sexta-feira, 22 de agosto de 2008

INEDITISMO E EXPERIMENTAÇÃO DÃO O TOM DA PRIMEIRA BIENAL INTERNACIONAL DE GRAFITE DE BELO HORIZONTE

Promover discussões, refletir sobre o espaço da arte na contemporaneidade e formar novos talentos. Esses são alguns dos motes da I Bienal Internacional de Grafite de Belo Horizonte (BIG – BH), que acontecerá entre os dias 30 de Agosto e 07 de Setembro, na Serraria Souza Pinto. Coordenada pelo artista plástico Rui Santana, a bienal, única do gênero no mundo, traz em sua programação seminários, workshops, exposições e intervenções urbanas.

Com atrações vindas dos quatro cantos do mundo, que incluem países como Inglaterra, Holanda, Japão, Alemanha, Chile, Porto Rico e Estados Unidos, o evento mostrará o que vem sendo produzido nos cenários nacional e mundial do grafite, através de exposições e discussões de temas relacionados à área, como criatividade, identidade e cidadania.

Para a realização da I BIG – BH, a Serraria Souza Pinto irá se transformar em uma grande galeria, com desenhos, pinturas, stencils e stickers. Para o coordenador Rui Santana, “Belo Horizonte é propícia para abrigar um evento desse porte, pois a cidade vem se construindo culturalmente e é uma grande geradora de talentos. Nas artes plásticas temos uma grande tradição, e a cena do grafite - que é fortíssima na capital - cresce em ética e estética com diversos projetos, sendo que grande parte deles beneficiam comunidades”, completa Santana.

EXPOSIÇÕES:

Ao todo, serão quatro exposições:
1. Diálogos - Pretende incentivar o diálogo entre artistas plásticos com formação acadêmica e grafiteiros com uma trajetória de aprendizado ligado ao universo da rua.

2. Trajetória do grafite no Brasil das ruas até o acervo do Museu Histórico Abílio Barreto - Tem como objetivo fornecer ao espectador uma ampla visão da história do grafite no Brasil, dos primeiros registros até os dias atuais. Além de obras em grafite, esta exposição abrigará uma mostra de fotografias e vídeos relativos ao tema.
3. A Grande Arte - Exposição com grafiteiros do Brasil e do mundo com trabalhos que expressem a importância do grafite como arte contemporânea.

4. Arte de rua – Objetos e derivações – Trazer para o universo da galeria, artistas com um trabalho sistemático, que usam a rua como sua principal matéria.

SEMINÁRIOS

Proporcionar a educação nas artes e, através dela, possibilitar aos cidadãos ferramentas para que eles possam olhar criticamente o que vêem e escutam. Com essa tônica, os seminários irão levantar questionamentos inerentes ao mundo das artes, como, por exemplo, a preferência por iniciativas individuais em detrimento daquelas de cunho coletivo.

Durante a I BIG-BH serão realizados cinco seminários:

1. O Novo Muralismo e suas abordagens históricas
Data: 1º de setembro – 16h00
Conferencistas: Vera Casanova – BH
Charbelly Estrella – RJ
Saulo di Tarso – SP

2. Criatividade, grafite e cidadania
Data: 02 de setembro – 16h00
Conferencistas: José Márcio Barros – BH
Roberto Carlos Madalena – BH
José Marcius - Projeto Guernica - BH


3. Grafite, design, publicidade e arquitetura
Data: 03 de setembro – 16h00
Conferencistas: Flávio Negrão – BH
Eduardo Braga – BH
Edmundo Bravo (Didi) - BH
Leonardo Tavares (Leo Lobinho) - BH


4. Grafite como identidade do século XX e XXI
Data: 04 de setembro – 16h00
Conferencistas: Julia Portes – BH
Juarez Dayrell – BH
José Coelho de Andrade Albino - BH

5. Vandalismo, arte marginal ou nova estética?
Data: 05 de setembro – 16h00
Conferencistas: Sônia Assis – BH
Elisa Campos – BH
Bernardo Matta Machado – BH
Walter Tada Nomura (Tinho) - SP

ATELIÊS ABERTOS

Com curadoria do professor de arte Geraldir Bernardino e do grafiteiro Nadu Soares, os ateliês abertos irão devolver às ruas aquilo que lhe é de direito. Mais de 300 artistas, selecionados através de edital, e também alguns convidados irão se reunir para, em conjunto, realizar intervenções na cidade de Belo Horizonte. E como o grafite faz parte também de uma cultura maior que é a do Hip Hop, outros pilares - djs, rap, mc´s e dança de rua – também participarão da intervenção.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL
O cenário do grafite é feito de cores, luzes e, principalmente, sons. Os “barulhos” da cidade se misturam aos ícones urbanos, de forma a expressar as pequenas revoluções que a sociedade enfrenta a cada dia. “A trilha sonora desse espaço-tempo se volta para o fugaz, o experimental, e expõe crônicas dos vários mundos e vidas que coexistem na cidade.” afirma a curadora de música Áurea Carolina Freitas. A música, nesse contexto, surge como meio de manifestação, diversão, encontro e expressão coletiva.

Uma das propostas da I Bienal Internacional de Grafite é unir grafite e música, promovendo um encontro entre linguagens distintas que, juntas, proporcionam uma nova percepção do ambiente. Foram convidados artistas independentes da Grande Belo Horizonte que, à sua maneira, dialogam com o universo urbano atual. Na mistura, estilos como rap, ragga, breakbeat, drum’n’bass e dub se juntam em intercâmbios sonoros. Assim como na rua, a paisagem se (con)funde em tradições e pós-modernidade.

Na programação, a música aparece em apresentações de grupos e performances de DJs e VJs, abrindo espaço para dança, improvisações e participação direta do público. Na parte da manhã e trade DJs de vários estilos serão os responsáveis pela trilha sonora da exposição, fazendo com que tanto a presença do visitante influencie na sua apresentação, quanto a música na percepção da arte.

Durante a noite, quem comanda a festa é o mestre de cerimônias (MC) MC Monge, que contará também com shows, performances de DJs, VJs e Mcs, todos escolhidos segundo sua relevância no cenário musical, cultural e social belo-horizontino. A programação apresenta um leque variado, indo do Samba de Aline Calixto ao Funk do Quarteirão do Soul, passando pelo duelo de Mcs que, numa edição especial, atravessa a rua e se transfere para a Serraria.

O Duelo, que comemora um ano na ocasião, terá uma programação especial para a data. Serão 16 mestres de cerimônias, sendo oito convidados e oito inscritos no evento que participarão das disputas divididas em eliminatórias, semifinal e final. Nessas etapas, cada dupla de MC ataca e se defende dos ataques do adversário em rounds de 45 segundos. Caberá ao público presente escolher os vencedores através de gritos e salvas de palmas. Ao lado das pelejas improvisadas, o Duelo abre espaço para shows de Hip Hop, com o pocjet show os MC’s da Família de Rua, grupo responsável pelo projeto. Ozléo, Castilho, Monge, PDR, Digô e alguns convidados se revezam nos microfones.

Programação:
30/08 | sábado
tarde: DJ Rub
20h: Maria Bragança
21h: Renegado (rap / pocket show)
22h: Aline Calixto (samba)
intervenções: DJ Spider / VJ Natan

31/08 | domingo
manhã Danny
tarde DJ Alex C
18h: Titios do Samba (samba)
20h: Julgamento (rap)
intervenções: : DJ Yuga / VJ Gton

01/09 | segunda
manhã: FMX
tarde DJ Corisco
20h30: Negras Ativas
22h: Banca Nós Pega e Faz (rap)

02/09 | terça
manhã DJ Lelé
tarde DJ WLY
20h30: Coletivo Dinamite (funk / rap)
22h: DejaVuh (rap) - part. APR

03/09 | quarta
manhã: Gabee
tarde: DJ Juninho (Bum Bep)
20h30: Retrato Radical (rap)
22h: Quarteirão do Soul

04/09 | quinta
manhã: Eazy-CDA
tarde: Eletrotauro
20h30: Casa B (rap)
22h: LealSoundSystem
intervenções: : VJ Natan

05/09 | sexta
manhã: Clebin
tarde Andisturbed CDJ
20h30: Duelo de MC’s (hip hop)
23h: Black Sonora (soul / latino / rap)
intervenções: : VJ Gton

06/09 | sábado
manhã D'Lui
tarde Gurila Mangani
21h: Manolos Funk (funk / rock / pop)
22h30: Júlia Ribas e DJ Renatito (ragga / dub)
intervenções: : DJ Fausto / VJ Natan

07/09 | domingo
manhã DJ Edd VSD
tarde Cézar Machado
18h: E2 (rap)
20h: U-Gueto (soul / funk)
intervenções: DJ Alex C / VJ Gton

Quem são eles

Grafiteiros:

ACME: É ativista da arte urbana, autodidata e graffiteiro nascido na comunidade do Pavão Pavãozinho. Em 1997 começou a graffitar, desde então, realizou diversos trabalhos comerciais nas áreas de pintura com spray e desenho, para empresas e particulares, além de intervenções urbanas, performances em eventos culturais e exposições. Já fez uma participação ao vivo no show Racionais MC’S, grafitando no Rio RAP Festival, na Fundição Progresso. Também trabalha como chargista e participou do Encontro Mundial de Graffiti na Europa (EUROGRAFF), ficando em segundo lugar representando o Brasil pelo projeto geração HIP HOP do SESC RJ (em Paris). Ainda na França, realizou uma Exposição individual no Teatro de Arena Shatoowallon.
http://www.flickr.com.br/photos/acmedv

Anarkia: Panmela Castro, “Anarkia” estudou na Escola de Belas Artes da UFRJ mas escapou da formula acadêmica quando começou a fazer graffiti de forma intensa e apaixonada, sendo os muros hoje seu principal suporte. Seu trabalho é baseado no estimulo à reflexão da potência que o graffiti tem em seu ambiente natural: a rua. Se destaca pela liderança que exerce no movimento feminista e pela respeitabilidade do trabalho diante da produção nacional.
www.anarkiaboladona.com

Anjo: Alexandre "Anjo" (27), teve seu primeiro contato com a arte de rua, em 1997, na cidade de Santo André, interior de São Paulo. Sempre em evolução, seus trabalhos carregam, com suaves linhas e cores fortes, a relação do ser humano com a natureza, com uma dose de sensualidade.
http://www.fotolog.com/anjotk

Binho Barreto: Binho Barreto nasceu em Belo Horizonte, mas vive e trabalha em São Paulo, atualmente desenvolve trabalhos em diversas áreas do campo visual como: desenho, pintura, gravura (serigrafia e metal), graffiti, animação e arte digital
http://www.binhobarreto.net

BR: Bruno "BR" Bogossian, carioca de 32 anos, é ilustrador, designer, artista plástico e graffitiiro. Um dos cabeças da Flesh Beck Crew, grupo responsável pelo “bum” do graffiti no Rio, foi quem criou a inconfundível linguagem da crew. Fora das ruas, empresta sua arte pra campanhas publicitárias, eventos, multinacionais e marcas de roupas de renome, além de participar de diversas exposições no circuito das artes plásticas.
http://www.fotolog.com/fleshbeckcrew

DMS: Em meados de 1998, Davi de Melo Santos o DMS, encontrou nas ruas um novo significado para sua vida. Após participar de uma oficina de artes em seu colégio, partiu da cartolina para os muros. Desde então vem sendo referência na arte de rua mineira, sempre em parceria com Dalata, Hyper, Mts e outros amigos que fazem parte de sua trajetória.
http://www.fotolog.com/dms163

Dninja: Dninja é uma junção de seu primeiro nome (Denise) e ninja, já que é uma fã de filmes de lutas orientais. Trabalha com oficinas para adolescentes e na organização de eventos relacionados ao graffiti. Seu estilo preferido é o Wild Style, mas também faz alguns personagens com características únicas que os tornam engraçados; chamados “bichos coisa”.
http://www.myspace.com/bichocoisa

Does: Com 18 anos dedicados a arte Does trabalha o Wild Style com altíssimo grau de complexidade e ilegibilidade da escrita, provocada pelo embaralhamento das letras comum ao estilo. Does reúne influencias variadas como elementos indígenas, arquitetura gótica, caligrafia árabe utilizada nas pontas das letras e formas tribais, que mescladas apresentam esta composição labiríntica de suas obras.
www.flickr.com/photos/doeshdv

