2001 e 2002), Copa da França (2004), Campeonato Mineiro (2009)

Seleción argentina: 76 jogos e 12 gols, invitado para las Copas de 2002 y 2006; Títulos: Campeón do Mundo sub-20 (1995), Campeón Panamericano (1995)

SORIN ETERNO – JUEGO DE DESPEDIDA DE LOS CÉSPEDS

DÍA 04 DE NOVIEMBRE DE 2009

ESTADIO DEL MINEIRÃO – AVENIDA ANTÔNIO ABRAÃO CARAM, Nº 1001, PAMPULHA

ABERTURA DE LOS PORTONES: 18H

ENTRADAS: SILLA ESPECIAL – 3 KG DE ALIMENTO NO PERECÍVEL

SILLA CENTRAL: 2 KG DE ALIMENTO NO PERECÍVEL

SILLA LATERAL Y GENERAL – 1 KG DE ALIMENTO NO PERECÍVEL

VAN A SER ACEPTOS TODOS LOS ALIMENTOS COM EXCEPCIÓN DE SAL, HARINA DE MAÍZ Y HARINA DE MANDIOCA

FECHAS DE CAMBIO DE ENTRADA: SOCIO TORCEDOR – DÍAS 26 Y 27 DE OCTUBRE. SOLO LLEVAR LA BILLETERA Y COMPROVANTE DE LA ULTIMA MENSALIDAD EN DÍA

DÍAS 28, 29, 30, 31 DE OCTUBRE E 02 Y 03 DE NOVIEMBRE – TORCEDORES

ENTRADAS LIMITADAS

LOCALES DE CAMBIO: BOLETERÍAS DEL GIMNASIO DO CRUZEIRO (BARRIO BARRO PRETO) Y MINEIRINHO

APOYO: ADEMG Y FERERACIÓN MINEIRA DE FÚTBOL

GRACIAS POR LA ATENCIÓN. PARA MÁS INFORMACIONES Y MARCACIONES DE ENTREVISTAS LLAMAR POR NOIR COMUNICACIÓN TOTAL: 31 55 3297 1013 / 31 55 3297 1014 / 31 55 9612 7229 O POR MAILS : HYPERLINK "mailto:NOIR@NOIR.COM.BR" NOIR@NOIR.COM.BR Y HYPERLINK "mailto:NOIR@SEVEN.COM.BR" NOIR@SEVEN.COM.BR. SITIO: HYPERLINK "http://WWW.NOIR.COM.BR" WWW.NOIR.COM.BR

Ângela Azevedo Ana Paula Valois Ludmila Azevedo

31 55 9114-7229 31 55 9301-4358 31 55 9967-9753

Rafael Oliveira

31 55 8818-7232

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Concerto da Série Allegro será apresentado no dia 29 de outubro, no Palácio das Artes, com a presença do pianista Flavio Varani

No repertório, obras do jovem compositor Rafael Nassif e dos consagrados Mozart e e Mussorgsky

Após a participação em quatro apresentações da Ópera Erwartung, de Schöenberg, no Palácio das Artes, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais realiza o nono concerto da série Alegro nesta Temporada 2009, sob regência do maestro Fabio Mechetti. A apresentação será no dia 29 de outubro, quinta-feira, às 20h30, no Palácio das Artes, com participação do premiado pianista brasileiro Flavio Varani.

Este é um concerto de muitas atrações. O programa terá a estreia de duas obras do jovem compositor mineiro Rafael Nassif, vencedor do Festival Tinta Fresca 2008, concurso promovido pela Orquestra Filarmônica e destinado a compositores mineiros ou residentes em Minas. A obra intitulada véus sobre cores foi vencedora no concurso; e a obra Outras cores, Novos Véus foi composta pelo músico por encomenda da orquestra, como premiação. Além das duas estreias, o concerto apresentará ainda as consagradas Concerto para piano nº 21, K 467 Mi maior, de Mozart – com solo de Flavio Varani – e Quadros de uma exposição, de Mussorgsky, orquestrada por Ravel.


SOBRE A ORQUESTRA


A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, criada em fevereiro de 2008, vem conquistando, ao longo de sua trajetória, amplo reconhecimento por parte da crítica especializada e do público, graças à excelência artística de seu trabalho. Sob regência do maestro Fabio Mechetti, instrumentistas mineiros se juntaram a músicos de diversas partes do Brasil e do mundo para construir, em Minas, uma orquestra que se pauta pelo rigor e excelência artísticos e por apresentar ao público as obras essenciais do repertório sinfônico, além de produções contemporâneas, com solistas de destaque no Brasil e no mundo. Durante a Temporada 2009, a Filarmônica vem se apresentando com sucesso nos concertos regulares no Palácio das Artes, em outras cidades mineiras, em praças e em parques. Foi aplaudida na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, no Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão (SP) e na Sala São Paulo, a principal sala de concertos da América Latina.