Dalata: Autodidata, Dalata tomou gosto pela arte logo cedo, sempre desenhando e rabiscando alguma coisa, ele aproveitava seu tempo em esboços artísticos que fizeram com que brotasse o interesse pela cultura. No início dos anos 90, atuou como pintor de camisas e bonés. Seu ingresso no graffiti se deu há mais de 10 anos, época em que o artista começou a atuar nas ruas da cidade. Segundo Dalata na rua tudo pode acontecer, principalmente a difusão da arte. Atualmente, Dalata ministra aulas de desenho, pintura e graffiti, além de produzir ilustrações.
http://www.fotolog.com/dalata

ECO: Grafiteiro desde 1993, é um dos pioneiros do Graffiti no Rio de Janeiro. Trabalhou como diretor da ONG ASACC (Associação Solidária para Arte, Cultura e Cidadania), apadrinhado pelo ex-integrante da Banda O RAPPA, Marcelo Yuka (missão ASACC arte e cultura). Hoje integra a ONG Comunidade S8 (Missão Dependência Química). Atualmente, trabalha pela Prefeitura de Macaé na Fundação de Cultura e pela Prefeitura do Rio desenvolvendo o graffiti na cidade e representando a cidade pelos estados do Brasil. Atua também como design, web máster e cenógrafo. O artistas já trabalhou em diversas frentes como no Clipe do MV BILL & Caetano Veloso – Língua de Tamanduá, no Estádio Olímpico João Havelange, no Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007 e ainda ensinou técnicas do graffiti para membros da equipe do Cirque Du Soleil, em 2008.
http://www.marceloeco.org

Frank: O Cearense Frank tem como objetivo realizar obras artísticas, ministrar cursos e oficinas em beneficio social e cultural para jovens carentes de todo o pais, aplicando a técnica de graffiti e aerografia. Com obras realizadas na região do Cariri, Salvador, Recife, interior da Bahia, Pernambuco e São Paulo foca seu trabalho no caráter social da cultura popular nordestina
www.fotolog.com/otmcrewce

Galo de Souza: Com formação em Artes visuais, Arte-Educação, Graffiti, Produção Musical, Economia comunitária e formação de redes o multifacetado Galo é uma referência no graffiti Recifense. Além de trabalhos espalhados por todo o Brasil e interior nordestino já expôs e deu oficinas em paises como a Áustria, Alemanha e Suécia.
www.galodesouza.blogspot.com

Graphis: Em 1998, Graphis iniciou sua carreira e desde então vem desenvolvendo sua técnica e conquistando o seu espaço. Ajudou a Coordenar um grupo de grafiteiros em 3 ações chamada “Hip Hop Urra!” onde pintaram o muro do extinto Carandirú, além de ter trabalhado para empresas e eventos como Nestlé, Gerdau, Rede Globo, Skol Hip Rock e Casa Cor.
www.myspace.com/graphis_

GUD: Há 11 anos, Marcelo o GUD, descobriu o graffiti. Mesmo sem seguir uma linha específica acabou se dedicando mais às figuras humanas, devido a facilidade de identificação das pessoas com o seu trabalho. Realista, procura abordar temas referentes ao efeito colateral causado pelo sistema nas pessoas. Pioneiro quando o assunto é a transformação do graffiti em artigo cultural, possui obra no Museu Histórico Abílio Barreto e também ilustra cartões postais de Belo Horizonte.
www.fotolog.com/marcelo_gud

Hyper: Em março de 97, o artista começou pintando sozinho o graffiti na rua, influenciado pela pintura de colegas de bairro que desenvolviam esse trabalho. Com mais de uma década de experiência, o autodidata Hyper tem uma técnica peculiar para pintar. Ele venceu o 1o concurso de Graffiti do projeto Guernica, além de expor e participar de eventos como o FAN e o Encontro Nacional do Hip Hop, realizado em Goiânia.
http://www.fotolog.com/a51hyper

Kraski: O holandês Karski é conhecido pela qualidade e pela sua ampla variedade de trabalho. É dono de uma das grandes empresas que trabalham com graffiti no mundo, a “Mooiemuur.nl” (muro bonito). Além disso, trabalhou para empresas como Levi’s e Nike e já grafitou em várias cidades ao redor do mundo, dentre elas Nova York, Barcelona, Londres, Rio e São Paulo.
www.mooiemuur.nl

Lee27: Representante da Old School baiana, no graffiti desde 1993, Lee 27 se destaca no graffiti brasileiro pela sua identidade que é voltada para a cultura afro-baiana religiosa. Com elementos em suas letras e personagens que remetem aos Orixás. Fundador da Ocla N Crew, participa ativamente da militância no movimento hip hop baiano.
http://www.fotolog.com/lee27

Nado Soares: Integrante da ONG Reciclar T Três, precursor do graffiti na região metropolitana de Belo Hoirzonte, Nado já obteve reconhecimento internacional pela sua participação na Expo 2000 na Alemanha e pelos trabalhos vendidos em Amsterdam. O artista, que é natural de Mateus Leme e pai de 4 filhos, tem orgulho de se intitular auto-didata e garante que o graffiti é uma técnica que só se aprende com a prática. Atualmente, trabalha como professor do Arena da Cultura e desenvolve vários projetos de graffiti.

Prisco: Porto-riquenho, Prisco é autodidata e há 34 anos se dedica à arte do graffiti. Através de seus trabalhos, ganhou notoriedade e respeito entre os mais proeminentes graffitiiros do mundo. Fez parte de diversas publicações e eventos, viajando para países como Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, entre outros.
http://www.myspace.com/priscomtr

Saile: O chileno Saile é desenhista industrial e ilustrador e trabalha com graffiti desde 1999. Já participou de vários eventos, mostras e atividades relacionadas ao graffiti, sendo a última um tour pela América do Sul. Entre os meses de Fevereiro e Junho, passou por cidades como Montividéo, São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Lima.
http://www.flickr.com/photos/saile

Tinho: Graduado em Educação Artística, ganhou prêmios e participou de várias exposições em instituições importantes no Brasil e no exterior, como o Centro Cultural São Paulo, além dos preparativos para a Copa do Mundo de Futebol do ano de 2006, em Berlim. Atualmente faz parte de uma exposição coletiva em Londres, na Embaixada Brasileira e uma exposição solo na galeria O Contemporary, em Londres – UK.
http://www.flickr.com/photos/tinho_nomura

Tikka Meszaros: Faz graffiti desde 2002, desenvolveu um estilo inspirando principalmente em temas lúdicos. Tikka participou de exposições e trabalhos no Brasil e no exterior, como na Carmichael Gallery (LA), Toy Lounge, Ellus, Credicard, casa dos criadores e Fashion Week (RJ e SP).
www.flickr.com/tikka_noturnas

TOZ: Integrante do grupo Flesh Beck Crew o designer por formação Tomaz Viana ganhou o mundo participando de mostras coletivas com artistas de peso. Há mais de 10 anos trabalhando com o graffiti, sua maior influência é a família, que tem muitas mulheres. Desenhos animados, humor de quadrinistas como Angeli e Glauco, psicodelia dos anos 60, cinema e skate também aparecem no seu trabalho.
http://www.fotolog.com/fleshbeckcrew

Trampo: Luis Flavio “Trampo” começou a andar de skate, fazer fanzines e grafitar nos anos 80 em POA. De lá pra cá ele se especializou no graffiti e, nos últimos anos, também em pôsteres. Depois de participar de muitos festivais e encontros de graffiti, ministrar oficinas (atividade que exerce desde 1994, principalmente em comunidades carentes) e colocar muita arte na rua, de norte a sul do país, o nome “Trampo” já é uma referência na arte de rua.
http://www.fotolog.com/minuto

Curadores:

Rui Santana: Psicólogo por formação e artista plástico por opção, Santana é o coordenador de Artes Plásticas, do Projeto Arena da Cultura, da Fundação Municipal de Cultura. Em 2008, coordenou o Projeto de Graffiti, “Muros do Jardim Teresópolis”, que propôs uma formação artística ética e estética para jovens da comunidade local. Rui é professor de Design da Universidade Fumec, onde há cinco anos idealizou e coordena o Projeto “Muro Efêmero”, uma espécie de maratona de Graffiti. Santana também realizou a curadoria do projeto “Horizonte do Graffiti”, que apresentou trabalhos em Paris e foi o 1º acervo de Graffiti incorporado pelo Museu Historio Abílio Barreto de Belo Horizonte. Como artista plástico, Rui recebeu o prêmio da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) de Ecologia, na premiação “Design Brasil”, promovida pela revista “Cult” (1997-1998). Antes, em 1985 conquistou no Salão Pirelli, o Prêmio Aquisição, no MASP, em São Paulo. Já em 88, no IV Salão de Aeronáutica, também assegurou o 1º Prêmio, num evento no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. Além disso, Rui Santana já realizou dezenas de exposições individuais e coletivas em diversas capitais nacionais e internacionais como: Paris, Buenos Aires, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Santiago, Montevidéu, entre outras. O artista já assinou cenários para a TV Bandeirantes e Rede Minas e tem obras em acervos como: Museu Histórico Abílio Barreto, Belo Horizonte; Museu da Casa Brasileira, São Paulo; Museu de Arte Primitiva, em Assis – SP; Fundação Pirelli, São Paulo, Fundação Clóvis Salgado, Belo Horizonte; Instituto Cultural Itaú, São Paulo; Pinacoteca da Varig, São Paulo; Pinacoteca da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória – ES e Pinacoteca da Universidade Federal de Viçosa, Viçosa – MG. Rui Santana é o idealizador e coordenador desta Bienal de Graffiti, que é inédita no Mundo. http://www.arteruisantana.com/


Binho Ribeiro: Nome em destaque na street art mundial e um dos pioneiros no Brasil e América Latina. O artista já esteve trabalhando em: Buenos Aires, Nagoya, Tókyo, além de quase todos os estados brasileiros. Seu estilo arrojado já ilustrou as embalagens de Nescau, campanhas publicitárias do Ford, Brasil Telecom, Motorola, Nike, Skol, Colorgin, entre outras. Binho é membro da Frente Nacional de Hip Hop e Comissão Estadual de Hip Hop. Curador de eventos como: Basement, Hutuz, Mural Tietê, 30hs CPTM, Olhar nascente (túnel Av. Paulista), 1ºBienal Internacional de Grafite em Belo Horizonte (2008). O artista também já participou de exposições em diversos lugares como no Memorial da América Latina (2006), Caixa Econômica (Rio 2007). Outro destaque de seu currículo foram as cenografias de filmes como: 5 Poison (Japão 2000), O bicho de 7 cabeças (2001), O Magnata (2006), Antonia (2006). Editor da revista “GRAFFITI” pela editora Escala desde 2001. Dentre suas peculiaridades vibra a paixão pelo skate e o universo empresarial, pois Binho comanda a grife a “3º Mundo”. Na 1ª Bienal Internacional de Grafite de Belo Horizonte, Binho assina a curadoria da exposição “A Grande Arte”.
http://www.myspace.com/binhone

Tereza Portes: Premiada artista plástica, com especialização em arte-educação, que já realizou diversas exposições, tanto individuais quanto coletivas. Há 18 anos coordena a Oficina de Artes, escola de arte destinada a crianças e adolescentes que funciona dentro de seu próprio atelier, onde também desenvolve sua pintura. Coordena o Instituto Oboé, ONG que se dedica ao desenvolvimento humano através da arte. Thereza assina a curadoria da exposição “Diálogos Híbridos”, da Bienal. http://www.therezaportes.com.br/

Piero Bagnariol: Quadrinista e arte-educador, o italiano Piero Bagnariol mudou-se para o Brasil em 1992 e é um dos editores da revista Graffiti 76% quadrinhos. Co-autor do livro Guia Ilustrado de Graffiti e Quadrinhos, atua também como grafiteiro e integra a crew Rupestre de arte urbana. Realizou o layout da exposição do 1o e 2o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte e foi curador das exposições Juventude e Lei e Liberdade, pelo Programa Fica Vivo! Além disso, na I Bienal de Grafite, Piero é o responsável pelo “Módulo Histórico”, que reconta a trajetória do Graffiti.
http://www.graffiti76.com

Sara Carvalho Martinho: formada em Design de Produto e pós-graduanda em Artes Plástica, participou de trabalhos como o programa Árvore da Vida, Cowparade, além da ilustração da 13ª edição da Revista Brasil, todos desenvolvidos junto à comunidade Jardim Teresópolis. Foi também participante do Projeto Rondon, em Assis Brasil – Acre, produtora e coordenadora da I Maratona de Grafite da FUMEC e professora de criatividade no projeto Desenhe a cultura Brasileira.

Geraldir Bernardino: artista plástico e pós-granduando em Educação Profissional e Tecnológica Inclusiva, trabalha em oficinas de artes e também com criação de imagens para a aplicação em publicidade. É orientador do Atelier de Grafite, no Programa Arena da Cultura, atuou no projeto Árvore da Vida, ministrou mini-curso no III Seminário Internacional -Sociedade Inclusiva, além de ter sido membro do Comitê Mineiro - Very Special Arts do Brasil - Arte sem Barreiras.

Diálogos Híbridos

André Burian: Fotógrafo e pintor Participou de inúmeras exposições coletivas como foto 90 no MAM Rio (2007), O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira no Instituto Cultural Itaú, São Paulo (2005), Novas Aquisições Gilberto Chateaubriand, MAM Rio (2004), VI Bienal Internacional de Cuenca no Equador (1998), Antárctica Artes com a Folha, Pinacoteca do Parque, São Paulo (1996). Também realizou várias individuais na Quadrum Galeria de Arte (2002), na Grande Galeria, Palácio das Artes, Belo Horizonte (2000) , no Museu de Arte Contemporânea de Goiás (1999) e no Centro Nacional de Cultura, Lisboa, Portugal. Recebeu vários prêmios, entre eles aquisição no XIV Salão da Funarte (1994), primeiro prêmio da V Bienal de Santos (1995), prêmio aquisição/exposição do 26º Salão Nacional de Belo Horizonte. Sua fotografia é representada internacionalmente pela Agência Corbis.

Coletivo Xepa: Fundado e dirigido por Marcelino Peixoto, artista plástico e profesor, graduado em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFMG, Mestre em Artes Visuais pela mesma Universidade, vive e trabalha em Belo Horizonte, Brasil) e Viviane Gandra, artista plástica e gráfica, graduada em Desenho pela Escola de Belas Artes da UFMG, vive e trabalha em Belo Horizonte, Brasil e Unquillo, na Argentina). O Coletivo Xepa atua desde 2005, tendo como foco principal ações e intervenções em espaços e formatos variados. O Coletivo Xepa se propõe a promover, através do advento do não-sentido (ou dos ‘sintomas’ do sentido), a expansão do conceito de arte para além de seus limites materiais, simbólicos e espaciais. Para tanto, evoca as imagens do desvio, procedimento que se verifica (ocorre) sempre na carne sensível do mundo, ainda que para provocar sua ruína.

Fernando Pacheco: O artista plástico já realizou dezenas de exposições individuais e coletivas, em capitais brasileiras e noutros países. Já mostrou seus trabalhos para gringos dos Estados Unidos e Japão. Pacheco também coleciona alguns prêmios como Destaque em Arte Contemporânea e Pintura, do Jornal Horizonte; Prêmio em Pintura – Universidarte; Prêmio Nascentes Artes Plásticas.; Prêmio em Pintura. Salão de Governador Valadares/MG; Prêmio Criarte – Destaques das Artes Plásticas Mineiras. Ainda recebeu premiações no VII Concurso Anual de Artes Plásticas de Montes Claros/MG, no 2º Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado e no 1º Salão de Artes Plásticas da Aeronáutica.

Isaura Pena: Vive e trabalha em Belo Horizonte. Graduada em Desenho pela Escola de Belas Artes da UFMG. Professora de Desenho da Escola Guignard – UEMG. Realizou diversas exposições individuais em vários estados brasileiros. Tem participação importante em coletivas e salões de arte por todo o Brasil e no exterior, sendo premiada, entre outros no XIX Salão de Arte de Belo Horizonte em 1987, no VII Salão Nacional da Funarte no Rio de Janeiro em 1985 e em 1988, e no 45O Salão Paranaense, Curitiba, em 1988.

Leo Brizola: Cursou Artes Plásticas pela Escola Guignard/ Universidade do Estado de Minas Gerais (1981-1987); cursou Belas Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (1983-1985). Já realizou diversas exposições individuais e coletivas. No quesito premiação, recebeu Referência Especial no XX Salão Nacional de Arte, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, em 1998 e venceu o Prêmio Banco do Brasil, Universidade Federal de Minas Gerais, em 1987.

Luiz Henrique Vieira: O artista já participou de 29 Salões de arte, tendo sido premiado em 11 deles. Realizou diversas exposições individuais e coletivas nacionais e internacionais como na Galeria de Arte de La Editora Nacional, em Barcelona, na Espanha em versão solo. Expondo coletivamente, já esteve na "International Print Exhibit", em Taiwan, além de mostrar suas obras em países como Espanha e Canadá.

Marcelo Albuquerque: O artista tem graduação em Belas Artes. Bacharelado em Pintura, Escola de Belas Artes da UFMG e está fazendo uma especialização em História da Arte pela PUC-MG. Já participou de diversas exposições coletivas e individuais. Também foi premiado no projeto Arte no ônibus – 1º. Prêmio. Concurso promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, BHTRANS e Genial Projetos de Arte. Seu trabalho foi impresso e afixado no interior dos coletivos que circulam na região metropolitana de Belo Horizonte e foi premiado com a obra “Escola Estadual Leopoldo Miranda”, na Mostra do 34º. Festival de Inverno da UFMG em Diamantina.

Sebastião Miguel: Tem Graduação em Artes Plásticas e Especialização em Artes Plásticas. pela Universidade do Estado de Minas Gerais e concluiu Mestrado em Artes Visuais, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atua em diversas áreas como pintura, desenho, fotografia, novas mídias, Design Gráfico e Teoria da Arte. Realizou diversas exposições individuais e coletivas, o artistas já recebeu premiações como no Prêmio Dia do Aviador, do 1° Salão da Aeronáutica, em Belo Horizonte.

Músicos e VJs:

Aline Calixto: Carioca de nascimento, mas mineira de criação (onde vive desde os 7 anos), a cantora utiliza seus dotes de autodidata e influências de Ataulfo Alves, Clara Nunes e Geraldo Pereira, misturados a novos compositores, para trazer frescor e novidade ao samba. Seus shows incluem clássicos do samba, músicas próprias e obras de jovens compositores garimpados pelo interior de Minas Gerais em pesquisa realizada desde o início de 2007.

Andisturbed: Tendo como influência o Rap Dirty South e Underground, participa de eventos desde os anos 2000. Participou nessa época do grupo Fator-R, um dos principais grupos da primeira década do século XXI.

Black Sonora: A Black Sonora vem com a idéia clara de somar, experimentar e influenciar o meio. A força do som sai do meio artístico para o meio da rua, passando pelo soul, samba-funk, hip hop e outras ramificações da black music, sendo influenciada por Jorge Benjor, Jackson do Pandeiro, Marku Ribas, Tim Maia, Buena Vista Social Club. Com músicos dos mais diversos estilos e variadas influências culturais, já se apresentou em praticamente todos os espaços culturais da capital mineira.

Casa B: Grupo formado em 2005 por Enebeats, Gurila Mangani, GNZ, Ozléo, Mansur, Rato, DMS, Castilho e Memória de Peixe - dentre eles grafiteiros, skatistas, músicos, artistas plásticos e poetas. O projeto começou sem muitas pretensões comerciais, mas devido ao retorno quase que imediato do público, acabou se profissionalizando e organizando para se apresentar em shows da capital.


Cézar Machado: Produtor, compositor, multi-instrumentista e arranjador atua a 10 anos, tendo gravado em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2000 começou a produzir trilhas para curtas e peças de teatro em Belo horizonte. Atualmente produz a equipe de Graffiti RUPS 3: Arte de Rua e dirige um curta em andamento na cidade Santa Luzia sobre o dialogo da juventude da cidade.


Coletivo Dinamite : A proposta do Coletivo Dinamite é, ao mesmo tempo, simples e pretensiosa: reunir seres humanos em favor da música. O nome sugere um agrupamento coeso mas transitório, alguma espécie de formação temporária de elementos humanos e sonoros. Em outras palavras, a formação do coletivo talvez nunca estará totalmente fechada. Os integrantes se somarão ao grupo quando puderem, quiserem, enfim, quando a proposta os convier. Se tentássemos descrever o resultado "musical" desse encontro, talvez pudéssemos dizer que é uma banda de funk com urgência punk, improvisando como jazzistas mas fazendo uso dos elementos da música negra e, obviamente, do rap.


DejaVuh: O grupo DejaVuh surgiu em 1998, na zona oeste de Belo Horizonte (MG), trazendo uma poética sonora sintonizada com a linguagem do rap e outras influências sampleadas e distorcidas. Sua música combina rimas e batidas em busca de possíveis versões do que é visto e vivido no cotidiano, aproveitando fragmentos de encantos e desencantos dos submundos da cidade.

DJ AleX C: DJ e colecionador de discos de vinyl, atua na Original Cultura do hip hop desde 1992, trazendo uma bagagem de clássicos do hip hop, Funk'soul & Grooves. Já foi considerado pela crítica como um dos melhores DJs de hip hop de Belo Horizonte e atualmente é integrante da Funk-se!, festa de Black Music que acontece mensalmente onde só vale discotecar com discos de vinyl.

DJ Corisco: Uma fusão de ritmos, estilos e influências sonoras. É o que propõe o DJ Corisco. Há nove anos na estrada como músico é integrante do grupo de percussão Trovão das Minas, que apresenta uma releitura do Maracatu e da banda Rinoceronte Live Sytem, que viaja pelas infinitas possibilidades da música eletrônica.

DJ Edd: Edivânio José Silveira “DJ Edd”, natural de Mato Verde-MG, desde 1997 simpatizou e ingressou-se no hip hop. De lá pra cá vem trabalhando junto com os demais integrantes do Verdade Seja Dita (VSD) em vários projetos sociais e culturais, nos toca-discos com suas batidas, scracht e colagens, envolventes comanda o ritmo e a harmonia do (VSD).

DJ Fausto: “Começou a discotecar em 1993, quando abriu um sebo de discos, “Bolsa do Disco”. Desde então, discoteca nos principais eventos culturais da cidade e casas noturnas, onde foi residente do Movimento Balanço de 2001 a 2006, além de organizar uma noite dedicada aos discos de vinyl: “Vinylland”, sempre com convidados, a “Noite das Sete Polegadas”, onde discoteca com aqueles disquinhos antigos, os compactos; participa ativamente de várias festas na capital mineira. Seu som é marcado por forte influência de dub, samba soul, funk e hip hop underground.

DJ Spider: Ligado à Cultura hip hop desde 1998, Spider atuou primeiramente como grafiteiro e em pouco tempo passou a se dedicar exclusivamente à música. No ano seguinte ingressou para o grupo de rap DejaVuh, do qual continua fazendo parte. Seu trabalho como produtor teve início em 2001, em um estúdio improvisado em sua própria casa, junto a alguns poucos grupos de rap do lado oeste da cidade.

DJ Wly: Em 1998 Wally deu início a sua carreira de DJ em Belo Horizonte. Começou tocando hip hop e rock porém, em 2001, entrou de cabeça no mundo eletrônico incorporando em seu repertório breaks e principalmente drum'n'bass. Atualmente, dedica-se a fusão de diversos estilos. Seu novo set é recheado de antigas influências hip hop, miami e rock unidas aos clássicos e contemporâneos da música eletrônica.