Fabio Mechetti

Natural de São Paulo, o diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Fabio Mechetti, é nome aclamado e de prestígio internacional. Foi também regente titular da Orquestra Sinfônica de Syracuse e da Orquestra Sinfônica de Spokane, da qual é, agora, Regente Emérito, e regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, EUA. Constantemente convidado dos festivais de verão dos Estados Unidos, Fabio Mechetti já dirigiu concertos em diversos países, como México, Espanha, Venezuela, Japão, Escócia, Canadá, Nova Zelândia e outros. Mechetti também é regente titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Jacksonville desde 1999. Sua estreia em regência aconteceu no prestigiado Carnegie Hall, conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey. Igualmente aclamado como regente de ópera, fez sua estreia nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. Fabio Mechetti recebeu títulos de Mestrado em Regência e em Composição pela admirada Juilliard School de Nova York. Por sua atuação com a Filarmônica, Fabio Mechetti recebeu o Prêmio Carlos Gomes como melhor regente brasileiro de 2008.

Flavio Varani

Flavio Varani nasceu no Brasil e iniciou sua carreira de solista aos sete anos de idade. Aos oito anos, tocou com a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência do maestro Eleazar de Carvalho. Aos treze anos, foi para Paris como bolsista do Governo Francês. Lá, foi aluno de Magda Tagliaferro e, em seu primeiro concerto, tocou Villa-Lobos, compositor que é uma de suas especialidades. Aos vinte anos, Varani foi para os Estados Unidos, onde reside até hoje. Em Nova York, estudou com Rosina Lhevinne na Juilliard School of Music e com Artur Balsan e Dora Zaslavsky, na Manhattan School of Music, onde ganhou o "Harold Bauer Award". Entre outros prêmios, foi merecedor do primeiro lugar na "Chopin International Competition" em Mallorca (o que veio a impulsionar sua carreira internacional), do prêmio "Musician of the Year", da Michigan Foundation of the Arts e, ainda, o de "Melhor Solista do Ano", pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

Em sua carreira de concertista, vem se apresentando em várias cidades por todo o mundo. Destacamos seu trabalho na França, Japão, Alemanha, Estados Unidos, Colombia, Venezuela, Equador e Brasil. Participou de vários festivais como: Newport Music Festival, Detroit Symphony Orchestra's Meadow Brook Festival e Cotignac Festival, na França. Ao longo de sua carreira, tocou sob a regência de importantes maestros, como: Gunter Herbig, Sir Neville Marriner, Semyon Bychkov, Lukas Foss, Eleazar de Carvalho, Eduardo Rahn, Diogo Pacheco e Georg Schmöhe.

Há anos, Varani vem se apresentando em turnês por várias cidades do Japão como solista e professor e, também, como artista convidado do Vienna-Tokyo Ensemble. Flavio Varani tem gravado discos para a Orion Master Recordings (USA) e Maison Dante (França). Em 97, gravou, no Brasil, CD contendo obras de Villa-Lobos pelo selo Paulinas - Comep (Detroit Music Awards - USA - como "Melhor CD de Música Clássica de 1999").

Foi escolhido para integrar a "Roster of the Steinway Artists", honraria que vem sendo concedida a um grupo seleto de pianistas internacionais pela manufatura de pianos Steinway & Sons, desde a época de sua fundação no século passado. Atualmente, Varani é artista residente da Oakland University (USA). Suas masterclasses são transmitidas, simultaneamente, via satélite, para duas Universidades nos USA: Oakland University e North Western University. Em todas as cidades do mundo onde se apresenta, Varani reserva parte do seu tempo para partilhar seus conhecimentos e experiências com estudantes, ministrando palestras e master classes.