DJ Yuga: Desde a infância aprendeu a gostar de musica com os discos de seu tio. A influência no estilo que toca também vem dessa época, quando escutava Roberto & Erasmo, Jackson do Pandeiro, João do Vale, Clara Nunes, Gilberto Gil, Jorge Ben, Tim Maia, Demônios da Garoa e Os Velhinhos Transviados. Atualmente o DJ dedica-se à banda Black Sonora que "faz uma espécie de funk com música cubana cheia de groove e suingue". Sempre antenado em "novidades" quanto "raridades", seu set mescla black music com grooves brazuca, côco de roda, maracatu, samba a gosto e uma pitada de música cubana, deixando a pista mais apimentada.

D’Luí: Começou a discotecar no projeto “Expansão Hip hop”, no ano 2000, quando cultura hip hop fervilhava em Belo Horizonte. Possui grande conhecimento musical e cultural dentro do hip hop; Rap; Charm e R&B. Conquistou ao longo destes quase oito anos muito respeito e admiração pelos adeptos e pessoas envolvidas diretamente no na cena local.

E²: A dupla formada por Hertz Bento (Eazy-CDA) e Edgar Bernardo (Ed Mun) pretende estabelecer uma visão crítica sobre algumas questões criticas da sociedade moderna. O E² chama a atenção para a importância do papel que cada cidadão, individualmente e/ou em grupo, tem na formação de uma sociedade.

Eletrotauro: Formado pelos músicos/artistas plásticos Sandro Medeiros, Wilton Vinicios e Poliana Reis é um SER (Sincretismo Eletro Regional) que junta: Samplers Science Eletro Bumba Baião, fazendo a conexão entre letras autorais toadas e muito mais. O universo da cultura popular Brasileira revisto nos desenhos sonoros criados por estes artistas.

Julgamento: Letras engajadas, com foco na valorização humana e explorando temas sócio políticos, somadas às batidas eletrônicas do hip hop e influências musicais diversas são as bases do Julgamento. Em atividade desde o final dos anos 90 o grupo funde mc's, dj's, bateria, baixo e guitarra para resultar em um trabalho consistente e de peso.

Júlia Ribas e DJ Renatito: Júlia Ribas e o DJ Renatito se reúnem para recriar músicas do cd Brasiliando da cantora e de outros artistas brasileiros fundindo mpb e música eletrônica. A mineira Júlia Ribas iniciou sua carreira musical em 1994 e com voz suave e poderosa e uma brasilidade a flor da pele a cantora vem ganhando espaço entre as revelações da MPB. Renato Lealy, também conhecido como DJ Renatito, é produtor musical e criador do LealSoundSystem. O DJ que já fez trabalhos com vários nomes da música mineira, elabora com seus synths e samplers, um som eletroacústico, com fortes influências vindas da Jamaica.

LealSoundSystem: Renato Lealy também conhecido como DJ Renatito, é produtor musical, coreógrafo e criador do sexteto LealSoundSystem, grupo que mistura música eletrônica com as vertentes do reggae e várias sonoridades world music.

Manolos Funk: A banda Manolos Funk, desde 2004, mistura elementos do rock, jazz e funk para mostrar uma forma diferente de fazer música pop. O quarteto atrela diversos tipos de sonoridade com letras em português, que fogem do lugar comum. Com uma temática urbana e muitas vezes metafórica do mundo cotidiano, os Manolos apresentam um trabalho autoral com sonoridade pulsante e letras muitas vezes teatrais.

MC Monge: Atua desde 2003 na cena Hip Hop como MC (Mestre de Cerimônia) e já apresentou diversos eventos de Hip Hop: Duelo de MC's, Ritmo e Poesia, Batendo de Frente (Juiz de Fora), Ritmo e Poesia -1º Concurso de Rap de Juiz de Fora, entre outros. Apresentou também a 5ª Mostra BH Arte Cidadania, realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte. Monge é integrante dos grupos de Rap Saga Contínua..., 1ª Dinastia e Duo, e dos grupos culturais Família de Rua, Conspiração Subterrânea Crew e Jotaefe Crew.

Negras Ativas: Negras Ativas é um grupo de mulheres jovens que com estilo ousado e irreverente misturam arte e atitude nas periferias de grande BH. O grupo de RAP Negras Ativas existe desde 2003 e é atualmente formado por Vanessa Beco, Larissa Borges e Lauana Chantal e Tainara Lira. As jovens engajadas no movimento negro e feminista fazem do rap ferramenta de sensibilização da sociedade e superação das opressões. Com letras sobre questões do cotidiano suas músicas são embaladas por uma irresistível levada afro mineira, com influências do samba congado e reggae black music.

Nospegaefaz: Formado em 2005 pelos irmãos THL (Ramon) e Rude, do grupo Sem Meia Verdade, o Nospegaefaz tem como objetivo unificar e fortalecer a cena hip hop local. Com integrantes de 6 grupos de diferentes cantos da capital, o coletivo abre espaço para cada um mostrar seu trabalho independente da vertente que participa.

Quarteirão do Soul: O Quarteirão do Soul acontece desde 2004, em todas as tardes de sábado no quarteirão da Rua Goitacazes entre São Paulo e Curitiba, no centro de Belo Horizonte. Ele surgiu como uma forma de se reencontrarem os amigos que freqüentavam os chamados bailes black no centro da cidade nos anos 70 e que, com o passar dos anos, foram sendo expurgados para a periferia da cidade. Tal manifestação constitui uma forma de resistência, pois os participantes do Quarteirão do Soul se apropriaram do local mesmo sem o aval da Prefeitura e também caracteriza-se pela afirmação da identidade de seus participantes, que se espelham no discurso de igualdade pregado pelo movimento soul representado principalmente pela figura do cantor James Brown, ícone presente em estampas de várias camisetas, que tem seus passos e vestimentas copiados e celebrados por todos os freqüentadores do espaço.

Renegado: Renegado, nascido no Alto Vera Cruz (BH), faz uma mistura de rap com ritmos brasileiros e latino-americanos conseguindo unir a temática do rap feito na periferia e a poesia e o verso da música popular brasileira. Na ativa no meio musical e em movimentos sociais, desde os 13 anos, Renegado está lançando seu primeiro disco solo, "Do Oiapoque a Nova York", produzido por Ganjaman, que já trabalhou com Racionais, Planet Hemp, Otto, Sabotage entre outros.

Retrato Radical: Com quase duas décadas de história, o grupo é um dos mais representativos nomes do Rap produzido em Minas Gerais. Seis anos após a publicação de “O barril explodiu”, de 2002, o grupo vindo da Vila Embaúbas já está em seu terceiro disco, o “Homem Bomba” sempre mostrando seu olhar critico sobre a organização social brasileira – caracterizada pela desigualdade.

Titios do Samba: Fundado no início de 2008, os “Titios do Samba” trabalham com a vertente do samba de raiz, reunindo o resgate de antigos sambas consagrados e composições próprias. Influenciado por grandes artistas do gênero, a banda apresenta em seu repertório releituras de grandes mestres como: Geraldo Pereira, Ataulfo Alves, Paulinho da Viola, Monarco, Originais do Samba, Martinho da Vila, Adoniran Barbosa, Agepe e Cartola, além da alegria e do balanço de composições próprias.

U-Gueto: Filho do músico Domingos do Cavaco, cresceu em um berço musical recheado de muito Samba e MPB. Ligado a movimentos sociais, o músico busca valorizar e difundir a cultura afro-brasileira. É compositor e arranjador de suas próprias músicas que abordam temas como realidade da juventude, periferia e amor. U-Gueto traz influências do samba rock, do funk e da Black music e suas letras estimulam e conscientizam a sociedade.

VJ Natan: Mineiro de Contagem, o design gráfico e vj Natan possuí um trabalho composto da junção de pesquisas independentes e aptidão natural. Componentes orgânicos, fotografias e fragmentos digitais manipulados através de elementos de linguagem binária consolidam a essência de seus projetos virtuais/performáticos. Abusando das possibilidades do advento da tecnologia móbile, sua proposta artística tem como característica a (re)criação de “novas composições” a partir da captação de fragmentos (amostras) visuais, com o intuito de atribuir uma nova (re)forma e significado, que consequentemente provoque reflexões.


1ª BIENAL INTERNACIONAL DE GRAFITE DE BELO HORIZONTE
30 DE AGOSTO A 7 DE SETEMBRO
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: 09H00 ÀS 24H00
SERRARIA SOUZA PINTO
AV. ASSIS CHATEAUBRIAND, 809, FLORESTA
ENTRADA FRANCA
WWW.BIGBH.COM.BR

quarta-feira, 9 de julho de 2008

ESPETÁCULO INÉDITO EM HOMENAGEM A CLARA NUNES INTEGRA PROGRAMAÇÃO DO 21° INVERNO CULTURAL DA UFSJ

Adyr Assumpção está à frente da peça “Clara Estrela”, pensada especialmente para o Inverno Cultral. No elenco, Maurício Tizumba, Rita Medeiros e alunos da UFSJ contam a história de vida de Clara Nunes em forma de musical
Em todas edições do Inverno Cultural, uma das grandes vedetes é a programação teatral. “São João del-Rei adora teatro, as apresentações sempre estão lotadas durante o Inverno Cultural”, comenta Ana Dias, uma das coordenadoras da área de artes cênicas. Pensando nisso, a coordenação geral pensou em unir o gosto local pelo teatro com a importância de Clara Nunes na cultura nacional e chegaram à conclusão de que era necessário apresentar algo novo que unisse os dois segmentos. Não foi difícil chegar ao nome de Adyr Assumpção.
Mestre em artes cênicas, figura histórica e ativa no cenário teatral de Minas, Assumpção topou a empreitada e escreveu um musical especialmente para o Inverno Cultural de São João del-Rei, intitulado “Clara Estr
ela”. “Trata-se de uma biografia musical”, adianta o autor e diretor da peça. “São João tem uma tradição no teatro musical que precisa ser recuperada. Antes, havia aqui um estilo próprio de encenação”, acrescenta ele. A principal preocupação de Assumpção foi retratar a música brasileira utilizando as canções que ficaram conhecidas na voz de Clara Nunes. A amplitude do repertório da cantora - conhecida também por entoar canções que representassem vários segmentos da música brasileira – aliada a variedade de compositores com os quais trabalhava fizeram com que a cantora ocupasse espaço incomum na música brasileira. Poucas cantoras gravaram tantas músicas de autores tão variados como Clara Nunes. A peça começa com uma louvação à morte da artista e segue numa espécie de túnel do tempo. No final, um ritual de folia de reis, manifestação popular que Clara Nunes gostava muito. “Não há limite entre o erudito e o popular e quem for assistir a peça terá uma visão musical amplificada”, explica Adyr Assumpção.
A responsabilidade de contar essa história musical ficou a cargo de Rita Medeiros e Maurício Tizumba. Ela, cantora profissional há 18 anos, gostava das músicas da Clara Nunes, mas quando foi convidada para participar do projeto, se encantou profundamente. “Percebi que a obra de Clara Nunes tinha uma força e que seu repertório era muito rico”, conclui a cantora. Cantora profissional, Rita Medeiros se apresenta em Belo Horizonte há 18 anos . Ele, cantor, compositor e instrumentista dos mais presentes na cena mineira, tem uma forte ligação com a afro-brasilidade. Oportuno, já que na composição do espetáculo estão presentes elementos rítmicos de influência africana. Juntos, Maurício Tizumba e Rita Medeiros vão narrar a história da música brasileira em forma de musical, usando a obra e vida de Clara Nunes como fio condutor. O amplo repertório de Clara Nunes permitiu ao espetáculo transitar de forma plena entre a mpb e canto lírico. Durante a peça, vários tipos de canções serão abordados. O espetáculo será encenado no portentoso Teatro Municipal, com capacidade para 480 lugares, nos dias 18, 19 e 20 de Julho, às 20 horas. Oportunidade única para entrar numa viagem no tempo e lembrar de grandes sucessos da música brasileira. Como a grande característica do Inverno Cultural é a preocupação com as atividades de extensão acadêmica, alunos do curso de música da universidade participaram de uma seleção e 14 deles foram escolhidos para integrar o elenco da peça, distribuídos em vozes, cordas, sopro e percussão. A direção musical é de Thaís Guimarães, professora do departamento de música da UFSJ.




DORINA FAZ SHOW EM HOMENAGEM A CLARA NUNES NO 21º INVERNO CULTURAL DA UFSJ

Sambista carioca, cujo trabalho tem sido muito aplaudido, reverencia a cantora em espetáculo preparado especialmente para o evento, que acontece entre 12 e 26 de julho

Toda a programação do 21° Inverno Cultural está com os olhos voltados para a homenageada do ano, a cantora mineira Clara Nunes. Um dos principais eventos que seguem essa linha de tributo é o show que a sambista carioca Dorina vai fazer no dia 24 de julho, às 22h, no Espaço Cultural Inverno Reciclo (tenda). Reconhecida como um dos principais nomes da nova leva de sambistas que emerge no cenário cultural brasileiro, Dorina chega a São João del-Rei com um roteiro especial que relembra os principais momentos da carreira de Clara. Sob direção de Túlio Feliciano – que já dirigiu shows de outros bambas, como Zeca Pagodinho e Beth Carvalho, além ser grande admirador do trabalho de Clara –, o show vai trazer ao público sucessos eternizados na voz de Clara – entre eles “Morena de Angola”, “Canto das Três Raças” e “A Deusa dos Orixás”.

A convocação de Dorina para participar do festival vai muito além de ser ela uma diva do samba, assim como Clara Nunes. Críticos e personalidades do gênero, como Sérgio Cabral e Dona Ivone Lara, costumam afirmar que as duas cantoras dialogam em muitos sentidos: potência vocal, temáticas abordadas nas canções que interpretam, a evocação de uma brasilidade miscigenada. “Nós duas somos portelenses, cantamos samba...”, brinca Dorina, sobre as semelhanças com Clara Nunes. Mas ela reconhece: “Eu acho que as pessoas identificam pontos em comum em nós duas porque se tem uma coisa na Clara que eu admiro é a luta dela para mostrar esse Brasil mestiço em que vivemos, essa
nossa identidade cultural que é só nossa e que admite tudo: todas as raças, todas as cores, todos os ritmos, todas as formas. Essa característica da Clara é algo que realmente me influenciou e que eu perpetuo e quero levar comigo sempre”, explica Dorina, que também se confessa fã de Clara Nunes.

DORINA
Com cinco CDs independentes, lançados a partir de 1996, Dorina tem sido aplaudida por nomes de peso do samba, entre eles Carlinhos 7 Cordas e Zeca Pagodinho. Por seu primeiro disco “Eu Canto Samba”, levou o Prêmio Sharp-Cantora Revelação/96 de samba. Em 2004, lançou o álbum “Sambas de Almir”, em homenagem ao compositor Almir Guineto, e foi indicada ao Prêmio Tim na categoria Melhor Cantora de Samba. Radialista, atualmente está na rádio Nacional comandando o programa “Ponto do Samba”. Seu quinto cd, chama-se o “O Violão e o Samba". Dorina está na internet: www.dorinasamba.com.br e www.myspace.com/dorinasamba.
foto: Rucardo Paiva Casaes

21° INVERNO CULTURAL DA UFSJ HOMENAGEIA CULTURA BRASILEIRA ATRAVÉS DA MUSICALIDADE DE CLARA NUNES

O evento, que acontece entre 12 e 26 de julho, pretende discutir a miscigenação
cultural do País tendo a cantora como ponto de partida e, para isso,
conta com eventos especiais em sete áreas do conhecimento

O Inverno Cultural, programa de extensão universitária realizado pela Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ), tem por prática, desde o ano de 2005, homenagear personalidades, obras e instituições que tenham contribuído significativamente para a cultura do país. A 21ª edição do festival, que acontece entre os dias 12 e 26 de julho, não foge à regra. Neste ano, a grande homenageada do festival é a cantora mineira Clara Nunes, que se destacou na música popular brasileira pela fusão dos gêneros tipicamente brasileiros com ritmos e ícones culturais de matriz africana, e, claro, pela voz e pela performance.
Homenagear Clara Nunes é uma idéia que já vinha sendo acalentada há algum tempo pela UFSJ. “Inicialmente, faríamos essa homenagem no ano passado, mas deixamos para 2008 pelo fato de, em 2007, São João del-Rei ter sido eleita a Capital Brasileira da Cultura e o festival não poderia deixar esse fato passar”, conta o professor Alberto Ferreira da Rocha Júnior, pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários e coordenador do evento.
A escolha de Clara como homenageada surgiu a partir do projeto de extensão da professora Silvia Maria Jardim Brügger, que vem pesquisando a obra da cantora há muitos anos, sob um viés histórico-cultural. “Clara Nunes tinha uma personalidade que reflete esse Brasil miscigenado no qual vivemos, ela representa a diversidade da nossa cultura ao misturar ritmos distintos, múltiplas religiões nas canções que cantava e também na imagem que apresentava. A figura dela, portanto, é uma janela para discutir uma série de questões da nossa sociedade e da época em que ela viveu”, analisa a professora Silvia Brügger, que, por todo o seu estudo acerca da importância icônica da cantora, é a coordenadora de Homenagem do 21° Inverno Cultural.
Para discutir esse “Brasil Mestiço”, nas palavras de Silvia Brügger, diversos eventos especiais foram preparados dentro de cada uma das áreas de conhecimento abordadas pelo Inverno Cultural. “Teremos apresentações de jongo, de folias de reis, discussões relativas à questão das religiões afro-brasileiras, uma peça teatral elaborada especialmente para a ocasião, intitulada ‘Clara Estrela’, com direção de Adyr Assumpção”, adianta a coordenadora. No campo das artes plásticas, destaque para a exposição do acervo de Clara Nunes. “São vestidos, adereços, objetos pessoais de Clara que foram cedidos pela irmã dela, dona Mariquita, e que vão ser agrupados nessa grande mostra, sob curadoria da artista plástica Liliane Dardot”, acrescenta Silvia. Outro evento especial é o show da sambista carioca Dorina, cuja obra dialoga em estilo e em temática com Clara Nunes. “Dorina vem com um show de homenagem à Clara e eu identifico nas duas uma marca de interpretação em comum”, avalia a coordenadora.
A seguir, ensaio da professora Silvia Brügger que contextualiza a vida e a obra de Clara Nunes sob uma perspectiva histórico-cultural, localizando a importância da homenagem feita pelo 21° Inverno Cultural da UFSJ.

CLARA NUNES – TRIBUTO A UM BRASIL MESTIÇO

Clara Nunes, ou melhor, Clara Francisca nasceu em 12 de agosto de 1942, em Cedro, distrito de Paraopeba, hoje, Caetanópolis, em Minas Gerais. Era a caçula entre sete irmãos. Seu pai, um violeiro, conhecido como Mané Serrador, exercia papel cultural importante na comunidade, sobretudo na organização da folia de reis. No ano de 1944, ficou órfã de pai e pouco depois de mãe, sendo criada por seus irmãos mais velhos, em especial, Maria Gonçalves da Silva e José Pereira Gonçalves. A partir dos dez anos de idade, ganhou alguns concursos de calouros em sua terra natal. Aos 14 anos, começou a trabalhar como tecelã, profissão que continuou a exercer quando se mudou para Belo Horizonte, em 1958. Nas quermesses do bairro onde morava na capital mineira, seu canto chamou a atenção do violonista Jadir Ambrósio, que se tornou uma espécie de seu primeiro “empresário”, passando a abrir-lhe espaços, principalmente, em programas de rádio.

A partir de 1960, quando venceu a fase mineira do concurso “A Voz de Ouro ABC”, adquiriu projeção nas Gerais, assinando contrato com a Rádio Inconfidência, trabalhando em boates e chegando a ter, em 1963, um programa próprio na TV Itacolomy. Em 1965, Clara foi contratada pela Gravadora Odeon, o que a levou a se mudar para o Rio de Janeiro. “A Voz Adorável de Clara Nunes”, seu primeiro disco, foi lançado em 1966, dedicado principalmente a boleros.

Em 1968, gravou “Você passa, eu acho graça”, música de AtaulFo Alves e Carlos Imperial, que deu título ao seu segundo disco e marcou sua presença no samba. No entanto, ainda assim, sua carreira não atingiu maior destaque. O sucesso só chegou de fato a partir de 1971, quando, a convite da gravadora, passou a produzi-la o radialista Adelzon Alves. De formação socialista e apresentador de um programa na Rádio Globo, “O Amigo da Madrugada”, dedicado, principalmente, ao samba, ele condicionou a aceitação da proposta à total liberdade para dirigir a carreira de Clara. A partir daí, passou a conferir um real direcionamento, uma linha de atuação para a cantora. Não bastava, para ele, que ela gravasse sambas. Era preciso que construísse uma imagem de cantora ligada às raízes da cultura brasileira. Assim, não apenas ela passa a gravar músicas de diferentes gêneros dessa tradição, como sambas, frevos, forrós e jongos, mas sua forma de interpretação vai se modificando - se aproximando de um canto mais popular - e os arranjos também sofrem alterações, incorporando cada vez mais instrumentos de percussão. Adelzon produz seus discos de 1971, 1972, 1973 e 1974. O Lp “Claridade”, de 1975, que quebrou a marca de 500 mil cópias vendidas, foi produzido pelo violonista Hélio Delmiro, que trabalhara com Clara e Adelzon nos discos anteriores. Neste mesmo ano, Clara se casou com o poeta e compositor Paulo César Pinheiro, que passou, a partir de 1976, a produzir seus discos. A marca fundamental de sua carreira estava construída: a relação com os gêneros populares e a busca de ser uma “cantora popular brasileira”.

A construção dessa carreira, no entanto, não se deu como algo externo, incorporado pela artista. Pelo contrário, essa proposta casava-se com sua vida. Vida de menina, no interior das Gerais, em pleno contato com as “forças da natureza” e com os folguedos populares. Vida de operária de fábrica, em sua cidade natal e em Belo Horizonte. Vida de amante das festas populares, fossem as quermesses do bairro da Renascença, o carnaval de BH - do qual foi Rainha em 1964 - ou a festa de Momo carioca, na qual brilhava com sua “Portela na Avenida”. Vida de pessoa profundamente religiosa, criada em família de tradição católica, convertida ao Kardecismo e que se orgulhava de fazer parte do povo de santo, fosse na umbanda ou no candomblé. Vida que perpassava o que cantava e como o fazia. Sua performance não era apenas vocal, associava-se a uma forma de vestir-se e de comportar-se no palco e na vida, no meio artístico ou no universo popular que nunca deixou de freqüentar, na Portela, na Serrinha, em Caetanópolis ou em Angola.

Nessa afirmação do popular, Clara identificou-se sobremaneira com o universo afro-brasileiro. Ao entoar “Ê Baiana”, em 1971, evocou a Bahia e suas negras de tabuleiro como símbolos da nacionalidade, afirmando, no mesmo LP, sua vinculação com o continente africano em “Misticismo da África ao Brasil”. Vestiu-se de branco e usou as guias de seus “orixás de fé”, contribuindo para construir uma imagem positiva das religiões afro-brasileiras. Progressivamente, abandonou as perucas do início da carreira e não só assumiu seu cabelo crespo, como procurou deixá-lo cada vez mais “negro”, inclusive com o uso de apliques para aumentar seu volume.

Mas, a negritude em Clara é mestiça, como explicitou no título de seu LP de 1980, “Brasil Mestiço”, ou no show dele decorrente “Clara Mestiça”, de 1981. Afirmar um “Brasil Mestiço”, para ela, não significava negar sua negritude. Pelo contrário, a mestiçagem em sua obra reafirma as diferenças identitárias, mas não as concebe como pólos antagônicos ou estanques. Percebe-as em diálogos e confrontos constantes. Em sua carreira e obra, não apresenta uma idéia de síntese cultural do Brasil. O samba não sintetiza a música brasileira. Por isso, Clara apesar de toda sua vinculação com o gênero, não queria ser rotulada como sambista, preferia a caracterização de “cantora popular brasileira”. Cantar os diferentes gêneros musicais brasileiros era uma forma de afirmar que a mestiçagem não subsumia a diversidade e que esta não poderia ser resumida em um único “gênero nacional”.

Clara gravava compositores populares, tanto oriundos das camadas excluídas socialmente quanto de classe média. Cantava Capiba, Baianinho, Carlos Cachaça, Xangô da Mangueira, Candeia, Caymmi, Romildo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Paulo César Pinheiro, entre tantos outros, porque sentia em todos eles elementos da brasilidade que pretendia divulgar. Entoava o amor e os orixás, mas também falava das dificuldades e da exclusão social.