Rafael Nassif

Rafael Nassif, natural de Juiz de Fora [1984], foi criado em Cataguases até ingressar no Bacharelado em Composição na UFMG em 2003, onde estudou com Sérgio Freire e Oiliam Lanna. Na adolescência estudou piano com André Pires [1999-2002], e recebeu apoio de compositores como Almeida Prado, Villani-Côrtes, Marcos Balter e Marlos Nobre, este último com quem estudou informalmente [2001-2007]. Começou a compor ainda na infância, e desde 2001 tem recebido prêmios e distinções pelo seu trabalho, recentemente nos concursos “Tinta Fresca 2008” [Belo Horizonte, com a peça “véus sobre cores” para orquestra] e “BMI Composers Awards” [Nova York, 2009, com “os olhos são a luz do corpo” para três coros com trombones]. Participou de vários festivais no Brasil e na Europa, dentre eles o Festival Internacional de Campos do Jordão - 2004 e 2006, a Bienal de Música Brasileira Contemporânea 2005 - Rio de Janeiro, 2nd International Workshop for Young composers on Dundaga Castle - 2004 na Letônia, e Ostrava Days 2007 e 2009 - República Tcheca. Além da sua atuação como compositor e pianista, há nove anos trabalha como organizador de concertos de música contemporânea, a exemplo da mostra “eu gostaria de ouvir”, e também como professor, tendo recentemente ofertado um curso introdutório à composição no CENEX UFMG. Também na UFMG iniciou uma pós-graduação em Sonologia e foi compositor residente do coro de câmara UFMG [2007-2008]. No final do presente ano inicia a sua formação em nível de mestrado na Stuttgart Musikhochschule, Alemanha, sob a orientação do compositor Johannes Caspar Walter. Próximas performances de seus trabalhos incluem uma nova peça para trio de clarinete, viola e piano, a ser realizada em concerto em homenagem a Robert Schumann em fevereiro de 2010 em Stuttgart; e também a estreia norte-americana de “os olhos são a luz do corpo”, pelo NY Virtuoso Singers, Nova York, em janeiro de 2010.

Outras cores, Novos véus foi composta para ser tocada após Véus sobre cores. Contudo, não se trata de um segundo movimento de uma obra maior, mas simplesmente de uma música para ser tocada após a outra, e desde o seu início a relação com a peça precedente é traçada: as nove notas que se desvelaram gradativamente ao longo dos cinco minutos de “véus sobre cores” são agora apresentadas simultaneamente pelas madeiras.

SERVIÇO:

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Concerto Alegro IX

Regente: Fabio Mechetti

Solista:

Flavio Varani, piano

Data: 29 de outubro, às 20h30

Local: Grande Teatro do Palácio das Artes

Ingressos:

Plateia I – R$40,00
Plateia II – R$25,00
Plateia superior – R$12,00
Meia entrada para estudantes e maiores de 60 anos

Ingressos à venda na bilheteria do Palácio das Artes. Funcionamento de 2ª a sábado de 10 a 21 horas, domingo de 14 a 21 horas. Informações Palácio das Artes: (31) 3236-7400

Obrigado pela atenção. Para informações adicionais e agendamento de entrevistas, favor entrar em contato com Noir Comunicação Total: (31) 3297-1013 / 3297-1014 / 9612-7229 ou através dos e-mails: noir@noir.com.br e noir@seven.com.br.

Acesse o site: www.noir.com.br

Ângela Azevedo (31) 9114-7229

Ana Paula Valois (31) 9301-4358

Ludmila Azevedo (31) 9967-9753

Rafael Oliveira (31) 8818-7232

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Mulheres na direção é tema de uma Mostra no Usina Unibanco de Cinema

Serão exibidos sete longas e sete curtas de mulheres diretoras

O Usina Unibanco de Cinema exibe entre os dias 23 e 29 de outubro, às 19h, os filmes da Mostra Mulheres Diretoras 2009, que tem como objetivo traçar uma análise da sociedade contemporânea por meio da visão dessas mulheres. Em uma iniciativa do Instituto Cervantes de Belo Horizonte, a Escola Livre de Cinema de Belo Horizonte e a Embaixada da Espanha a programação traz 14 filmes, entre longas e curtas, de diretoras espanholas e mineiras.

As exibições espanholas trazem obras de Isabel Coixet, Icíar Bollaín, Patricia Ferreira, Gracia Querejeta, Chus Gutiérrez e Elisabeth Cabeza. “Os filmes das diretoras escolhidas para o evento fazem parte do que há de melhor no cinema espanhol dos últimos tempos”, afirma o diretor do Instituto Cervantes, Pedro Eusébio Cuesta, que também é cônsul da Espanha para assuntos de Educação e Cultura.

Cada filme das diretoras espanholas virá acompanhado de um curta-metragem de diretoras mineiras. Todas as produções mineiras foram realizadas por alunos da Escola Livre de Cinema.

Programação:

23/10 (sexta-feira)

Cosas que nunca te dije (longa), Espanha/EUA, 1996, direção de Isabel Coixet.

Mudança de rumo (curta) ,Belo Horizonte, 2009, direção de Ana Luisa Martins.

24/10 (sábado)

El Alquimista Impaciente (longa), Espanha, 2002, direção de Patrícia Ferreira.

Sombra de um Passado (curta), Belo Horizonte, 2006, direção de Deborah Fonseca.

25/10 (domingo)

Héctor (longa), Espanha, 2004, direção de Gracia Querejeta.

Coração de Papel (curta), Belo Horizonte, 2007, roteiro de Ludmila Mascarenhas e direção de Lídia Puccetti e Gustavo Almeida.

26/10 (segunda-feira)

La doble vida del Faquir (longa), Espanha, 2005, direção de Elisabet Cabeza.

Damas (curta), Belo Horizonte, 2008, direção de Luisa Moraes e Mariana Mattos.

27/10 (terça-feira)

La vida secreta de las palabras (longa), Espanha, 2005, direção de Isabel Coixet.

No Ponto (curta), Belo Horizonte, 2009, roteiro e direção de Lívia Gaudêncio.

28/10 (quarta-feira)

Sé quien eres (longa), Espanha/ Argentina, 2000, direção de Patrícia Ferreira.

Aloísio (curta), Belo Horizonte, 2008, roteiro de Mariana Mattos e direção de Mariana Mattos e Bruno Souza.

29/10 (quinta-feira)

Te doy mis ojos (longa), Espanha, 2003, direção de Icíar Bollaín.

No Banheiro (curta), Belo Horizonte, 2008, roteiro de Cecília Grabrielan e direção de Cecília Gabrielan e Rebeca de Paula.


Serviço

Mostra Mulheres Diretoras 2009

Data: 23 a 29 de outubro

Horário: 19h

Local: Usina Unibanco de Cinema – sala 3

Endereço: Rua Aimorés, 2424 - Santo Agostinho - Tel: 3337.556

Ingresso: R$4,00

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Casa dos Quadrinhos inicia as comemorações do Dia Internacional da Animação dia 24 de outubro

Na programação palestras on-line, mesas-redondas e bate papo


Entre os dias 24 de outubro e 01 de novembro a Casa dos Quadrinhos realiza palestras on-line internacionais, workshops e mesas-redondas gratuitas sobre o mundo da animação. Inclusive, as palestras on-line tem convidados da França, USA e Portugal confirmados. Esta série de eventos está dentro do projeto Dia Internacional da Animação, que será celebrado no dia 28 de outubro simultaneamente em mais de 400 cidades do Brasil e em 30 países.

Especialmente no sábado, dia 25 de outubro, a partir das 14h, a Casa dos Quadrinhos realiza um bate-papo com o animador e diretor de animação carioca Diego Stoliar.

Diego Stoliar iniciou sua carreira em 2004 no estúdio 2DLab (RJ) onde dirigiu a animação de diversos projetos, entre eles dois pilotos de série, um deles vencedor do prêmio de melhor produção para televisão no Chicago International children’s Film Festival 2005. Em 2006 realizou o filme coletivo experimental EngoleDuasErvilhas, que participou e venceu diversos prêmios em festivais Brasil a fora. Em 2007 produziu o filme ONE no programa Hot House para novos diretores da National Film Board do Canadá. Participou de projetos para o estúdio Campo4 (RJ) e para diversas séries televisivas para a Globo (RJ) em 2007 e 2008. Em 2008 lecionou como professor de animação vetorial na pós-graduação de animação da PUC e em 2009 está em vias de abrir a Zoiu Estúdio de animações com mais dois sócios-diretores.



PROGRAMAÇÃO:


Dia 24/10 às 14h - O MERCADO DE ANIMAÇÃO HOJE NO BRASIL E NO MUNDO E A PROFISSIONALIZAÇÃO


Dia 24/10 às 17h30 - BATE PAPO ON-LINE LFASH TV- PORTIFÓLIOS E MERCADO NORTE-AMERICANO


Dia 25/10 de 11 às 13h - Workshop Storyboard


Dia 25/10 às 14h - Bate Papo: Piratas x Robôs x Ninjas x Cowboy (Projeto ANIMATV)


Dia 25/10 às 16h - Mesa Redonda: Formação, produção, difusão da Animação Mineira - Mediador: Rafael Guimarães


Dia 30/10 às 20h - Daniel Pinheiro Lima "Software Livre na Promoção de Animação"


Dia 31/10 às 15h - Workshop Character Design


Dia 31/10 às 14h - Fred / Maia (RS) - Diretores do longa em produção "As Aventuras do Avião Vermelho"


Dia 31/10 às 18h - Internacional online - Ghost Rabbit (USA)


Dia 01/10 às 14h - Internacional online - Animador Hervé Barbereal (FRA) - O Mercado Europeu de Animação


Dia 01/11 de 11 às 13h - Workshop Desenvolvimento de Projetos


Dia 01/11 às 16h - Caleb e Carlos Fonseca - Concept Art






SERVIÇO:

DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO
CASA DOS QUADRINHOS – AVENIDA JOÃO PINHEIRO, 277
DE 24/10 A 01/11
MAIS INFORMAÇÕES: 3224-0040

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

EXPOSIÇÃO “MULHERES REAIS MODAS E MODOS NO RIO DE DOM JOÃO VI” CHEGA A BELO HORIZONTE

Em 09 de outubro de 2009 será inaugurada na Galeria Alberto da Veiga Guignard do Palácio das Artes a exposição Mulheres Reais Modas e Modos no Rio de Dom João VI, que integrou o calendário de comemorações do bicentenário da Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil.