Depois de assistir a celebração das cem exibições do show “Clara Mestiça”, apresentado pela cantora em 1981, no seu próprio teatro, no Rio de Janeiro, Antônio Callado, em artigo intitulado “Brasil de Isabel a Clara”, afirmou: “o espetáculo de Clara Nunes (...) vale muitos livros e muita reflexão sobre este Brasil que ficou longe dos olhos” dos governantes, um Brasil popular e mestiço. A afirmação pode ser expandida para o conjunto da obra da intérprete. E é abraçando a sugestão de Callado que, ao se completarem 25 anos da partida de Clara para o Orum, o Inverno Cultural da UFSJ a homenageia, prestando tributo a um “Brasil Mestiço”.

Profa. Silvia Maria Jardim Brügger
Coordenadora de Homenagem do 21º Inverno Cultural

21º INVERNO CULTURAL DA UFSJ ANUNCIA PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Durante 15 dias, festival leva à São João Del-Rei atrações diversificadas e que buscam explorar as múltiplas possibilidades da cultura brasileira

Multiplicidade é a palavra de ordem do 21º Inverno Cultural da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ), que acontece de 12 a 26 de julho na cidade histórica de Minas Gerais. Um dos mais tradicionais eventos culturais do Estado, o festival terá programação ampla e diversificada, que passa pela música, pela literatura, pelas artes plásticas e visuais, pelo cinema, pela educação e pela cidadania. Tudo isso tendo como guia a cantora Clara Nunes, eleita a homenageada da edição 2008 do festival. Por meio da figura de Clara – uma síntese do Brasil mestiço –, o Inverno Cultural pretende discutir a miscigenação de raças, cores, credos, crenças que faz do brasileiro um povo com identidade única e bastante peculiar.
Assim, o Inverno Cultural terá espetáculos para todos os gostos. Na música, seis grandes shows: Maria Rita, Demônios da Garoa e Velha Guarda da Portela, que dialogam com o universo sambista de Clara Nunes, e, para a ala jovem, NX Zero, Toni Garrido e Biquini Cavadão – este último, se apresentará na cidade de Barroso, para onde o festival da UFSJ também se estende. Um outro show foi preparado exclusivamente para o Inverno Cultural: trata-se de um espetáculo musical capitaneado pela sambista carioca Dorina, que, segundo o crítico Sérgio Cabral (que, inclusive, estará em São João para um debate com o público) e a cantora Dona Ivone Lara, tem muitas semelhança com Clara: potência vocal, temáticas abordadas nas canções que interpretam, a evocação de uma brasilidade miscigenada. Sob direção de Túlio Feliciano, o show vai apresentar ao público os sucessos das várias fases da carreira de Clara, reinterpretados por Dorina. Durante o evento haverá, ainda, o Festival Pop & Rock, que abre espaço para que jovens bandas, previamente selecionadas, mostrem seu talento.
Nas artes cênicas, destaque para a peça “Clara Estrela”, escrita e dirigida pelo dramaturgo Adyr Assumpção, que também foi preparada especialmente para ser apresentada no 21º Inverno Cultural da UFSJ. Concebido para ser um espetáculo cênico-musical, “Clara Estrela” não é apenas uma biografia da cantora. É, segundo Assumpção, uma viagem pela história da música popular brasileira. Outra atração teatral que promete é a montagem “Pequenos Milagres”, do grupo Galpão. Nas artes visuais e plásticas, outro evento pensado exclusivamente para homenagear Clara em São João de-Rei é a exposição “O Brasil Mestiço de Clara Nunes”, que vai reunir no Solar da Baronesa, atual Centro Cultural da UFSJ, adereços, vestidos, sapatos, cartas e demais objetos pessoais da cantora, que foram cedidos pela irmã dela, dona Mariquita, e que serão organizados de uma maneira que, segundo a curadora, a artista plástica Liliane Dardot, vai surpreender os visitantes. O público ainda vai ter acesso a diversos lançamentos literários – entre eles “O Canto Mestiço de Clara Nunes”, da professora Silvia Brugger, que, inclusive, motivou a homenagem à cantora –, mostra de cinema – uma edição especial do Imagem dos Povos sobre o cinema independente da China, além de diversos espetáculos e exposições na rua e no Espaço Cultural Inverno Reciclo, tenda que será montada na área central de São João Del-Rei.
A abertura do Inverno Cultural, no dia 12, fica a cargo do bloco Loucos Varridos, que vai comandar um cortejo pelas ruas da cidade, desde o Largo da Igreja de São Francisco até o Espaço Cultural Inverno Reciclo, onde, depois, acontecerão queima de fogos e show com a sambista Dóris, de Belo Horizonte.

OFICINAS

Apesar da farta programação cultural, as grandes preocupações do Inverno Cultural são a extensão universitária e a aproximação da universidade com a sociedade como um todo. Por isso, as oficinas em sete áreas do conhecimento música, literatura, artes plásticas e visuais, cinema, educação e especiais procuram abranger temas e questões de interesse geral e que, na maioria dos, contribuem para o desenvolvimento sócio-cultural dos participantes. Ao todo, são 70 oficinas que vão desde as danças populares brasileiras, o jogo teatral, a cultura afro-brasileira até o aproveitamento de materiais recicláveis para fazer arte. Esta última oficina, ministrada por professores da Asmare em parceria com a Associação de Catadores de São João Del-Rei (Ascas), vai resultar, ainda, nos adereços que decoram os palcos e tendas do Inverno Cultural.
A seguir, programação completa de eventos culturais. As oficinas estão detalhadas no Guia de Oficinas anexo.

PROGRAMAÇÃO

Sábado 12 de julho

15h – Quinteto Villa Lobos – (sopros) Ensaio Aberto
Luiz Carlos Justi (oboé)
Paulo Sérgio Santos (clarinete)
Philip Doyle (trompa)
Aloísio Fagerland (fagote)
Sérgio Barrenechea (flauta)
Local: Anfiteatro do Campus Santo Antônio

16h – Pedro e o Lobo - Teatro Diadokai (RJ)
Espetáculo teatral infanto-juvenil
Um conto musical escrito pelo compositor russo Sergei Prokofiev, que alterna música e narração. Interpretado por Priscilla Duarte, atriz do Teatro Diadokai, especialista em teatro-dança tradicional indiano.
Local: Teatro Municipal

Abertura oficial do Inverno Cultural
17:30h – Concentração no Largo da Igreja de São Francisco;
18h – Início da passeata Loucos Varridos, pó da terra, com bonecos gigantes, mascarados, batuques, bandas de música da cidade de Oliveira e da comunidade de São João Del-Rei.
Trajeto: pelo centro da cidade de São João del-Rei, passando pela Ponte da Cadeia, terminando no Espaço Cultural Inverno Reciclo;
19:30h – Queima de fogos;
20h – Show com Cordas de Aço

20h – Violino solo com Ole Böhn
Local: Teatro do Campus Santo Antônio

22h – Show – Demônios da Garoa
Local: Estacionamento do Ginásio do Campus Santo Antônio

Domingo 13 de julho

17h – De Banda Pra Lua – Grupo de Teatro Armatrux (BH)
teatro infanto-juvenil
Direção: Ana Cristina Dias - Coreógrafo: Eid Ribeiro
O mais recente espetáculo do grupo que através de diversos recursos (teatro de animação, teatro de sombras, atores e bonecos gigantes) narra as aventuras de dois irmãos que moram na roça.
Local: Teatro Municipal

18h - Orquestra de Câmara de Ouro Branco
Regência: maestro Charles Roussin
Árias de Ópera de Handel
Solistas: Fabíola Protzner (soprano) e Thiago Roussin (baixo-barítono)
Local: Igreja de São Gonçalo

19h - Abertura da Exposição Brasil Mestiço de Clara Nunes
Uma leitura poética da obra da cantora, através de seu acervo pessoal.
Curadora: Liliane Dardot (artista plástica)
Consultora: Professora Sílvia Maria Jardim Brugger (UFSJ)
Visitação: de 14 de julho a 13 de agosto de 8 às 20h
Local: Centro Cultural da UFSJ

20h – Quinteto Villa-Lobos (sopros)
Luiz Carlos Justi (oboé)
Paulo Sérgio Santos (clarinete)
Philip Doyle (trompa)
Aloysio Fagerland (fagote)
Sérgio Barrenechea (flauta)
Local: Igreja de São Francisco de Assis

20h - Exibição de documentário
Jongos, Calangos e Folia - Música negra, memória e poesia.
Duração: 45 minutos
Documentário realizado pelas professoras da UFF - Hebe Mattos e Martha Abreu
Local: Praça de Sant’Ana, em Barroso


21h – Festival de Música Pop&Rock da UFSJ
Abertura: Maria Pretinha - BH (funk soul)
Principal: Black Sonora – BH (black soul)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

Segunda-feira 14 de julho

19h – Abertura da Exposição Cada olhar, uma Cidade do fotógrafo André Fossati
Esta exposição revela detalhes de Belo Horizonte e oferece um passeio contemplativo pela capital mineira.
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

20h – Quinteto Villa-Lobos (sopros)
Luiz Carlos Justi (oboé)
Paulo Sérgio Santos (clarinete)
Philip Doyle (trompa)
Aloysio Fagerland (fagote)
Sérgio Barrenechea (flauta)
Local: Teatro Municipal

20:30h – Lendas Sanjoanenses - By Night Tour
Passeio turístico-teatral
Local: Início – na Igreja de São Francisco de Assis
Término – no Cemitério da Igreja de Nossa Senhora do Carmo

21h – Festival de Música Pop&Rock da UFSJ
Abertura: Grupo Teto Preto – Itapecerica (rock)
Principal: Private Dancers– RJ (eletropower-rock)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

De 14 a 18 de julho
Uma viagem pelo Céu – Observatório do Valongo UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro – Coordenador: Prof. Rundsthein Vasques de Nader.
Exibição das constelações que povoam o firmamento.
Sessões de 30 minutos – de 10 às 13h e de 15 às 17h
Público máximo de 30 pessoas(crianças e adultos) por sessão
Local: CESC - Centro Social e Cultural do 11º BIMth

Terça-feira 15 de julho

18:30h - Lançamento de Livros
Livro: Tectônicas (poesia)
Autora: Solange Cassoti - Editora: Bem-te-vi (Rio de Janeiro)

Livro: Fresta por onde olhar (poesias)
Autora: Ana Elisa Ribeiro
Editora InterDitado (BH)

Livro: Renato Russo e Cazuza: a poética da travessia
rock e poesia nos anos 80 (ensaio)
Autor: José Roberto Silveira - Editora: Malta Editores ( São João del-Rei )

Revista de Literatura da Barkaça – Difusão da poesia Contemporânea de Minas Gerais (Divinópolis)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

19h – Quem Quer Comprar? – Centro de Investigação Artística - CIA (RJ)
performance teatral que traz para as ruas da cidade uma caixa cênica, criando uma interação com os passantes e espectadores.
Local: Largo da Igreja de São Francisco de Assis

20h – Aula Show – Regina Machado (MPB)
Participação especial de Ítalo Perón (violão)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

21h – Óidipous, filho de Laios – Companhia Inconsciente em Cena (RJ)
Espetáculo teatral adulto. Transcriação de Édipo Rei, tragédia de Sófocles que revela os elementos determinantes do caráter humano.
Direção: Antônio Quinet
Classificação etária: 16 anos
Local: Teatro Municipal

22h – Festival de Música Pop&Rock da UFSJ
Abertura: Banda Gotta - BH (pop rock)
Principal: Ímpar – Santa Luzia (power pop rock)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

Quarta-feira 16 de julho

18h - Procissão de Nossa Senhora do Carmo
Início da procissão: na Igreja de Nossa Senhora do Carmo.
Percurso: pelo centro histórico.
Chegada da procissão: na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, com Canto do Te Deum Laudamus pela Orquestra Ribeiro Bastos – Regência Maria Stella Neves Valle

19h – Mostra da videodança – Cedro
Direção de Alexandre Pires e coreografia de Raquel Pires
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