Sucesso de público e amplamente divulgada na mídia impressa e televisa, a exposição destacou-se por sua ousadia ao tratar de um período determinante para a história do país através de instrumentos inusuais.

De fato, Mulheres Reais – Modas e Modos no Rio de Dom João VI acrescenta uma leitura surpreendente sobre o período. Elegendo como recorte o mundo feminino e adotando o filtro das modas e dos modos, ela narra o encontro entre as duas realidades: a europeia representada pelas mulheres da realeza portuguesa – D. Maria I, Carlota Joaquina e D. Leopoldina – e a do mundo colonial, representada pelas mulheres brancas e escravas da realidade brasileira.

Uma vasta pesquisa histórica e iconográfica permitiu a construção de um acervo de 42 figurinos que suprem as lacunas de trajes que já não existem mais. Seis trajes e 12 acessórios vindos do Museu do Traje e da Moda, de Lisboa, e 15 joias de escravas pertencentes ao acervo do Museu Carlos Costa Pinto, de Salvador, integram o conteúdo museológico e representativo da exposição, ressaltando a nobreza e a dignidade de negras e brancas de dois séculos atrás, compondo, juntamente com os figurinos e recriações, um quadro que permite descobrir as mulheres reais através de lentes que transcendem o estereótipo e a anedota, e captam a riqueza das mulheres da época.

O evento levou à Casa França-Brasil um público de 46 mil pessoas em 40 dias. Dele fez parte uma ação educativa desenvolvida com as redes públicas de ensino municipal e estadual, que teve uma resposta surpreendente dos estudantes e professores.

Nessa exposição, a moda mostra-se como forte instrumento de relato que diz respeito à vida das pessoas de todas as faixas sociais e etárias e que o Museu é também o seu lugar.



:: Mulheres reais, realeza e realidade::

A exposição Mulheres Reais Modas e Modos no Rio de Dom João VI sintetiza em seu título os dois sentidos que a norteiam: realeza e realidade dos mundos femininos que, em 1808, se encontram e se influenciam.

As mulheres reais são, portanto, as rainhas da Casa de Bragança – Maria I, Carlota Joaquina e Leopoldina – e aquelas que ajudaram a construir hábitos e costumes da sociedade urbana carioca em formação no período joanino, tanto as mulheres de colonos protegidas por suas mantilhas, quanto as mulheres africanas escravizadas – despojadas e sensualmente vestidas, únicas a circularem livremente pelas ruas e praças do acanhado povoado colonial.

As mulheres da realeza e as mulheres da realidade são diferentes nas modas e nos modos, mas guardam nas suas histórias uma mesma identidade. Ricas ou pobres, escravas ou esposas de colonos, brancas ou negras, rainhas ou trabalhadoras, todas, sem exceção, tiveram que deixar seus territórios físicos e simbólicos e reconstruir no Brasil suas identidades, suas histórias, reinventando a cultura carioca e brasileira. Na exposição, a licença poética é o recurso empregado para a reconstrução das modas e dos modos dessas mulheres.



::Modas e modos em três módulos::

No módulo Mulheres da Realeza, as relações femininas com o poder são desveladas através de 10 figurinos de nossas três rainhas: D. Maria I, Carlota Joaquina e Leopoldina. Inspirados nos retratos oficiais, esses figurinos tecem a narrativa da passagem do Antigo Regime para o Império e permitem perceber os efeitos das mudanças políticas e econômicas na cultura e, consequentemente, nas transformações da moda: o aparato dos trajes monárquicos, fortemente marcados pelo barroco, dão lugar às linhas simplificadas do neoclássico.

Mas, além do que informam os retratos oficiais, as três rainhas são mulheres oriundas de universos existenciais distintos. Na exposição, um vestido ícone capta a contingência singular de cada um delas para revelar a Maria, que não foi apenas piedosa e louca, a Carlota, que está além da feiúra e da intriga, e a Leopoldina, que não se limitou ao papel de mulher-mártir.

No módulo Mulheres da Realidade, a exposição flagra a vida das colonas brancas reclusas no ambiente doméstico em contraste com a liberdade de ir e vir às ruas das negras escravizadas.

Em casa, as mulheres brancas vestiam-se com simplicidade completamente à vontade, cobrindo o corpo com um camisolão fresco, sem forma, que lhes proporcionava algum alívio no clima abrasador da cidade. Contudo, quando se tratava de sair à rua, tudo mudava literalmente de figura: o “à vontade” doméstico era então encoberto pela austeridade de uma pesada e escura mantilha, casulo ambulante sob o qual elas se deslocavam a caminho da igreja.