19:30h – Abertura da exposição – Ousadia das Tramas
artista plástico Valdir Gonçalves de Souza
Local: Saguão da sede do Athletic Clube
Visitação: até dia 25 de julho

20h – Encontro com a Cultura: Clara Nunes: uma trajetória de sucesso
palestra com Sérgio Cabral (jornalista, crítico e pesquisador da música popular brasileira)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

21:30h - Girakamdombe - Cia de Dança Contemporânea da UFRJ
Direção e coreografia de Tatiana Damasceno
Espetáculo que cria diálogos entre o universo mítico afro-brasileiro e o contexto cotidiano.
Público alvo: adulto
Local: Teatro Municipal

Quinta-feira 17 de julho

16h – Famiglia Milan e Gran Circo Guaraná com Rolha – Circo Nosostros (SP)
Espetáculo circense de época, com esquetes cômicas resgatadas do circo antigo, interpretados por Marcelo Milan e Sandra Saraiva Milan.
Local: Largo Tamandaré (em frente ao Museu Regional)

18h - Abertura da Exposição Intimidade da fotógrafa Kryca Pujol
Ensaio fotográfico realizado no interior de um quarto solitário, com recursos mínimos, sendo a fotógrafa a própria modelo do ensaio.
Local: Espaço Calêndula

19h – Palestra Problemáticas auditivas, soluções visuais
com Yoshio Maurício (Japa!)
Esta palestra explora a imagem como suporte do áudio.
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

20h – Flauta e Cravo com Antônio Carlos Guimarães e Felipe Silvestre
Local: Teatro do Campus Santo Antônio

22h – Trio Amaranto (música popular brasileira)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

Sexta-feira 18 de julho

18h – Lançamento de Livro e Premiação dos vencedores
Livro: 8º Concurso de Poesias da UFSJ
Organizador: Mauro Nuno dos Reis

Poesia da língua: poesias póstumas de Lidiane Carolina de Freitas
Organizadora: Adelaine LaGuardia
Malta Editores (SJDR)
Local: Anfiteatro do Campus Santo Antônio

18:30h – Concerto de encerramento das oficinas de Música
Local: Teatro do Campus Santo Antônio

19h – Mostra de vídeo: Retalhos Digitais
duração: 25 minutos - direção: Rodrigo Maia e Luiz Gustavo Costa
Coletânea de vinhetas sobre São João del-Rei que relata personalidades, ruas, casas e curiosidades sobre a cidade.
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

20h – ONG Hip Hop Del Rei
Apresentação do grupo de street dance Ritmo em Rua
Shows com Guettow X, Atitude Moral, Ideologia de Paz, Elite Feminina e Unidade R
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

20h – Abertura da exposição Ser Sementes – artista plástica Márcia Guimarães
Local: Entre Atos Restaurante
Visitação: até o dia 25 de julho

20h – Estréia do musical Clara Estrela
Etnografia da música popular brasileira inspirada na vida e obra da cantora Clara Nunes, especialmente produzida para o 21º Inverno Cultural da UFSJ.
Adyr Assumpção (concepção e direção geral), Rita Gusmão (assistente de direção), Thaís dos Guimarães (direção musical), Doriedson Santana (arranjador e maestro), Maurício Tizumba (ator e cantor), Rita Medeiros (cantora), alunos do curso de música da UFSJ (vozes, cordas, sopro e percussão), Grupo Mucambo (percussão).
Local: Teatro Municipal

22h – Show – Samba Meu - Maria Rita
Local: Estacionamento do Ginásio do Campus Santo Antônio

Sábado 19 de julho

17h – Corpalavra: Recital de poesia com Chacal, Literatura em Cena (UFSJ) e alunos da oficina de Literatura.
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

18h – Aula-espetáculo - O segredo da Flor: uma reflexão sobre a arte do ator entre o oriente e o ocidente - Teatro Diadokai (RJ)
Realiza um mergulho na tradição de dois estilos de teatro-dança da Índia: Orissi e Kathakali, por Ricardo Gomes e Priscila Duarte.
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

20h – Clara Estrela – espetáculo musical
Etnografia da música popular brasileira inspirada na vida e obra da cantora Clara Nunes, especialmente produzida para o 21º Inverno Cultural da UFSJ.
Adyr Assumpção (concepção e direção geral), Rita Gusmão (assistente de direção), Thaís dos Guimarães (direção musical), Doriedson Santana (arranjador e maestro), Maurício Tizumba (ator e cantor), Rita Medeiros (cantora), alunos do curso de música da UFSJ (vozes, cordas, sopro e percussão), Grupo Mucambo (percussão)
Local: Teatro Municipal

21h – Helder Parente (concerto de música antiga)
Local: Capela da Santa Casa

Domingo 20 de julho

11h – Programa de rádio: Especial sobre Clara Nunes
Transmitido da Rádio São João Del-Rei AM - 970 KMZ
Participação: José Mário de Araújo(radialista da Rádio São João), Professora Sílvia Maria Jardim Brugger(consultora da homenagem à Clara Nunes no Inverno Cultural), Ricardo Parreiras (radialista da Rádio Inconfidência AM), Paulo Bastos (radialista da Rádio Inconfidência AM), Jadir Ambrósio (compositor) e Adelzon Alves (radialista da Rádio MEC).

16h – O Pastelão – Grupo Trama de Teatro (BH)
Teatro de rua baseado na linguagem do cinema mudo. Entre malabarismos, nuvens de farinha, ovos quebrados, lagrimas de cortar cebola e muito conflito, um casal tenta fazer um pastelão
Local: Matozinhos, rua lateral à direita da Igreja de Matozinhos

17h – Marionetes a Fio – Cia. de Inventos (Tiradentes)
Teatro de bonecos
Local: Praça da Estação, em Antônio Carlos

18h – Lançamento de Livros
Livro: Entre a solidariedade e a violência – valores, comportamentos e a lei em São João del-Rei, 1840-1860
Autora: Edna Maria Resende
Editora AnnaBlume – Pós-Graduação em História-UFMG - UNIPAC

Livro: Alma Penada (ficção)
Autor: Ibrahim Georges Taier
Local: Biblioteca Municipal Baptista Caetano D’Almeida

19h – Piano solo com Maria Teresa Madeira
Local: Teatro Municipal

20h – Pré-estréia do documentário - Recursos da Vida
Direção: Priscila Corrêia Fernandes (DCNAT UFSJ) e Rodrigo Maia Resende
Duração: 30 minutos
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

20h – Pedro e o Lobo - Teatro Diadokai (RJ)
Espetáculo teatral infanto-juvenil
Um conto musical escrito pelo compositor russo Sergei Prokofiev, que alterna música e narração. Interpretado por Priscilla Duarte, atriz do Teatro Diadokai, especialista em teatro-dança tradicional indiano.
Local: Salão da FAPI - Escola Est. Francisco Antônio Pires, em Barroso

20h – Duo, Amor em Cena – PC e Edna Cia de Dança (SJDR)
Espetáculo de Dança de Salão
O propósito do espetáculo é mostrar a força do amor no ritmo da dança e na sutileza dos movimentos.
Local: Praça da Matriz, palco principal, em Campos Gerais

20h – Show – NX Zero
Local: Estacionamento do Ginásio do Campus Santo Antônio

21h – Clara Estrela – espetáculo musical
Etnografia da música popular brasileira inspirada na vida e obra da cantora Clara Nunes, especialmente produzida para o 21º Inverno Cultural da UFSJ.
Adyr Assumpção (concepção e direção geral), Rita Gusmão (assistente de direção), Thaís dos Guimarães (direção musical), Doriedson Santana (arranjador e maestro), Maurício Tizumba (ator e cantor), Rita Medeiros (cantora), alunos do curso de música da UFSJ (vozes, cordas, sopro e percussão), Grupo Mucambo (percussão)
Local: Teatro Municipal


Segunda-feira 21 de julho

15:30h – Imagem dos Povos – mostra de filmes da China
“I WANT TO DANCE”- (Kai Shui Yao Tang,Gu Niang Yao Zhuang)
(Eu quero dançar) - China, 2007, 79 min. Diretor: Hu Shu
Local: Cine Glória – Shopping Hills

18h – Lançamento de Livros
Livro: Canções do Imaginário popular – Comunidade do Bairro São Geraldo – São João del-Rei
Coordenação: Profas. Glória Ribeiro; Betânia Maria Monteiro Guimarães
Grupo PET – Ciências Humanas, Estética e Artes – UFSJ

Revista Vertentes nº31 (UFSJ)

Ata da X Semana de Filosofia da UFSJ
Organizadores:João Bosco Batista e Pedro Henrique Santana Pereira
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

18:30h – O construtor do Imaginário – desvendando o teatro de bonecos
aula-espetáculo – Cia de Inventos (Tiradentes)
Local: Praça Carlos Gomes (ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Carmo)

20h – Lendas Sanjoanenses - By Night Tour
Passeio turístico-teatral, com encenação de lendas
Local: Início – na Igreja de São Francisco de Assis
Término – no Cemitério da Igreja de Nossa Senhora do Carmo

20h – Duo canto e piano – Elenis e Jayme Guimarães
Local: Teatro Municipal

21h – Festival de Música Pop&Rock da UFSJ
Abertura: Galwem - SJDR (progressivo folk)
Principal: Etno – Brasília (rock)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

Terça-feira 22 de julho

15:30h – Imagem dos Povos – mostra de filmes da China
“TUYA’S MARRIAGE” (O Casamento de Tuya)
China, 2007, 96min. Diretor: Wang Quan'An
Locl: Cine Glória – Shopping Hills

17h – Demonstração de Tai Chi Chuan (movimentos de Chi Kung)
Local: Largo da Igreja de São Francisco de Assis

18h – Encontro com a Cultura: Clara Nunes e os Orixás na Canção Popular Brasileira
Nei Lopes (escritor, compositor e cantor)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

20h – Pequenos Milagres – Grupo Galpão (BH)
Direção: Paulo de Moraes
Espetáculo teatral adulto com quatro histórias reais: Cabeça de cachorro, Casal Náufrago, Pracinha da FEB e O Vestido. Com seus conteúdos surpreendentes, tocam sempre no pequeno milagre que é a vida no seu exercício cotidiano.
Local: Teatro Municipal

21h – Trio Arcano (música instrumental brasileira)
Bianca Gismonti (piano)
José Izquierdo (percussão)
Victor Somma (flauta)
Tenda: Espaço Cultural Inverno Reciclo

22h – Festival de Música Pop&Rock da UFSJ
Abertura: Uma Nova Orquídea em meu Jardim Alucinógeno - RJ (MPB pop)
Principal: Churrus– SJDR (indie alternativo)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

Quarta-feira 23 de julho

15:30h – Imagem dos Povos – mostra de filmes da China
“THE DOOR” ( A Porta ) - China, 2007, 93 min.
Direção: Li Shao Hong
Local: Cine Glória Shopping Hills

17h – Demonstração de Tai Chi Chuan (movimentos de Chi Kung)
Local: Escadaria do Teatro Municipal

20h – Luiz Senise e Ronal Silveira (piano solo e piano a quatro mãos)
Local: Teatro do Campus Santo Antônio

20h - Dois Perdidos Numa Noite Suja – Cia. Cínica (Vespasiano-MG)
teatro adulto Montagem a partir da peça de Plínio Marcos sobre os conflitos de dois jovens marginalizados. A companhia utiliza com expressividade e precisão os recursos de iluminação e ritmo, num palco despido de qualquer artifício cênico.
Local: Teatro Municipal

21h – Festival de Música Pop&Rock da UFSJ
Abertura: Ozôme – Betim (pop rock)
Principal: Martelo de Pano – SJDR (MPB pop)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

Quinta-feira 24 de julho

15:30h – Imagem dos Povos – mostra de filmes da China
"THE KNOT" - (Yun Shui Yao) - (O nó)
China, Hong Kong, Taiwan, 2006 - 107 min.
Direção:Yin Li
Locl: Cine Glória – Shopping Hills

17h – Demonstração de Tai Chi Chuan (movimentos de Chi Kung)
Local: Praça da Av. Tancredo Neves (ao lado da fonte)

19h – Lançamento de Livros
Livro: O Canto Mestiço de Clara Nunes
Autora: Profa. Silvia Maria Jardim Brugger (UFSJ)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