A rua era o território, por excelência, das negras, vestidas colorida e precariamente, com os poucos tecidos de que dispunham, amarrando-os à maneira africana, repetindo assim, um gesto ancestral.

Este quadro mudará substancialmente com a Chegada da Corte e o crescimento da cidade. As brancas começam a imitar as modas europeias, abandonando as longas mantilhas e as escravas de ganho – vendendo refrescos, flores, arruda, pão-de-ló, frutas, etc nas ruas – passam a poder constituir pequenos pecúlios que lhes permitem vestir-se e enfeitar-se a gosto.

Se as mulheres da realeza, nossas rainhas, eternizaram-se nos retratos que delas fizeram os pintores oficiais das cortes, nossas mulheres da realidade tiveram nas aquarelas de Jean Baptiste Debret o seu registro minucioso e inestimável. Os figurinos dessas mulheres, criados para a exposição, foram inspirados nas obras de Debret e de artistas como Rugendas e Carlos Julião.

O terceiro módulo da exposição, O passado no presente, exibe o Desfile Antropológico, composto de peças de estilistas mineiros contemporâneos nas quais estão presentes as matrizes e os matizes culturais cunhados há dois séculos e que atravessam o tempo e se transformam, consolidando-se como traços da identidade nacional.

Mulheres Reais - Modas e Modos no Rio de Dom João VI foi criada pela figurinista Emília Duncan e pela escritora Cláudia Fares, a partir de uma ideia da jornalista Kika Gama Lobo. Elas contaram com a consultoria do historiador de arte Júlio Bandeira; do historiador de moda João Braga e do antropólogo Raul Lody. O projeto museográfico é assinado por Lídia Kosovsky e Marcello Lipiani, e o projeto multimídia por Marcello Dantas.

:: Projeto educativo ::

Um dos principais objetivos da exposição é a realização de uma ação educativa direcionada aos alunos das redes públicas municipal e estadual de ensino. O projeto proporcionará aos estudantes o acesso ao espaço cultural e levará para dentro das salas de aula a discussão e a compreensão da complexidade carioca e brasileira em formação na chegada da corte portuguesa.

::Sobre as curadoras::

EMÍLIA DUNCAN é figurinista. Possui licenciatura em História (PUC–RJ), cursos em Fashion Design (FIT–NY). Atividades profissionais em televisão: figurinista das novelas “Caminho das Índias”, “Duas Caras” e das séries: “Brasil Especial”, “Comédia da Vida Privada”, “A Muralha”, “Anjo caiu do Céu”, “Desejos de Mulher”, “Um só Coração”, “JK”, “Amazônia”, entre outras). Em cinema: “Lisbela e o Prisioneiro” (direção: Guel Arraes), “Copacabana (direção: Carla Camuratti), “Bossa Nova” (direção: Bruno Barreto), “Orfeu da Conceição” (direção: Carlos Diegues), “O que é isso companheiro?” (direção:Bruno Barreto), “Carlota Joaquina” (direção: Carla Camuratti), entre outros. Em teatro: “O Burguês Ridículo”, de Guel Arraes e João Falcão, “A dona da História”, de João Falcão entre outras. Prêmios: Cidade de São Paulo de Cinema, Sharp, Mambembe (três), Coca-Cola de Teatro.

CLÁUDIA FARES é escritora e tradutora. Doutora em Antropologia Social e Sociologia Comparada (Paris V - Sorbonne). Atua desde 1984 na área cultural, tendo sido assessora da Coordenação de Museus do Estado do Rio de Janeiro, Diretora da Galeria de Arte da Casa de Cultura Laura Alvim, Diretora de Projetos da Casa França-Brasil (1999-2001) no Rio de Janeiro, onde coordenou a realização das exposições: “Fotografias de Pierre Verger”, “Retrospectiva Campana”, “Os Labirintos de Borges”, “Cerâmicas de Picasso”, “Esculturas de Brennand”, “Esculturas de Franz Weismman”, “Arpad Szenes” e “Vieira da Silva”. Foi curadora e produtora das exposições “Brasil Passado a Sujo”, de Sonia Lins (Centro Cultural Correios – Rio de Janeiro – abril-maio 2003) e “O Vestir em São Paulo pela lente de Um só Coração” (Universidade Anhembi-Morumbi – São Paulo – abril -maio 2004).