19:30h – Pedro e o Lobo – teatro infanto-juvenil
Local: Teatro CPP, em Resende Costa

20h – Aula-show com Clara Sandroni
Participação especial de Gabriel Improta (MPB)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

21h - Quase Uma – Focus Companhia de Dança (RJ)
Coreografia de Alex Neoral
Este espetáculo explora as dificuldades e a liberdade que a imposição de limitações cria na movimentação do bailarino, a partir do confronto entre o permitido e o proibido.
Local: Teatro Municipal

22h – Show Dorina – homenagem especial à Clara Nunes no Inverno Cultural
Direção: Túlio Feliciano
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

22h – Show – Biquini Cavadão
Local: Praça de Sant’Ana, em Barroso


Sexta-feira 25 de julho

15:30h – Imagem dos Povos – mostra de filmes da China
“Shower” – (Banho) - China, 1999, 90 min.
Direção: Zhang Yang
Local: Cine Glória - Shopping Hills

17h – Concerto de encerramento das oficinas de Música
Local: Teatro do campus Santo Antônio

18h – Palestra Música e Cinema com Edu Negrão
A palestra visa ressaltar e aguçar a percepção da música dentro da linguagem cinematográfica.
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

19h – Mostra de vídeo – Retalhos Digitais (2ª exibição)
duração: 25 minutos - direção: Rodrigo Maia e Luiz Gustavo Costa
Coletânea de vinhetas sobre São João del-Rei que relata personalidades, ruas, casas e curiosidades sobre a cidade.
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

19h – No Baixo do Sapateiro – espetáculo de sapateado
Steven Harper (sapateador, alemão naturalizado americano)
e Bruce Henri (contrabaixista, americano)
Os artistas apresentam surpreendentes possibilidades acústicas e riquezas rítmicas de seus instrumentos. Com um estilo de sapateado personalizado e em alguns momentos inspirado nas gingas das danças brasileiras, buscam o entrosamento perfeito da dinâmica musical, da virtuosidade, do improviso e do humor.
Local: Teatro Municipal

20h - Réquiem de Gounoud (coro e solistas)
Regência de Jayme Guimarães
Local: Teatro Municipal

20h - Exibição de documentário
Jongos, Calangos e Folia - Música negra, memória e poesia.
Duração: 45 minutos
Documentário realizado pelas professoras da UFF - Hebe Mattos e Martha Abreu
Local: Praça Cônego João Batista de Trindade, em Conceição da Barra de Minas

20h - O construtor do imaginário: desvendando o teatro de bonecos
aula-espetáculo - Cia de Inventos (Tiradentes)
Local: Clube Serra Negra, em Ibituruna

21h – Dirceu Leite e Gabriel Improta (sax e violão)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

22h – Show – Velha Guarda da Portela
Local: Estacionamento do Ginásio do Campus Santo Antônio

Sábado 26 de julho

11h – Zig Zague de Histórias – Contação de Histórias
Instituto Cultural Aletria (BH)
Rosana Mont’Alverne e Beatriz Myrrha
Este espetáculo foi concebido para unir pessoas, contos, músicas e brincadeiras através da imaginação e retorno ao encantado mundo do Era uma vez...
Local: Praça de Nossa Senhora de Fátima (Tijuco)

16h – Contos e Cantigas Populares - Cia. Agnes Moço (Niterói)
Direção: Agnes Moço
Espetáculo cênico musical infanto-juvenil
O roteiro entremeia músicas e contos do folclore brasileiro além de contos indianos, utilizando fantoches, bonecos, instrumentos de percussão e outros.
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

19h – Exibição do documentário
Jongos, Calangos e Folia - Música negra, memória e poesia.
Duração: 45 minutos
Documentário realizado pelas professoras da UFF - Hebe Mattos e Martha Abreu
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

19h – Grupo Jongo da Serrinha (RJ)
Local: Espaço Cultural Inverno Reciclo

20h – Duo, Amor em Cena – PC e Edna Cia de Dança (SJDR)
Espetáculo de Dança de Salão
O propósito do espetáculo é mostrar a força do amor no ritmo da dança e na sutileza dos movimentos.
Local: Clube Social Serra Negra, em Ibituruna

20h – Cachorro! – Teatro Independente (RJ)
Direção: Vinícius Arneiro
Peça teatral inspirada em Nelson Rodrigues que narra a trajetória de um triângulo amoroso, composto por uma mulher e dois homens que são amigos há muito tempo.
Classificação etária: 14 anos
Local: Teatro Municipal


22h – Show – Toni Garrido
Local: Estacionamento do Ginásio do Campus Santo Antônio

Imagem dos Povos
De 21 a 25 de julho, às 15:30h, no Cine Glória do Shopping Hills
(entrada franca)

Nesta edição do Imagem dos Povos nos aproximamos da China.

Buscamos modos do fazer cultural e do fazer artístico. Conhecer o semelhante e o diferente. Proporcionar o diálogo entre criadores , o público e a cidade que os acolhe.

Entender os modos de produção do audiovisual - expressão da cultura das gentes de algum lugar. O que e como é possível fazer.

Suas imagens agora são nossas: lanternas vermelhas, sombrinhas , jardins, pincéis ,chá; Xangai, Beijing; dragão do mar e da terra; Yang Tsé; rolo da primavera.

Pequenas pérolas para o público. Às vezes lisas, às vezes barrocas.

Idealização e Coordenação Geral: Adyr Assumpção e Tâmara Braga Ribeiro

Mostra realizada com o apoio da Embaixada da China no Brasil

Uma breve introdução ao cinema independente na CHINA

O cinema independente cresce na China como uma das formas de expressão artística. A maior parte é dirigida por diretores jovens que se formaram em Escolas de Cinema mas não tiveram chances de dirigir filmes. Alguns são amadores. Sendo raramente limitados pelo sistema tradicional de produção de filmes, eles podem tratar de temas tabus, não vistos no cinema dominante. Os filmes mostram situações limite e são chamados de Cinema Underground.
O cinema Underground tem a vantagem de poder tratar de muitos assuntos que a cultura dominante recusa considerar. Todas as espécies de papéis, status e personagens são caracterizados nestes filmes. As diferenças entre o cinema Underground e o cinema Comercial aparecem principalmente nos temas e na abordagem ética. Um dos ramos principais do cinema Underground é o Filme Experimental, que tem sido usado pelos diretores para continuar sua exploração artística. O que é mostrado neste tipo de cinema diverge muito do que é visto como patriotismo tradicional.
O cinema independente da China continental mostra-se presente em algumas cerimônias de premiação e de exibição promovidas por associações de artistas e estações de TV. Como exemplo, o Festival do Cinema Independente da China, com Zhang Xianmin como diretor do comitê de organização, já ocorreu por quatro vezes, com sucesso, na cidade de Nanjing. O Festival do Cinema Documentário Independente da China, organizado por conhecidos críticos e artistas como Rikun and Zuo Jing, já foi por quatro vezes montado na Aldeia Song (celebrada como ponto de encontro para os artistas independentes).
Hao Jian, professor da Academia de Cinema de Pequim, curador da seleção China Independent Film Festival.

1 – Dia 21 de julho às 15:30h no Cine Glória – Shopping Hills
“I WANT TO DANCE”- (Kai Shui Yao Tang,Gu Niang Yao Zhuang)
(Eu quero dançar)
China, 2007, 79 min.
Diretor: Hu Shu
Em uma remota tribo de Hmong na China, uma garota de 14 anos, Pian, quer participar da competição local de dança. Porém, os moradores da vila se recusam deixá-la ir, a não ser que ela perca 5 quilos em um mês.

2 – Dia 22 de julho às 15:30h no Cine Glória – Shopping Hills
“TUYA’S MARRIAGE”
(O Casamento de Tuya)
China, 2007, 96min.
Diretor: Wang Quan'An
Elenco: Yu Nan
Prêmios: Urso de Ouro do 57º Festival Internacional de Cinema de Berlim - 2007.
Numa região extremamente árida localizada nas estepes da Mongólia uma pastora mongol tenta conseguir um novo marido que queira tomar conta dela e de seu esposo, que após um acidente torna-se inválido.


3 – Dia 23 de julho às 15:30h no Cine Glória – Shopping Hills
“THE DOOR”
( A Porta )
China, 2007, 93 min.
Direção: Li Shao Hong
Elenco: Chen Kun, Huang Jue, Lin Shen
Jiang, Hong e Li foram colegas de escola. Jiang é editor. Hong é um empresário bem sucedido que adquire a editora de Jiang. Dias depois, Hong é achado morto. Na mesma época, Li reaparece e jura nunca ter tentado atacar a namorada de Jiang. Todos esses acontecimentos estão enlouquecendo Jiang, e ele começa a escutar sons atrás das portas. Será um terrível sonho ou será realidade?

4- Dia 24 de julho às 15:30h no Cine Glória – Shopping Hills
"THE KNOT" - (Yun Shui Yao)
(Nós)
China, Hong Kong, Taiwan, 2006,107 min.
Direção:Yin Li .
Elenco: Chen Kun, Xu Ruoxuan, Li Bingbing, Gui Yalei, Qin Han, Yang Guimei, Liang Luoshi.
Wang Byun é uma chinesa que vive em Nova York e envia sua filha adotiva para o Tibet em busca do que aconteceu com seu primeiro amor, Chen Qiushui ,sessentas anos depois da separação .Eles se separaram ainda jovens quando Chen Qiushui sai de Taiwan para lutar pela Nova China.

5 – Dia 25 de julho às 15:30h no Cine Glória – Shopping Hills
“Shower” – (Banho)
China, 1999, 90 min.
Direção: Zhang Yang
Elenco: Zhu Xu, Pu Cunxin e Jiang Wu
Abandonado pelo filho mais velho, que foi para Shenzhen tentar melhor sorte, pai de família fica em Beijing cuidando do filho com problemas mentais e exercendo a profissão de mestre de uma casa de banho. Acreditando que o pai tinha morrido, o filho mais velho volta para Beijing e descobre a importância da casa de banho para a comunidade. Absorvido pela cultura do "chuveiro" ("shower"), ele decide encarar as responsabilidades da família.

Eventos associados ao 21º Inverno Cultural da UFSJ

São João del-Rei

Noites Seresteiras
Evento musical com apresentação de Serenata, Bossa Nova e Música Popular Brasileira dos anos 60 e 70.
Dia 11 de julho (sexta-feira) às 19:30h
Local: Largo Tamandaré

Oficina de Ação Educativa em Museus
Período: 23, 24 e 25 de julho
Local: Museu Regional de São João del-Rei
Público alvo: Profissionais das áreas de educação, museus, Centros Culturais além de estudantes da área de ciências humanas e público em geral.
Número de vagas: 35
Inscrições: Museu Regional de São João del-Rei (Largo Tamandaré)

Barroso

4º Festival Barroso Cultural e 26º Festican – Festival da Canção
Programação: www.net-rosas.com.br

Caetanópolis

3º Festival Cultural Clara Nunes
de 09 a 17 de agosto, em Caetanópolis
maiores informações no site: www.caetanopolis.com.br


Pontos de Venda de Ingressos

Posto Maxxi
Rua Maria Teresa, 111 C
Tel: (32) 3372-1046

Agência Distribuidora de Publicações
Av.Presidente Tancredo Neves,125
Tel: (32) 3371-7666

Água de Cheiro
Rua Sebastião Sete, 22
Tel: (32) 3371-6217

Olé Sport
Praça Dr. Salatiel, 42
Tel: (32) 3371-4080

Av. Josué de Queiroz, 115(loja 2)
Tel: (32) 3371-7759

A Colegial
Av. Presidente Tancredo Neves, 29
Tel: (32) 3371-7744

Gramcell Celulares
Av. Tiradentes, 623
Tel: (32) 3372-3986

Lima Coutinho Uniformes
Av. Leite de Castro, 168
Tel: (32) 3372-5241 Net Point
Rua Frei Cândido, 188
Tel: (32) 3372-2661

L’aqua di Fiori
Av. Tiradentes, 670
Tel: (32) 3371-8205

Loja Vila do Surf
Rua Marechal Deodoro, nº 48
Tel.: (32) 3371-1193