As mulheres no período joanino

Reclusas, cobertas por mantilhas, restritas aos afazeres domésticos – assim viviam as mulheres da Colônia. A partir de 1808, o que se verifica no relato de viajantes e nas descrições sobre o Rio de Janeiro do período é o início de um processo que alteraria para sempre a vida social das mulheres. A presença da Corte impõe um novo modelo de sofisticação e civilidade.

A Corte, com seus hábitos europeus, passaria a demandar novos espaços de sociabilidade, novos produtos, criando um mercado até então inexistente, sobretudo no que diz respeito às mulheres. A importação de artigos de luxo da Inglaterra e da França incrementa o comércio do Rio, permitindo à sua população conhecer o que era a moda, a elegância e as boas maneiras européias.

Após a chegada de D. João ao Rio de Janeiro, passam a trafegar pelas ruas da cidade carruagens de modelo europeu puxadas por cavalos, com assentos almofadados, paredes e coberturas decoradas e janelas à frente e atrás.

Exemplos dos costumes, civilidade e luxo da Corte européia poderiam ser observados na cidade do Rio de Janeiro a partir do Largo do Paço consagrado, no período joanino, como centro do poder e da vida cortesã, militar, mercantil e até mesmo popular da cidade.

Nas ruas barulhentas e já calçadas do Rio de Janeiro de D. João circulavam, lado a lado, mulheres brancas vestidas de sedas e tafetás e negras reunindo em seus trajes as cores mais variadas; membros do corpo diplomático e carregadores negros transportando suas mercadorias em varas ou cestos; religiosos de alta hierarquia e barbeiros, carros de bois e carregadores negros arrastando fardos nos mais exóticos transportes. A riqueza cultural verificada no Rio de D. João não excluía a coexistência e convivência de hábitos e gentes tão distintas.

A chegada da Corte garantiu a introdução de elementos da civilidade européia no cotidiano do Rio e Janeiro que, inseridos em um ambiente climático e culturalmente distinto, permitiram a formação de uma nova personalidade da Capital do Império Português.

Houve, ao fim e ao cabo, a “civilização” dos modos no Rio de Janeiro e a alteração definitiva da vida sócio-cultural da população da cidade, que passa a vestir-se e a pentear-se à européia, e a freqüentar o teatro, a participar de saraus, concertos e bailes.


A exposição

Módulo I – Mulheres da Realeza

O Teatro da Realeza

D. Maria I, Carlota Joaquina e Leopoldina pertencem a três universos culturais e existenciais diferentes. Em comum têm a experiência do poder e o exercício das funções da realeza. Suas modas e seus modos não refletem o que são, e sim o que representam. Eles são instrumentos narrativos das transformações da época em que viveram.

Recursos museográficos: 10 figurinos

Recurso multimídia: projeção de imagens dos universos particulares de cada rainha.

Ópera da Corte

Um vestido-ícone revelando cada rainha em sua singularidade: a Maria que não foi apenas piedosa e louca, a Carlota que está além da feiura e da intriga, e a Leopoldina que não se limitou ao papel de mulher-mártir.

Recurso multimídia: 3 trajes

Caixa de Memória (vitrine fechada e climatizada, com registo de controle)

Composta de trajes e acessórios contemporâneos às nossas rainhas vindos do acervo do Museu Nacional do Traje, Lisboa, Portugal.

Recursos museológicos: 6 trajes e 12 acessórios

Recurso multimídia: vídeo sobre as transformações da moda ao longo dos séculos XVIII e XIX

Módulo II – Mulheres da Realidade

Modos velados

A corte portuguesa encontra uma cidade urbanisticamente acanhada, constituída por um emaranhado de ruelas mal arejadas, enlameadas, sem iluminação, que guarda na arquitetura, no aspecto urbano e nos hábitos sociais fortes traços orientais.

A casa

Dentro de um ambiente revestido de muxarabis – treliças que revestiam as fachadas das casas –, um tableau vivant composto por duas atrizes, uma negra e uma branca, revela os costumes na privacidade doméstica, onde as mulheres brancas vestiam-se excessivamente à vontade com um camisolão sem forma e confortável. O modus vivendi oriental atravessava o reduto do lar onde vigorava um ambiente no qual as mulheres teciam, bordavam, catavam piolhos uma das outras, fazendo parte dos costumes a intimidade entre as senhoras e suas mucamas.

A Rua – vultos encobertos

Na rua, o à vontade doméstico das mulheres brancas era encoberto por uma pesada e escura mantilha, casulo ambulante sob o qual se deslocavam discretamente protegidas do olhar alheio.

Recursos museográficos: 7 figurinos

Modos Desvelados

Negras semidesnudas

Em seu percurso, a mulher branca, escondida sob sua mantilha, se depara com as escravas cativas, porém livres para circular nas ruas, exercendo seus ofícios. São lavadeiras, vendedoras e carregadoras vestidas com roupas ganhas, fora de proporção e mal costuradas, que escorregam pelo corpo ou são arregaçadas em função da liberdade de movimentos exigida pelo trabalho. O corpo, então, se desvela em modos que trazem à tona a ancestralidade africana: nela o vestir tinha a função de adornar ou proteger, nunca de esconder.

Recursos museográficos:

- 4 dorsos com figurinos reinterpretando a arte das amarrações de tecidos nos corpos negros.



Modas Reveladoras

O Rio de Janeiro Redescoberto

A chegada da Corte portuguesa e a simultânea Abertura dos Portos às Nações Amigas transformam para a cidade: as grades de treliça mourisca são proibidas por lei e a transparência entra na ordem do dia com a importação do vidro em suas mais variadas formas – vidraças, cristais, candelabros e lentes. Os colonos, que não tinham quase nenhuma vida social, passam a freqüentar as festas da corte e, para isso, copiam as modas européias, adquirindo novos hábitos como o de usar talheres e se sentar à mesa. Para isto, contam com a larga importação de produtos de luxo vindos da Inglaterra e, mais tarde, da França, cujo comércio instala-se na Rua Direita (atual

Rua 1º de Março), fazendo dela o ponto irradiador das novas modas e modos.

Recursos museográficos: plantas de 1808 e 1818 que revelam a evolução urbana da cidade.

Maquete da Rua Direita (atual R. 1º de março) com as boutiques de moda

Branca emergente

Emergindo do fundo espesso de suas mantilhas, as mulheres brancas encantam-se com as novas modas e modos que chegam com a Corte. A abertura dos portos despeja uma profusão de produtos de luxo na cidade. Copiar é a palavra de ordem para legitimar-se frente aos “civilizados”. O excesso passa a ser uma forma de expressão e visibilidade social. Nem sempre o resultado dá certo. Não são raros os viajantes estrangeiros a observar o exagero como traço marcante das mulheres da terra.

Recursos museográficos: 3 figurinos

5 miniaturas de brancas emergentes

Negras Bonecas

As brancas ricas copiam as modas que vêm de além-mar num esforço de se equiparar com as européias e, ao mesmo tempo, se diferenciar do mundo escravo. Mas, estranha contradição, fazem das mucamas suas réplicas, espelhos de seu status! Assim paramentadas, verdadeiras bonecas, as jovens negras submetem-se a essa elaboração visual que, contudo, não consegue extirpar os traços da africanidade vivamente presentes na altivez da tez escura, nos cabelos, nos dentes limados, nos corpos e rostos muitas vezes escarificados.

Recursos museográficos: 3 figurinos

Negras Multiculturais

Com a chegada da corte, cresce a população da cidade, o comércio expande-se e, no movimento das ruas, observa-se a presença marcante das escravas de ganho ou alforriadas. Elas colorem as ruas, criando um vestir arquetípico brasileiro: saias de tecidos grosseiros tingidos, parecidas com as de algodão inglês estampado alegre; peças de roupas herdadas; os xales, última moda européia, novos ou herdados, tornam-se objetos de desejo; e os panos da costa – bens valiosos tecidos na África – somam-se a outros panos que se amarram nos quadris (rojões), conferindo ao uso dos tecidos mil e uma utilidades. Para completar, os adereços: privadas do direito de propriedade, suas jóias de ouro e prata significam poupança. Amuletos pendem de suas cinturas: figas sincretizam a tradição européia (a figa é romana) a cultos fálicos africanos; moedas para atrair dinheiro; dentes protegem contra inimigos; e miniaturas de produtos vendidos prenunciam a prosperidade.

Recursos museográficos: 8 figurinos

Negras Jóias

Jóias africanas do acervo do Museu Carlos Costa Pinto (Salvador – Bahia)

Módulo III – O passado no presente: 1808 em 2008


Re-Debret

Produção fotográfica em projeção multimídia com mulheres do Brasil de hoje trajando os figurinos da exposição inspirados nas aquarelas de Jean-Baptiste Debret .


Desfile Antropológico

O visitante desfila em uma passarela central ladeada com criações de estilistas mineiros contemporâneos que refletem as matrizes e os matizes da moda de 1808 até hoje presente em nossas modas e modos de ser e de estar.

Recursos museográficos: 09 looks

EXPOSIÇÃO Mulheres Reais Modas e Modos

no Rio de JANEIRO Dom João VI

GALERIA ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD

do PALÁCIO das artes. Av Afonso Pena, 1537 - Centro

TELEFONE: (31) 3237-7399

ENTRADA FRANCA

VISITAÇÃO 09 DE OUTUBRO A 23 DE NOVEMBRO

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Ângela Azevedo Ana Paula Valois Ludmila Azevedo

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Rafael Oliveira

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